segunda-feira, 2 de junho de 2014

Pensamento do Dia


"Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.” 

Bernardo Soares

domingo, 1 de junho de 2014

Pensamento do Dia







"As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações ... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações."

Antoine de Saint-Exupery

Opinião - Terra Incognita, Vladimir Nabokov

Edição: 2011
Páginas: 69
ISBN: 0141196165
Goodreads: mais informação aqui.


Sinopse

"These three stories of menace, magic and melancholy display Vladimir Nabokov's astonishing range and inventiveness. Whether describing an escape across a surreal tropical landscape, a fateful meeting or an unexpected - and threatening - return, each tale shows his dazzling sleight of hand, intellectual playfulness and fantastical imagination. This book includes "Terra Incognita", "Spring in Fialta" and "The Doorbell"."


Opinião

Desde que tive a oportunidade de ler Lolita que Nabokov passou a ocupar um lugar na minha lista mental de escritores verdadeiramente extraordinários, pela habilidade no uso da palavra tanto para contar histórias como para criar personagens reais, com as quais criamos laços. Daí veio o meu interesse por este livro, pequeno para variar, mas com o estilo inconfundível de quem cria frases como moldaria barro. Fica a minha opinião sobre cada um dos contos.


Terra Incognita


 

"The noonday sky, now freed of its leafy veils, hung oppressively over us with its blinding darkness - yes, blinding darkness, for there is no other way to describe it. (...) however, I had only to look directly at them and they would vanish, and again the tropical sky would bloom, as it were, with even, dense blueness."

Começamos por nos encontrar num local estranho, com pessoas estranhas, as quais o narrador é frugal a descrever. Já a natureza que os rodeia toma um lugar de maior destaque. Aos poucos vamos percebendo o que se passa, apurando intenções e se há ou não algo de místico a envolver o nosso narrador. Para mim, este conto é sobre o sonho e a incessante perseguição do mesmo.

Spring in Fialta




"(...) among the amethyst-toothed lumps of rock and the mantlepiece dreams of seashells. The air osteopata windless and warm, with a faint tang of burning. The sea, its salt drowned in a solution of rain, is less glaucous than gray with waves too sluggish to break into foam."


Victor e Nina conhecem-se por acaso, encontram-se e desencontram-se por acaso, mas o destino parece não querer separá-los permanentemente. Neste novo encontro fortuito, que ocorre num local próximo do coração de Victor, este é levado a reflectir sobre os seus sentimentos para com Nina, e no futuro de ambos.

Uma homenagem ao amor platónico, às fantasias juvenis que se alojam no nosso coração mesmo quando já não acreditamos em amores impossíveis (ou quando passamos a acreditar, dependendo do ponto de vista). Apesar de a história em si ter um travo de tristeza que não conseguimos ignorar, também se acompanha de uma doçura que nos consola. O final é inesperado, mas combina com a personalidade efémera de Nina.


The Doorbell




Separado da sua mãe pela guerra, e depois pela suas contínuas viagens, Nikolay resolve finalmente procurá-la, numa nova cidade que se lhe apresenta para ser explorada. Este conto põe em contraste, de várias maneiras diferentes, a procura do novo, do desconhecido, com o reconhecimento das nossas raízes e daquilo que temos guardado no baú de memórias. Quando nos sentimos tão angustiados como as personagens, sem sequer saber bem porquê, é sinal de que estamos a ler um dos grandes mestres. Dos três contos, é aquele que Nabokov deixa mais aberto à interpretação do leitor.



Novas aquisições: Maio

Para nos redimirmos das extravagâncias de Abril, este mês fomos mais comedidas! 

Enriquecemos as nossas estantes com bons exemplares? 


Opinião - " Longbourn - Amor e Coragem", Jo Baker

Sinopse

“Para todos os que admiram a obra de Jane Austen, esta é uma oportunidade única de revisitar o seu universo, mais concretamente o de Orgulho e Preconceito, mas numa perspetiva completamente nova. Jo Baker conseguiu a proeza de pegar num clássico e reimaginá-lo, com brilhantismo, a partir do ponto de vista dos criados. Enquanto no andar de cima tudo gira em torno das perspetivas de casamento das meninas Bennet, no andar de baixo os criados vivem os seus próprios dramas pessoais, as suas paixões e angústias. À semelhança da obra que a inspirou, também Longbourn é uma história de amor apaixonante e uma comédia social inteligente, que nos dá a conhecer o quotidiano daqueles que serviam nas mansões rurais inglesas do século XIX. Uma obra admirável, que capta na perfeição a atmosfera da Inglaterra de Jane Austen.Considerado um dos melhores romances de 2013, pelo The Guardian.”

Opinião

Tenho de começar por dizer que Orgulho e Preconceito está na lista dos meus livros favoritos, o que poderá explicar em parte o que vou escrever a seguir.

A história é contada do ponto de vista daqueles que, naquele tempo, não eram nem ouvidos nem vistos pelos demais: os criados. E, se a história fosse só sobre criados de outra casa qualquer, que não a dos Bennets, a minha opinião do livro seria mais positiva.

O que me aconteceu frequentemente durante a leitura foi sentir a necessidade de dar outro nome aos “senhores” da casa, porque estes não agiam de acordo com a personalidade construída por Jane Austen. Contudo, compreendo que esta seja a interpretação pessoal de Jo Baker, mas foi esta a razão principal para não conseguir apreciar este livro completamente.

No entanto, não posso deixar de realçar que a autora nos faz sentir a dor, o esforço e o sofrimento que as suas personagens sofriam no seu dia-a-dia. A forma como o faz é detalhada, pensando em pormenores que, por vezes, nos escapam, como a dor da água fria numa ferida da mão causada pelo esforço de lavar a roupa de uma casa de cinco pessoas.

Além disso, constrói personagens que nos fazem sentir que arriscar faz todo o sentido e que a beleza e a felicidade estão nos locais ou nas pessoas que menos esperamos.


" Porque não queria nada dela: tratava-se de um sentimento generoso, caloroso, independente da possibilidade de recompensa; era uma felicidade que provinha do facto de saber que uma determinada pessoa vivia neste mundo."





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