quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Opinião - "Um, Dó, Li, Tá", M.J.Arlidge

Sinopse:

DOIS REFÉNS. UMA BALA. UMA DECISÃO TERRÍVEL. SACRIFICARIA A SUA VIDA PELA DE OUTRA PESSOA?

"Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.
As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.
À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer?
Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw, Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha."

Opinião :

Quantas vezes já não nos aconteceu, ao tentar escolher um dos muitos livros da nossa prateleira, fazer um do li tá para decidir a próxima leitura? A escolha desta leitura não foi assim tão aleatória, até porque estava com vontade de ler um livro de mistério e este pareceu-me o ideal. 

Tendo uma premissa bastante macabra, entrei na leitura deste livro sem expectativas e sem noções pré- concebidas. De facto, só descobri mais coisas sobre a história após o final, quando fui pesquisar um pouco mais sobre o autor, descobrindo que este é o primeiro livro de uma série e que até os dois próximos volumes já foram publicados pela TopSeller. 

Como já referi, a premissa inicial confere logo uma áurea muito negra à obra, contudo, com o passar das linhas é que nos apercebemos de quanto. M.J Arlidge escreve de uma forma que nos leva, simultaneamente, a ficar chocados com a descrição do que se passa com as personagens enquanto em cativeiro, assim como a não conseguir parar de virar as páginas para saber o que vai acontecer. 

O ritmo da história é extremamente bem construído, alternado de forma eximiamente pensada para criar uma velocidade viciante na narrativa. Além disso, os capítulos são curtos o que cria um maior impacto não só nas cenas em que o crime está a acontecer, mas também nos momentos em que conhecemos melhor as personagens. 

Deste modo, só posso aconselhar este livro a quem gosta do género, com o aviso que não é para corações fracos! Além do mais, mal terminei, tive a imediata necessidade de ir descobrir mais sobre o assunto e de colocar na lista de próximas leituras o segundo livro da série.



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Novidade Suma de Letras - Andy Jones

"Nós os dois", Andy Jones

 
"Apaixonar-se é o mais fácil. 
O pior é o que vem depois…"


Sinopse:

"Fisher e Ivy vivem uma relação idílica durante dezanove dias, durante a qual são inseparáveis. Os dois sentem intimamente que estão destinados a ficar ligados para sempre. E facto de saberem tão pouco sobre o outro é apenas um pormenor. Nos doze meses seguintes, período em que as suas vidas mudam radicalmente, Fisher e Ivy vão perceber que apaixonar-se é uma coisa, mas manter uma relação é outra completamente diferente.

Nós os dois é um romance muito honesto e transparente sobre vida, amor e a importância de não se tomar nada nem ninguém por garantido."

 

Sobre o autor:

"Andy Jones vive em Londres com a mulher e as duas filhas. Durante do dia, trabalha numa agência de publicidade. É durante o fim-de-semana e de manhã, bem cedo, que escreve os seus romances."

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Resultado Passatempo "A Hora Solene", Nuno Nepomuceno

E chegou ao fim mais um passatempo aqui no Bloguinhas, com colaboração do Nuno Nepomuceno! Ansiosos por saber quem vai receber um exemplar de "A Hora Solene"?
 

E agora sim... Parabéns à vencedora!
 
Cláudia Figueira
 
 
Receberá em breve um e-mail da nossa parte. Desejamos-lhe uma boa viagem literária!

A todos os que participaram, muito obrigada, e esperamos que continuem a tentar! Nunca se sabe quando será a vossa vez de vencer!
 

Boas viagens,

Bloguinhas

 

domingo, 27 de dezembro de 2015

Pensamento do Dia

JURA(S)

Esperarei por ti
no abismo dum sonho negro; 

esperarei por ti 
na poeira de todos os caminhos; 

esperarei por ti 
na bainha dum raio de luar; 

esperarei por ti 
no cálido sufoco dos desertos; 

esperarei por ti 
com um sol nos braços dormitando; 

esperarei por ti 
com a imensidão dos versos impressa 
num sorriso d'estrelas.

Pedro Belo Clara


Opinião - "Cristal", Pedro Belo Clara


 Sinopse

«Todo o livro é um longo adeus de despedida, uma elegia serena, uma chama que gela ao vento, uma ausência, um longo suspiro, uma folha sobre o rio que passa – um cristal desfragmentado. Pela memória, viva, que perfura o passado, devolve-nos, nítidos ou fugidios, vigorosos ou diluídos, os sentidos, o corpo, o desejo e a dor da perda. É aqui que vai dar-se a surpresa, a beleza do inesperado embate.»

Opinião

Cristal, de Pedro Belo Clara, é mais um livro de Poesia para a minha colecção de obras deste género literário que tanto me encanta. E creio poder descrever-vos esta leitura em duas palavras: quase lá! Estranha esta minha descrição, não? A verdade é que me tem chegado às mãos Poesia de autores portugueses, estreantes ou não nestas andanças, que não foi capaz de ir ao encontro das minhas expectativas. Culpa minha, que estabeleci, pelos meus gostos, uma fasquia demasiado elevada. No entanto, Pedro Bela Clara conseguiu fazer-me lembrar o porquê de eu gostar tanto de poesia, esse parente pobre da literatura que tantas vezes é deixado ao abandono em estantes sombrias e bafientas à espera de uma alma desconcertada que o entenda.

