terça-feira, 9 de agosto de 2016

Opinião "O Erro", Elle Kennedy

Sinopse

“John Logan, universitário, pode ter as mulheres que quiser. Para esta estrela de hóquei a vida é um desfile de festas e engates. No entanto, por trás do seu sorriso matador e charme descontraído esconde-se um desespero crescente sobre o que terá de enfrentar após terminar o curso. Um encontro escaldante com a caloira Grace Ivers é, de facto, a distração de que ele precisa. Mas, quando um erro impensado a afasta, Logan resolve gastar o seu último ano a provar-lhe que vale a pena uma segunda oportunidade. Agora terá de apostar mais alto...
 
Depois de um ano como caloira, Grace está de volta à Universidade de Briar, mais velha, mais madura. E já não é a borboleta tranquila que era quando se envolveu com John. Se Logan espera que ela implore e rasteje a seus pés como todas as suas outras conquistas, pode esperar sentado. Quere-a de volta? Vai ter que trabalhar por isso. Desta vez é Grace quem vai ao volante... E ela tenciona guiar de forma selvagem.” - in Goodreads
 
Série: Off-Campus #2
Edição: Junho 2016
Páginas: 368
ISBN: 9789896650971
 

Opinião

John Logan tem uma vida aparentemente perfeita. Vive com os seus melhores amigos, é um dos melhores jogadores da equipa de hóquei da sua universidade, e usufrui de toda a popularidade que esse estatuto - e a sua boa aparência - lhe conferem.

Mas Logan sabe que o idílio em que vive não é eterno. Para além de não poder seguir o seu sonho de ter uma carreira profissional como jogador de hóquei, conseguiu apaixonar-se pela única rapariga que estava fora do seu alcance – Hannah, a namorada do seu melhor amigo.

O Erro segue a fórmula do seu antecessor, O Pacto, que nos deu a conhecer a história de Hannah e Garrett. Elle Kennedy continua a série Off-Campus imediatamente onde o volume anterior tinha terminado, e confirmando as suspeitas da protagonista em relação ao amigo de Garrett: Logan está apaixonado por si.

No entanto, ao contrário de Garrett, Logan não tenta conquistar Hannah, mas tenta afastar-se do casal. É assim que acaba por conhecer Grace – uma rapariga mais nova e algo estranha, que adora filmes de acção e não consegue parar de falar quando está nervosa. O romance fugaz em que se envolvem não passaria disso se Logan não conseguisse deixar de pensar em todas as maneiras como desilude Grace quando se encontram… (Um grande mais para Elle Kennedy pela importância que Logan dá ao orgasmo feminino!)

Se Logan tem algumas parecenças com Garrett, no sentido em que é um rapaz confiante mas não arrogante e com um sentido de humor descontraído, a personagem principal feminina de O Erro não tem muito de Hannah; Grace é uma jovem de natureza adoravelmente peculiar que se está a descobrir a si própria. Gostei muito da personagem e gostava de a ter visto ainda mais desenvolvida.

Logan e Grace descobrem-se um ao outro e trazem o melhor de cada um ao de cima; o amor próprio e auto afirmação antes da vontade dos outros, mas também o perdão e tolerância quando aqueles que amamos precisam de ajuda.

O Erro estabelece a série Off-Campus como uma a não perder para os amantes de histórias românticas!

 
Podem ler a minha opinião ao primeiro livro aqui.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Opinião "Dicionário de Sonhos", Pamela J. Ball

Sinopse

"Os sonhos podem dizer-nos muito sobre nós. Se quiser descobrir o que os seus sonhos estão a tentar dizer-lhe, deixe-se guiar por este livro que lhe oferece uma prática secção de A-Z com sonhos comuns e as ferramentas para a sua interpretação instantânea. Este livro será a sua chave para o conhecimento."

 

Opinião

"Dicionário de Sonhos" é, como o próprio título indica, um dicionário de sonhos. E uma diversão para quem sonha muito e tem curiosidade em interpretar as baboseiras, pesadelos ou fantasias que povoam as suas noites!

