quarta-feira, 6 de julho de 2016

Opinião - "Maze Runner - Correr ou Morrer", James Dashner

Sinopse: 

"Thomas percebe que se encontra num elevador e que chegou a um lugar estranho, um espaço que se abre entre muros altíssimos e que o enche de pânico. Lá fora, como se estivessem à sua espera, uma pequena multidão de rapazes adolescentes como ele. As suas vozes saúdam-no com piadas juvenis, proferidas numa linguagem que lhe parece estranha. Dizem-lhe que aquele lugar se chama a Clareira e ensinam-lhe o que sabem a respeito daquele mundo. Tal como acontece com Thomas, não se lembram da sua vida anterior, mas ali estão perfeitamente organizados, cumprindo preceitos que ninguém deve quebrar. No fim desse primeiro dia de Thomas naquele lugar, acontece algo inesperado - a chegada da primeira e única rapariga, que traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo. 


Maze Runner é uma série de grande sucesso, que agradará tanto aos fãs de Jogos da Fome como a todos os apreciadores do género fantástico ou de distopias apocalípticas. A saga foi adaptada ao grande ecrã, tendo o primeiro filme estreado em 2014."

 

Opinião:

O primeiro contacto que tive com o mundo de Maze Runner foi através do filme. Este possuía uma premissa interessante e pensei que os livros desvendariam mais pormenores tornando a história mais completa. Contudo, li o livro bastante tempo após a saída do primeiro filme, o que provavelmente influenciou um pouco as expectativas que levava para a leitura do livro. 

Neste primeiro volume é apresentado a Clareira e os seus habitantes através dos olhos do recém-chegado Thomas. Vamos conhecendo como esta funciona e qual a sua organização à medida que esta personagem começa a viver nesta sociedade. 

Devo dizer que tive alguma dificuldade em habituar-me à forma como o autor escreve. As situações e o desenrolar da acção pareceram-me pouco desenvolvidos, por vezes demasiado simplistas e apressados. Senti várias vezes que o escritor tinha uma boa premissa, mas que não a sabia desenvolver correctamente. 

Desta forma, acabei por pensar várias vezes  que os argumentistas do filme fizeram um bom trabalho ao retirar certas partes do livro que, não estando devidamente trabalhadas, não enriqueciam a história, tornando-a apenas mais confusa. Contudo, sendo este o primeiro volume, entendo que nem tudo pode ser revelado, e que alguns pormenores são mesmo para nos deixarem confusos e curiosos. 

Outro problema que encontrei durante a leitura foi a tradução de alguns termos, principalmente aqueles que os habitantes da Clareira inventaram, por não se lembrarem do termo utilizado na vida antes de estarem na Clareira. 

Em retrospectiva, entendo que parte da razão para esta minha opinião não ser tão positiva será o facto de o ter lido tanto tempo após a visualização do filme e de já ter lido várias distopias. Não posso dizer que é um livro mau, porque não o é, mas não me convenceu totalmente. Apesar disso, pretendo ler o resto da série,uma vez que, divergindo um pouco do filme, tenho esperança que os próximos volumes tragam consigo agradáveis surpresas. 


“Just follow me and run like your life depends on it. Because it does.”



Podem ler a opinião da Bloguinha Bárbara aqui.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Pensamento do Dia






"A memória era o seu amuleto e a sua protecção, a sua porta e o seu lar. Era orgulho e amor, um abrigo contra a perda: pois se algo poderia ser lembrado, então não estava completamente perdido. Não morto, nem perdido para sempre."


Guy Gavriel Kay, Tigana - A Lâmina na Alma

Opinião "Tigana - A Lâmina na Alma - Livro Um", Guy Gavriel Kay

Sinopse:

"Tigana é uma obra rara e encantadora onde mito e magia se tornam reais e entram nas nossas vidas. Esta é a história de uma nação oprimida que luta para ser livre depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. É a história de um povo tão amaldiçoado pelas negras feitiçarias do rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado. Mas anos após a devastação da sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa recuperar um nome banido: Tigana. Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, este épico sublime sobre um povo determinado em alcançar os seus sonhos mudou para sempre as fronteiras da fantasia."