Feita esta nota introdutória, debrucemos-nos então nesta agradável viagem poética dividida em três partes pelo autor, um franco Poeta de Amor, pelo menos nesta obra. O que na minha perspectiva é um primeiro passo para o sucesso, pois é difícil errar cantando o Amor, por ser um lugar-comum, por facilmente emocionar, por ser compreensível a empatia, e mesmo por ser desculpável qualquer sintaxe menos bem conseguida pelo embriagamento apaixonado, convínhamos que ninguém se incomoda muito com a cacofonia camoniana alma minha gentil, que te partiste. Ainda assim, não poderemos apontar nada à escrita de Pedro Bela Clara, muito pelo contrário. É muito trabalhada, cuidada, requintada, com recursos estilísticos para lá de bem empregues. A mancha gráfica é variada quebrando a monotonia dos vulgares sonetos amorosos, o verso é livre e é a prova que um poema não precisa ser feito de versos que rimam para nos deixar apaixonados.

A temática centrada no Amor é aliada a uma presença constante de um olhar bucólico de um sujeito poético muito sensível e que mesmo na descrição de um amor mais carnal se mostra contido e elegante na escolha das palavras, o que sempre faz as delícias da minha alma, ver o esforço do poeta em ludibriar a donzela ao abrilhantar a voluptuosidade dos vulgares mortais.

Como disse, a obra está dividida, de forma consistente, em três partes. A primeira inicia-se com o poema Innocentia que nos vem preparar para os poemas seguintes, que nos falam da inocência da descoberta, do desabrochar, do sonhar, do Amor, da inocência do sonhar o Amor – Oh, as promessas tecidas no desabrochar duma flor… – do desejo do ser amado, que ainda distante se encontra e com o qual adormecemos no pensamento para acordarmos na matutina ilusão solitária. A segunda parte é o consumar do Amor, é um elogio a esse tão grande sentimento, é o calor do verão. Por fim, o livro encerra com a melancolia do vazio, o fim inevitável do que sempre acreditamos ser eterno, o amor que finda, a estação que acaba, e o recomeço. 

Porque é assim o Amor, um sonho frágil, Cristal quebradiço que seguramos com todas as nossas certezas e incertezas, até ao dia em que o tempo nos faz lembrar: não há como cerrar a mão quando a mão da morte se abre para a receber.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Passatempos de Natal - Vencedores

Finalmente chegou a altura de revelar quem vai receber no sapatinho os prémios relativos aos passatempos de Natal!
 
Antes de mais (sabemos que estão ansiosos!) voltamos a agradecer àqueles que colaboraram com o Bloguinhas Paradise para que vos pudéssemos oferecer estes presentes!
 
Chiado Editora
Coolbooks
PUZ
Giotto, Giotto bebè, Das, Lyra - Fila Hispania Portugal
Saída de Emergência
Corte&Costura
Penguin Random House
Editorial Presença
Ecoemotion
Marcador
Guerra e Paz
Dinalivro
Editorial Bizâncio

E agora sim... Parabéns aos vencedores!


Cabaz 1 - Marcos Silva




Cabaz 2 - Filomena Rodrigues



Cabaz 3 - Maria Lopes




"Sete Breves Lições de Física", de Carlo Rovelli
1 - Sílvia Ávila
2 - Patrícia Madeira

"O Clube dos Ténis Vermelhos", de Ana Punset
1 - Inês Antunes de Caires 
2 - Rita Martins 

"Assim Começa o Mal", de Javier Marías
1 - Tiago Ramos
2 - Joana Pa

"O Último Adeus", de Kate Morton
1 - Nicole Martins
2 - Joana Braga
 
"Vira a Página", de Rebecca Beltrán
1 - Elisa Esteves 
2 - Nuno Vitória Carriço 

"Guia Astrológico Para Corações Partidos", de Sílvia Zucca
1 - Silvana Martins 
2 - Magali Viana Martins 

"Faz-te Homem", de Luís Coelho
1 - Raquel Lima 
2 - Sandra Maia




 
Cabazes Infantis
1 - Angie Pereira
2 - Helena Bracieira


Receberão em breve um e-mail da nossa parte. Desejamos-lhes uma boa viagem literária!

A todos os que participaram, muito obrigada, e esperamos que continuem a tentar! Nunca se sabe quando será a vossa vez de vencer!
 

Boas viagens,
Bloguinhas

 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal

Será que se esconde por aí um diminuto ser, um cogumelo da floresta mágica, um pequeno pigmeu cintilante, uma fadinha de asinhas frenéticas responsável por anotar nos post-its do Universo os desejos impregnados em cada moeda tão intencionalmente lançada numa dessas fontes que sempre nos aparecem quando mais precisamos de acreditar que a Magia existe?

Será que esses pequenos seres rondam os nossos pensamentos sempre que nostalgicamente fazemos um pedido a uma estrela cadente? Será que dão o seu contributo quando alguém, com medo que deixe-mos passar a nossa grande oportunidade, colhe cuidadosamente a pestana, que certamente em fase telogénica, se nos caiu e a nós se dirige com a afirmação não pouco imperativa  pede um desejo?

Ficarão eles com pena de nós aquando do nosso aniversário, quando olhando a chama das frágeis velas tremeluzir, pensamos com muita força no presente que talvez ninguém se vá lembrar de dar? E por fim o Natal, a época em que todos os sonhos parecem possíveis. Luzinhas, sininhos, barulhinhos, brilhozinhos, pozinhos…não esconderão eles ouvidos atentos às nossas preces?

Por mais racional que o mais racional dos homens julgue ser há um post-it com o seu nome à espera que ele seja criança de novo. Assim, por via das dúvidas (não vá dar-se o caso de alguém estar à escuta), este Natal deseja muito, sonha muito e sê imensamente feliz!


Boas viagens,
Bloguinhas