É, como qualquer dicionário, um livro de consulta, mas tem também várias páginas para que o leitor possa registar os seus sonhos e relacioná-los com o seu dia-a-dia, para extrair do seu subconsciente os seus segredos mais profundos.

Com temas que variam entre os óbvios "Portas", "Precipícios", os realistas "Rendimentos", "Trabalho", ou os insólitos "Canguru" ou "Roupão", há uma selecção vasta de tópicos para auxiliar na interpretação até dos sonhos mais estranhos.

A capa e gráficos do livro são apelativos, e tanto o curioso em busca de diversão como o fervoroso militante da ciência da "sonhologia" encontrarão nele uma boa forma de passar o tempo.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Pensamento do Dia



 
"Com a cabeça encostada à janela, fico a ver as casas a passarem por mim como num plano de um filme. Vejo-as como os outros não são capazes de as ver; provavelmente nem sequer os donos alguma vez as terão visto da minha perspetiva. Duas vezes ao dia, é-me oferecido um vislumbre das vidas dos outros, só por um instante. Há algo reconfortante em ver estranhos em segurança nas suas casas."

Paula Hawkins, A Rapariga no Comboio

Opinião "A Rapariga do Comboio", Paula Hawkins

Sinopse

"O êxito de vendas mais rápido de sempre. 
O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros.
 

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia... 

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos."

 

Opinião

Como êxito de vendas que foi, e sendo fã de policiais e mistérios, não podia deixar de ler "A Rapariga do Comboio". E foi completamente diferente do que estava à espera...

Não pior, talvez melhor, mas definitivamente... diferente. As personagens têm problemas sérios, que não se adivinhavam pela sinopse. A protagonista, sobretudo, gera sentimentos contraditórios. Se por um lado, enquanto leitora, torcia por ela, sofrendo com os seus desaires e sentindo o seu desespero, não consegui deixar de sentir aqueles "oh não..." de desilusão quando voltava a cometer os mesmos erros de sempre e a tomar as más decisões do costume. "A Rapariga do Comboio" é , ela própria, um desastre de comboio prestes a acontecer, ao qual o leitor pode apenas assistir...

...Até o mistério se revelar. Na minha opinião, foi um dos pontos fortes desta obra. É, de facto, misteriosa. Não se adivinha facilmente o que aconteceu, nem como, nem porquê, nem até que ponto. Adivinha-se ao ritmo que a autora decidiu, apanhando as migalhas que deixa pelo caminho para no final perceber de que era o pão. Até hoje, ainda não decidi se isto se deveu à personalidade construída para algumas personagens ter sido deliberadamente alterada para servir os propósitos do enredo, o que afectaria a coerência da história. Porém, as pessoas são assim na vida real, revelam-se diferentes do que julgávamos. E, de qualquer modo, foi um ritmo que me satisfez, e que não é assim tão comum nos mistérios contemporâneos.

Há obras que nos deixam com pena de não as poder reler não sabendo o desfecho, só pelo prazer de o saborear novamente, e esta é uma delas. Com a adaptação cinematográfica nos cinemas no próximo dia 6 de Outubro, sentirei certamente o mesmo quando for assistir ao filme. Mas escolhendo a priori entre o filme e o livro, um final é sempre mais sentido quando alcançado pelo virar de páginas, palavra a palavra, num universo que pertence apenas ao livro e ao leitor...

Deixamos neste nosso cantinho o trailer!




quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Pensamento do Dia







"... Com o tempo o seu desgosto há-de passar, é verdade, com o tempo tudo passa, mas há casos em que o tempo se demora a dar tempo para que a dor se canse, e casos houve e haverá, felizmente mais raros, em que nem a dor se cansou nem o tempo passou."

José Saramago, O Homem Duplicado

Opinião “O Homem Duplicado”, José Saramago

Sinopse:

“Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, «vive só e aborrece-se», «esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou», à cadeira de História «vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim».

Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, «levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão, Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pêlos do corpo»...

Depois desta inesperada descoberta, de um homem exactamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem. A empolgante história dessa busca, as surpreendentes circunstâncias do encontro, o seu dramático desfecho, constituem o corpo deste novo romance de José Saramago.”


Opinião:

É sabido que não sou a maior fã assumida de clássicos e muito menos de José Saramago. No entanto, como já devem ter reparado ando a tentar corrigir esta grande falha nas aventuras literárias da minha vida! E a verdade é que fico surpreendida comigo própria e com o mundo no geral!

Apesar de compreender porque é que os clássicos não são muito apelativos, admito que a não leitura dos mesmos constitui uma grande perda para quem não os lê. Esta não é a primeira obra do autor que leio! Como a maioria das pessoas, o meu primeiro contacto com José Saramago foi na escola, onde “O Memorial do Convento” constitui uma leitura obrigatória e de análise exaustiva. E, na minha opinião, isto traz consigo vantagens e desvantagens. Se, por um lado, é importante que faça parte da nossa educação, por outro a obrigatoriedade a ele associada, os prazos de leitura inerentes, e a própria análise exaustiva podem retirar um pouco da magia da sua leitura a certos leitores – e aqui identifico-me. Mas, felizmente, encontrei pessoas ao longo da minha vida que não sofreram deste mal e que me fizeram querer dar outra oportunidade ao autor.

Face a isto, comecei por ler um pequeno conto – “O Conto da Ilha Desconhecida” – que foi uma pequeníssima amostra daquilo que estava a perder. Por isso, de seguida, aventurei-me a ler “O Homem Duplicado”. No que diz respeito à história em si, a narrativa desenrola-se essencialmente em torno da vida da nossa personagem principal – Tertuliano Máximo Afonso – professor de história, divorciado, mas com uma relação de 6 meses com Maria da Paz.

Mas como seria de esperar do vencedor do Prémio Nobel da Literatura, esta obra não poderia ser apenas uma história, apenas uma narração. Como me disse e bem a bloguinha Tomé, a história é apenas um entretenimento para as pérolas que vamos encontrando ao longo da narrativa e para a transmissão da mensagem pretendida pelo autor.

Tudo começa quando Tertuliano Máximo Afonso vê um vídeo, por sugestão do professor de Matemática, no qual identifica um actor exactamente igual a si próprio. E aqui podem perguntar-se “Como seria se houvesse alguém no mundo igual a nós próprios?” Em paralelo, podemos acompanhar ainda a relação de Tertuliano com Maria da Paz, uma pessoa paciente, que trabalha num banco, e que muitas vezes me fez lembrar todos nós leitores – que lemos, lemos e lemos e aprendemos tanto com o que lemos!! Para além desta sua característica de leitora, temos também aqui uma pessoa romântica, esperançosa que, apesar de não ser a personagem principal da obra alcança um lugar muito especial não só no nosso coração, mas no coração de todas as personagens que dela fazem parte.

Mas confesso que o melhor para esta leitura é enveredar nela sem quaisquer expectativas. Claro que não podemos esquecer que não é uma obra escrita recentemente. Não podemos esquecer que há obras que não devem ser lidas de um folgo só (apesar que a partir de certo ponto tive que o fazer, tal era o mistério criado pelo autor), mas sim apreciadas à velocidade que cada um achar adequada. E não podemos esquecer que cada leitura tem o seu tempo!

Atrevam-se a conhecer Tertuliano Máximo Afonso, Maria da Paz, e claro, “O Homem Duplicado”. :)
 

 
Podem encontrar também neste nosso cantinho, as opiniões da Sofia e da Tomé.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Opinião "Uma Noite para se Render", Tessa Dare

Sinopse:

"Spindle Cove é uma pacata vila costeira, só para donzelas.