Opinião:

Lemos tantos livros ao longo do ano que por vezes nos esquecemos do que é de facto um bom livro! Mas a verdade é que quando enveredamos na leitura reconhecemos logo a diferença entre esse e os inúmeros livros que vamos lendo. E com isto não quero desvalorizar as várias obras que vou lendo e que, por sinal, até gosto bastante. Mas não posso deixar de referir que é bom viajar, neste caso num mundo de fantasia, com uma escrita bastante cuidada e uma tradução bem conseguida.

Como já devem saber, o género Fantástico é, sem sombra de dúvida, um dos meus géneros literários favoritos. Claro que gosto sempre de ler um romance, de sofrer um pouco com um bom thriller, e de chorar nas histórias que mais se aproximam do meu coração. Mas quando pego numa obra de fantasia sei que vou reviver o melhor de mim. Através deste género, somos “obrigados” a entrar num novo mundo, a estar atentos, a perceber como funciona, a conhecer as diferentes personagens, os seus poderes e claro a criar a linha que liga estes mundos imaginários ao mundo real.

E foi este gosto pela fantasia, pela leitura e tudo de bom que ela nos dá que 5 amigas criaram este cantinho. Mas como seria de esperar, apesar de sermos diferentes e gostarmos de coisas diferentes, temos alguns gostos em comum. Se há um livro que gostamos muito, ou que achamos que alguma de nós iria gostar muito partilhamos e incentivamos a sua leitura. E foi o que aconteceu comigo nesta obra. A Sofia foi a primeira pessoa que a leu – tendo já a sua opinião publicada. E fartou-se de me dizer – “O Tigana é muito bom!” Não é que alguma vez tenha duvidado das suas palavras, mas pronto acabamos sempre por seguir o “ver para crer”. No entanto, as palavras foram suficientes para que comprasse os dois livros há uns tempos. E agora que li o primeiro, sou forçada a concordar com ela :)! Apesar de só ter atribuído 4 estrelas à obra, tenho que esclarecer que estas não significam que o livro não é suficientemente bom.

Como o título da obra indica, Guy Gavriel Kay conta-nos de uma maneira fantástica a história de Tigana, cujo nome muitos não conseguem ouvir, devido à maldição lançada através das “negras feitiçarias do rei Brandin". Essencialmente o que temos neste primeiro volume é aquilo que é essencial em toda a boa obra de fantasia, isto é, a construção dos pilares, o esclarecimento do passado e do presente, a partilha de lendas e mitos. E, contrariamente ao que podem estar a pensar, apesar de isto implicar uma grande quantidade de descrições, que não vou negar, a verdade é que a forma como o autor as coloca na narrativa não é cansativa, pesada e maçuda. Sem querer, somos levados para Tigana (Baixa Corte), Asoli, Corte e Chiara – as terras conquistadas por Brandin – e para Ferraut, Cercando, Tregea e Astibar – as terras conquistadas por Alberico. E no fim conseguimos ver que tudo está ligado, que como dizemos muitas vezes “o mundo é mesmo pequeno” :).

Tenho, no entanto, que referir que as primeiras páginas da narrativa não são muito apelativas, tornando-se bastante confusas para o leitor. No entanto, à medida que progredimos a leitura, o mundo vai-se tornando mais claro, assim como as suas personagens.

Não são muitas as obras em que sinto a necessidade de voltar atrás, de confirmar algo ou alguma suspeita que tenha, de fazer 2+2. Esta é uma delas. Estamos perante uma obra de valor, de fantasia, com uma história de conteúdo interessante e devidamente explorada, que não só nos é dada a conhecer como nos envolve e convida a fazer parte dela.