As raparigas bem-nascidas, influenciáveis e que correm riscos de ser seduzidas pelos cavalheiros errados são enviadas pelas famílias para Spindle Cove. Aqui elas deverão «curar-se» com os bons ares marítimos, desenvolver os seus talentos e viver vidas tranquilas. Susanna Finch é a anfitriã da vila e guardiã deste verdadeiro refúgio, livre de homens e de tentações.

Mas com a chegada de um homem…

Retirado da frente de guerra contra Napoleão após sofrer um ferimento, o tenente-coronel Victor Bramwell quer agora recuperar o comando do seu regimento. O seu plano leva-o a Spindle Cove onde, ao contrário do que esperava, acaba por receber um título de conde, um castelo e a responsabilidade de criar uma milícia para defender a vila.

Vai ser palco de uma verdadeira guerra dos sexos.

Susanna teme que a presença de uma milícia na vila desencaminhe as donzelas. E o tenente-coronel tem de cumprir a sua missão para poder voltar para a guerra. Nasce, assim, uma autêntica guerra dos sexos. Mas com a atração crescente que sentem um pelo outro, serão eles capazes de manter os seus planos? Ou irão declarar-se vencidos pelo amor?"


Opinião:

Como podem perceber pela sinopse e pela capa desta obra, aqui está mais um livro de ficção romântica publicado pela Topseller. E confesso que a escolha de obras a traduzir deste género literário é muito característica e agrada-me bastante. São exactamente o meu tipo de romances. Um romance com uma história de amor e rico em personagens que, aos poucos e poucos, vão conquistando o nosso coração, envolvendo o leitor de tal forma que não descansamos enquanto não chegamos ao fim.

Uma Noite para se Render decorre em Spindle Cove – uma vila pacata para donzelas especiais – isto é raparigas que não são o ideal desejado pela sociedade da época. E logo aqui podemos encontrar um dos pontos fortes da obra. Através da criação de Spindle Cove, Tessa Dare demonstra que não precisamos de ser perfeitos para ser felizes, e de que há sempre, algures, um lugar onde cada um de nós se vai sentir confortável.

Ao longo da leitura, dei por mim a pensar que antigamente gostava muito de ler romances da autora Nora Roberts, até que conheci Lorraine Heath, Colleen Hoover e Tessa Dare. Sei que ainda existem muitas autoras de ficção romântica por descobrir. No entanto, posso dizer que ler obras destas três autoras assemelha-se em parte a Nora Roberts, só que muito melhor! :) E em que é que estas autoras ganham a Nora Roberts? No envolvimento do leitor e numa escrita capaz de se tornar real a cada virar de página.

Nesta obra, o casal de destaque é Susanna e Bram, cada um com uma história de vida marcante. Susanna - vítima de sangrias sucessivas sem motivo válido aparente - e Victor Bramwell - um soldado que depois de ser baleado no joelho nunca mais conseguiu recuperar o comando do seu regimento na guerra contra Napoleão como tanto queria. E é devido a este desejo que o tenente vem a Spindle Cove, uma vez que o pai de Susanna - Sir Lewis Finch - é a sua última esperança. No entanto, em vez de dar a Bram aquilo que ele queria, Sir Lewis dá-lhe o título de conde, um castelo e a responsabilidade de criar uma milícia para defender esta vila pacata. E com a chegada de Bram a Spindle Cove – uma cidade que tem poucos homens - as águas agitam-se e começa como nos diz a sinopse a guerra entre os dois sexos.

E aqui fica a questão, quem será que vai ganhar? :) As donzelas protegidas de Spindle Cove ou a milícia de Bram? :)

Não posso dizer que este livro tenha entrado para a lista dos meus favoritos, mas sorri bastante durante a sua leitura e já dei por mim com vontade de reler e reviver alguns momentos engraçados entre Susanna e Victor. E quando isso me acontece, sei que o livro vale a pena. :) Por isso, atrevam-se a conhecer Spindle Cove, Susanna e Bram!

Mais uma vez, deixo o meu obrigada à editora Topseller que gentilmente nos cedeu um exemplar para leitura e opinião!