“Tigana, que a minha memória de ti seja como uma lâmina da minha alma.”

Poderia falar muito mais sobre a história, mas como qualquer história de fantasia, não sendo eu a autora dela, não sou eu quem a deve contar :). No entanto, convido-vos a conhecer Tigana pela voz do seu príncipe e alguns dos seus antigos habitantes - Alessan, Devin, Bahed, Dianora e Catriana. :)

Um livro que vale verdadeiramente a pena!



Podem ler a opinião da Sofia aqui.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Opinião “A Seleção”, “A Elite” e “A Escolha”, Kiera Cass

Para começar tenho que dizer que li estes três livros de um folgo só, e por razões que acabarei por explicar, resolvi juntar as opiniões. No entanto, para evitar qualquer tipo de spoiler deixo apenas aqui a sinopse de "A Seleção" - o primeiro volume.


Sinopse:

"Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe - e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar."


Opinião:

“A Seleção” foi certamente o melhor livro que podia ter escolhido para ler na altura em que o li! Isto claro seguindo os conselhos da bloguinha Sofia, que já tinha lido esta trilogia. Num momento de muito stress, nervosismo e ansiedade, mas ao mesmo tempo com muito tempo livre, fui folheando as páginas desta obra, sabendo à priori que estava a enveredar numa leitura descontraída e muito boa no entretenimento. 

Não é de todo uma obra brilhante, nem rica em pormenores e descrições. A história é muito simples, tendo por base no entanto conteúdos que teriam muito potencial e que enriqueciam a narrativa se fossem devidamente explorados. “A Seleção” consiste, como o próprio nome indica, na seleção de 35 candidatas para conhecer o príncipe Maxon e, eventualmente, casar com ele. 

Para além dos pontos positivos de casar com um príncipe, a verdade é que participar neste “jogo”, como diz a sinopse e bem, permite a várias jovens uma nova vida, assim como às suas respectivas famílias. 

A narrativa decorre como se tivéssemos parado no tempo, sem capacidade de evolução. Quem nasceu pobre mantém-se pobre, independentemente do esforço e quem nasceu rico mantém-se rico. E logo aqui podemos ver as injustiças e prever a existência de rebeldes, que curiosamente para algumas personagens era motivo de surpresa. E, a partir do momento em que estas jovens são seleccionadas, a sua posição social sobe, mesmo que eliminadas durante o concurso.

Assim, ao longo da obra vamos como que assistindo à interação das diferentes personagens, e criando as nossas próprias opiniões sobre elas. Apesar de o Príncipe Maxon ter supostamente um lugar de destaque nesta que é a escolha da mulher com quem irá casar, a verdade é que acabamos por conhecer a realidade deste concurso sempre um pouco enviesada pelos olhos de América Singer – uma das raparigas selecionadas de casta 5, onde predomina a falta de recursos. 

Como os títulos indicam, em cada livro vamos acompanhando as diferentes fases deste concurso:

A Seleção das 35 candidatas


Ao longo de uma semana, as raparigas de diferentes castas deixam o seu nome, fotografia e competências para esta seleção. No entanto, contrariamente ao que seria de esperar, America não se inscreve propriamente por vontade própria, mas sim incentivada pela mãe, pela irmã e até pelo amor da sua vida.


Para quem ainda não leu o primeiro volume, a restante opinião não contém spoilers directos, mas é possível que contenha sugestões de alguns acontecimentos.


Ficamos a conhecer a Elite


Apenas 6 candidatas chegam a esta fase, e é aqui que o leitor começa a conhecer melhor cada uma delas, os seus motivos e os seus desejos. Apesar de inicialmente inscrita na competição sem grande vontade, à medida que America conhece Maxon, as mágoas que reinavam o seu coração quando chegou vão sendo empurradas para baixo, ficando à superfície a alegria, a curiosidade e até o amor.

 A Escolha do Príncipe Maxon


E é com "A Escolha" que esta trilogia, centrada no casamento de Príncipe Maxon, termina. E, apesar de olhando para a capa esperarmos sempre um conto de fadas, a vida real não é um conto de fadas e a de Príncipe Maxon também não. Principalmente ao longo deste último volume, o amor é posto à prova e "A Escolha" não é tão fácil, limpa e clara como achávamos que iria ser.

Finalmente, a autora deu verdadeiramente a voz a Maxon neste último livro, atribuindo-lhe  carácter e personalidade que até então era pouco convincente. 


Sendo uma trilogia de puro entretenimento, sinto que não devo revelar mais sobre a história. No entanto, relembro que é uma leitura fácil, leve e capaz de cumprir o seu propósito. :)




Podem ler a opinião da sofia de "A Seleção", "A Elite" e "A Escolha".

sábado, 2 de julho de 2016

Novidades Marcador - Peter May, Nelson DeMille, Ana Simão e Clare Mackintosh

"A Ilha de Entrada", Peter May


Sinopse:

"O detective Sime Mackenzie é enviado desde Montreal para investigar um assassinato na remota ilha de Entry Island, a milhares de quilómetros de distância do território canadiano, atrás de si deixa uma vida de insónia e arrependimento. Mas o que parecia ser um simples caso, com uma simples resolução ganha dimensões perturbadoras quando conhece o principal suspeito, a mulher da vítima, e está convencido de que aconhece – mesmo que nunca a tenham visto antes. E quando a sua insónia é pontuada por sonhos de uma Escócia distante, situada num outro século, este crime no golfo de St. Lawrence leva-o por um caminho que ele nunca teria antevisto, forçando-o a enfrentar um conflito entre o seu dever profissional e o seu destino pessoal. Com as noites assombradas por estas recordações de uma Escócia, a quase cinco mil quilómetros de distância, nos seus sonhos de um passado distante, a viúva da vítima tem um papel principal no desfecho. A certeza de Sime torna-se então obsessão e, apesar das provas incriminatórias, ele dá por si convencido da inocência da mulher. E como prova-lo e onde o levará esta certeza?"

Nº Páginas: 480
ISBN: 978-989-754-246-6

Sobre o autor:

"Peter May nasceu e cresceu na Escócia. Aos 26 publicou o seu primeiro romance, que foi adaptado com grande para uma série da BBC. Decidiu abandonar o jornalismo e, durante os 15 anos que seguiram, foi um dos dramaturgos televisivos mais bem-sucedidos da Escócia. Decidiu depois de mais de mil episódios de várias séries escritos e produzidos, abandonar a televisão para regressar ao primeiro amor, a escrita de romances. Recebeu vários prémios literários em França e o Barry Award, nos Estados Unidos, pelo livro A Casa Negra, o primeiro dos seus best-sellers internacionais e também o primeiro volume da Trilogia de Lewis. Em 2014, recebeu o galardão Melhor Livro do Ano do ITV Specsavers Crime Thriller Book Club, pelo livro Entry Island. Peter vive no sudoeste francês com a sua mulher, a autora Janice Hally."


«Peter May é um autor que seguiríamos até aos confins da Terra.» The New York Times
«Esta é uma das séries de romance policial mais conceituadas dos últimos anos.» The Guardian
«Um verdadeiro prazer na leitura.» The Independent
 
 

"Vertigem Assassina", Nelson DeMille

 
O passado está de volta para o confronto final. O mais recente thriller da série Jonh Corey
 

Sinopse:

"Depois de um embate com um famigerado terrorista conhecido como O Leopardo, Jonh Corey saiu da Unidade Antiterrorista e regressou a casa, na cidade de Nova Iorque. Arranjou emprego no Grupo de Vigilância Diplomática (DSG). Embora se pense que a nova tarefa de Corey no DSG – vigiar diplomatas russos que trabalham na missão da ONU – é um «trabalho calmo», ele não se importou nada de se livrar das garras do FBI, libertando-se da burocracia da vida de escritório. Corey apercebe-se, contudo, de algo que o Governo dos Estados Unidos deixou escapar: a ameaça bem real de uma Rússia está a ressurgir. Quando Vasily Petrov, coronel dos serviços de informações externas russos que finge ser diplomata, desaparece de uma festa em casa de um oligarca russo, em Southampton, é Corey quem tem de o encontrar. O que andarão os russos a tramar, e porquê? Haverá a possibilidade de uma ameaça nuclear? Será que Corey irá, por fim, ser ultrapassado e ludibriado, ficando a América sujeita a um ataque mais nefasto do que tudo aquilo por que já passou?"
 
Série John Corey
Nº Páginas 304
ISBN: 978-989-754-251-0
 

Sobre o autor:

"Nelson DeMille nasceu na cidade de Nova Iorque em 1943. Em 1978 publicou o seu primeiro grande romance By the Rivers of Babylon, que foi um sucesso comercial junto da crítica. Desde então escreveu mais catorze romances e passou bons bocados a criar as suas personagens de John Corey. Construiu uma carreira literária marcada por enormes sucessos mundiais. Todos os seus livros chegaram ao primeiro lugar do The New York Times e da Publishers Weekly, tendo totalizado, em conjunto, 380 semanas na lista dos mais vendidos. É um dos três escritores que mais vendem em todo o Mundo, com mais de 100 milhões de livros vendidos. Os seus romances têm sido amplamente aclamados pelo público e pela crítica."
 

«O livro do Ano» Los Angeles Times
«DeMille é o mestre do thriller inteligente.» Dan Brown
 

Sobre a Série John Corey:

 
 
 
 

"Naquela Ilha", Ana Simão

 
Sinopse:
 
Uma ilha onde nada acontece.
Uma premonição.
Um destino implacável.
Uma jovem apaixonada por um homem mais velho.
Um farol cheio de segredos.
Uma história única.
O que separa um amor do resto do mundo?


"Parece que ainda estou a ouvir aquela voz nova. Fecho os olhos eprocuro-a dentro de mim. Consigo escutá-la. Gosto dela. É uma voz rouca de mel, serena e macia. Foi a única voz que ouvi quando regressei a mim. Estava tão perto e as outras tão longe. Não sei quanto tempo estive ausente, mas foi aquela voz que me trouxe à vida. Nunca a vou esquecer. Nem quero. Percebi naquele instante que estava viva e em segurança. E isso foi bom. Não sei quem é. Queria tanto agradecer-lhe: salvou- -me a vida. Não sei como o vou encontrar. Já perguntei, mas ninguém sabe."
 
Nº Páginas: 224
ISBN: 978-989-754-267-1
 

Sobre o autor:

"Ana Simão nasceu em Santarém. É licenciada em Gestão de Recursos Humanos. Trabalhou na Câmara Municipal de Santarém, nas áreas da cultura, do turismo e da acção social. É autora do bestseller A Menina dos Ossos de Cristal e desenvolve acções de sensibilização em escolas, sobre as questões da deficiência.

Naquela Ilha – Todos somos pedaços de um amor maior é a sua estreia no romance de ficção."
 

 

"Deixei-te ir", Clare Mackintosh

 

Sinopse:

"Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente. Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales. Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pela sua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício. À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenny, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras."
 
Nº Páginas: 360
ISBN: 978-989-754-261-9
 

Sobre o autor:

"Clare Mackintosh passou doze anos na força policial, incluindo o período em que esteve no Departamento de Investigação Criminal como comandante da ordem pública. Deixou a polícia em 2011 para trabalhar como jornalista e consultora para a Comunicação Social, e é a fundadora do Festival Literário de Chipping Norton. Neste momento, é escritora a tempo inteiro e vive em Cotswolds com o marido e os seus três filhos. É patrona da Silver Star Society, uma instituição de caridade com sede em Oxford que apoia o trabalho desenvolvido pela unidade da Silver Star dentro do Hospital John Radcliff, no fornecimento de cuidados especializados às mães com complicações de saúde durante a gravidez.


«Arrepiante, envolvente e surpreendente!» Paula Hawkins, autora de A Rapariga no Comboio
 

 
Para mais informações, consulte o site da Marcador Editora aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pensamento do Dia








"Quando passamos o dia inteiro tão próximo de alguém, não há maneira de escapar aos seus estados de espírito. Nem aos nossos."


Jojo Moyes, Viver Depois de Ti

Opinião "Viver Depois de Ti", Jojo Moyes

Sinopse:

“Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa. Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre. Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.”


Opinião:

Fiquei bastante curiosa em relação a este livro quando vi o trailer do filme. Assim, porque gosto sempre de ler os livros antes de ver os filmes, tomei a liberdade de dar uma prenda a mim própria :). Confesso que tenho alguma tendência em ler/comprar livros com um carácter potencialmente triste, como podem comprovar ao acompanhar as minhas leituras. E esta é mais uma obra a acrescentar à lista.

A narrativa desenrola-se em torno de Louisa Clark e Will Traynor – duas personagens muito diferentes. Tudo começa quando Louisa perde o seu emprego e a única opção viável para as suas competências consiste em cuidar/fazer companhia a um rapaz que ficou tetraplégico após um acidente.

Apesar de não saber muito bem o motivo pelo qual foi contratada, dia após dia, Lou vai deixando um pouco de si na casa de Will – o seu sorriso matinal, as suas roupas estranhas, as suas anedotas, e por fim o seu feitio bastante peculiar. Mas ele não reage, mantendo-se triste, cabisbaixo, falando apenas o estritamente necessário.

Mas, felizmente, à medida que os meses passam a relação entre ambos vai mudando. Ao virar de cada página, assistimos à construção de algo único e quase inexplicável – uma relação de ajuda, entendimento, amizade, confiança, sinceridade e partilha.

E quando Lou pensa que está a conseguir cumprir aquilo que lhe foi pedido descobre que Will Traynor tem outros planos. Depois do acidente, foram muitas as lutas que esta personagem teve de travar, e é evidente ao longo do livro o grande sofrimento por que passou, por que passa e por que passará. E face a isto, Will planeia pôr fim à sua vida. Trazendo ao papel um tema bastante actual e delicado – a eutanásia, Jojo Moyes arrisca a que os leitores ou gostem muito da obra ou não concordem de todo com ela. 

Após divulgar os seus planos aos pais, Will Traynor dá-lhes 6 meses até concretizar aquilo que pretende na Suiça, e foi este o motivo por que contrataram Louisa Clark – numa tentativa de encontrar para o filho uma razão de viver. Assim, ao longo de 424 páginas vamos absorvendo a felicidade que Lou proporciona a Will através das mais pequenas coisas.

Por outro lado, não é apenas Lou quem tenta demonstrar a Will que há ainda uma razão porque viver. Também Will tenta ensinar Louisa que deve/que devemos viver a vida da forma mais plena possível.

É sem dúvida uma obra que ficará no meu coração, e que teve o final merecido com todas as incompreensões possíveis e imaginárias. É impossível ficar indiferente a um tema e a um amor como este. Por isso deixo aqui a questão em aberto:


Será o amor suficiente para Will mudar de ideias? Será o amor capaz de tudo? :)



Ps. Inicialmente não tinha compreendido a tradução do título da obra. Originalmente "Me Before You", a tradução para "Viver depois de Ti" pareceu-me um pouco contraditória. Mas no fim, tudo fez sentido!

Atrevam-se a conhecer a história de Will Traynor - um rapaz aventureiro - e Louisa Clark - a rapariga das meias às riscas. :) 



E porque foi o trailer que motivou a minha leitura e não acho que diga nem demais nem de menos, aqui fica: