sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Um Fim de Semana com...

Como não há nada melhor do que descobrir novos livros para passar bem o fim de semana, desta vez poderemos contar com a companhia de Sílvia Soares, autora de O Destino é Praga e Perto de Ti, Longe de Nada

Fiquem atentos, dado que ainda hoje daremos início a este fim de semana especial, e publicaremos a entrevista com a autora.

Se não conseguirem conter a curiosidade, podem descobrir mais sobre ela nas suas páginas de Facebook ou Goodreads!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pensamento do Dia





"A informação é como o oxigénio. Sem isso morrem."

Michael Connely

Opinião - "Nos Meandros da Lei", Michael Connely

Sinopse:

“«Não há cliente mais assustador que um homem inocente.» Para Mickey Haller, advogado de defesa na cidade de Los Angeles, a frase não podia ter mais significado. Entre os traficantes de droga, vigaristas e condutores embriagados que engrossam a sua lista de multifacetados clientes, há poucas hipóteses de ter de defender alguém inocente. No entanto, Mickey está prestes a aceitar o caso que vai pôr tudo aquilo em que a sua vida assenta para além da dúvida razoável. E se o homem errado estiver atrás das grades enquanto o verdadeiro assassino anda à solta? Thriller irrepreensível que revela o lado sinistramente perigoso da justiça, Nos Meandros da Lei é o romance que pôs Michael Connelly ao lado de nomes como John Grisham e David Baldacci.”


Opinião:

“Nos Meandros da Lei” é mais um thriller que me arrisquei a ler. É, sem dúvida, um género que tenho vindo a apreciar e que até este ano não tinha experimentado. Posso dizer que foi um livro de agradável leitura, leve, repleto do suspense característico de um thriller e que leva o leitor a grande velocidade até às últimas páginas.

Ao longo deste livro, Michael Connely retrata directa ou indirectamente o que é a justiça. Mickey Haller é um advogado da defesa, sendo que esta função inclui quer a defesa de clientes inocentes, quer a defesa de clientes culpados. E, por estranho que possa parecer, a maioria dos seus clientes são culpados, sendo que o conceito de inocência dificilmente lhe surge na mente. Até que um dia, surge um cliente que faz o advogado pôr tudo aquilo em que acredita em causa, inclusive casos já encerrados.

Considero a premissa em que a obra assenta muito interessante, principalmente não tendo eu nenhuns conhecimentos sobre a área judicial. Conhecer as diferentes entidades que actuam num processo de tribunal, desde a polícia, até aos procuradores, advogados de defesa, juiz e até os júris, por si só fez com que visse nela um grande potencial.

No entanto, a verdade é que esse potencial que se vislumbra quer na sinopse, quer mesmo durante a leitura do livro, não atinge o seu climax. Isto não por falta de suspense, nem por falta de conteúdo, pois como já referi é um livro interessante e que se lê num abrir e fechar de olhos, mas sim pela ausência de explicações necessárias no meu ver ao encerramento do caso e porque, em certos momentos da narrativa, a exposição de ideias não era suficientemente clara para o seu completo entendimento.

Como exemplo disto, é de referir a não explicação da relação entre Martha Renteria e Regina Campo, a qual me pareceu de grande importância não só para a conclusão do caso, mas para a base de todas as teorias em que o livro assenta.

Apesar disto, é um bom livro na medida em que nos proporciona uma boa leitura, suspense e ligação com as suas personagens, aspecto que considero essencial numa obra. Fico com vontade de ler mais livros do autor, no entanto, espero que o próximo me traga um autor mais maduro, com menos imperfeições e uma história com bases mais sólidas.




Para quem não sabe, este filme foi adaptado para o cinema. Aqui fica o trailer!



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Opinião - "Postmortem", Patricia Cornwell

Formato: Ebook
Edição: 2009 (1ª 1990)
Páginas: 215
ISBN: 9781439187517
Goodreads: mais informação aqui.

Sinopse


“Under cover of night in Richmond, Virginia, a human monster strikes, leaving a gruesome trail of stranglings that has paralyzed the city. Medical examiner Kay Scarpetta suspects the worst: a deliberate campaign by a brilliant serial killer whose signature offers precious few clues. With an unerring eye, she calls on the latest advances in forensic research to unmask the madman. But this investigation will test Kay like no other, because it's being sabotaged from within and someone wants her dead.”


Opinião


Andava já há muito para ler uma das aventuras da Dra. Kay Scarpetta, a famosa médica legista. (Caía na lista interminável de livros que “um dia” havia de ler.) Tenho alguns outros volumes traduzidos, mas queria começar pelo primeiro, e acabei por optar pelo ebook.

Kay é uma mulher num mundo de homens – apesar da sua experiência e competência, e de ser a Chefe do Instituto de Medicina Legal do estado da Virginia, é ainda olhada de lado por alguns dos que trabalham consigo. Mas para Kay as coisas nunca haviam sido fáceis – já na Faculdade de Medicina fora uma das únicas mulheres a acabar o curso, sem ajuda de qualquer um dos seus colegas. Mesmo na vida pessoal, os homens do seu passado não lhe trazem memórias felizes: quer o seu pai, por adoecer e morrer quando ainda era criança, quer o ex-marido, que Kay menciona apenas ao de leve, dando a entender que era abusivo.

Com uma mãe que a sufoca e uma irmã que dá mais atenção à sua vida social e aos seus livros infantis que à própria filha, resta a Kay apenas esta, Lucy, uma criança de um intelecto muito superior ao esperado para a sua idade, mas que vive com uma carência de afecto parcialmente colmatada pelas férias que passa em casa da tia.

Como policial, o livro é bastante bom. Há um assassino em série em Richmond, cuja violência aumenta de caso para caso. Kay colabora com o Agente Benton Wesley, um profiler do FBI, e com o Sargento Pete Marino, da polícia local, para tentar apanhar o elusivo criminoso. À medida que os seguimos vamos apanhando peças do puzzle que nem sempre encaixam, e somos levados a tecer várias teorias acerca do mistério, tal como os investigadores, para depois termos de as desconstruir para fazer encaixar cada nova pista.

Nesta vertente salta à vista o facto de o livro ter sido escrito e publicado há mais de 10 anos: a identificação pelo DNA é um método ainda embrionário e moroso, e a equipa usa todos os outros métodos possíveis para descobrir a identidade do assassino; para além disto, também o facto de a informatização dos processos ser algo relativamente novo, e de os computadores serem seres complicados, com necessidade de conhecimento específico para serem manipulados, nos leva atrás no tempo e nos desconcerta um pouco.

Para além do assassínios, como se já não fossem suficientes para perturbar Kay emocionalmente (embora esta o negue, pois sempre foi sua política distanciar-se dos casos em que trabalha), esta vê-se a braços com uma falha na segurança dos dados informatizados que pode comprometer a investigação, e pôr o seu próprio cargo e credibilidade em risco.

À primeira vista, Kay era uma personagem com quem me iria identificar naturalmente – (quase) partilhamos a profissão, e apesar de as mulheres já ultrapassarem os homens em número na nossa área, ainda há sinais do machismo que Kay tenta combater, tanto na Medicina como na sociedade em geral. No entanto, não consegui empatizar devidamente com a Dra. Scarpetta, excepto num ou outro momento da narrativa. Achei a personagem um pouco incoerente em algumas das suas atitudes, e por vezes algo arrogante e demasiado auto-indulgente. Para além disso, tem um comentário com um toque de homofobia que me incomodou profundamente, e, apesar de ser mais “desculpável” pela época em que se passa a história, há racismo implícito numa cena específica. Isto levou-me a fazer alguma pesquisa, e pelo que me parece a autora não comunga das opiniões da sua personagem principal, e a verdade é que Kay apenas dá voz a opiniões generalizadas da população na altura, mas que não me caíram muito bem. Outra questão cultural que me fez uma certa espécie – Kay não encontrou qualquer problema em servir vinho à sua sobrinha de 10 anos em duas ocasiões distintas! 

Para terminar os aspectos negativos, não consigo deixar de mencionar uma incorrecção científica, que possivelmente não o seria na altura – é dito em mais que uma ocasião que os psicopatas, ou indivíduos com distúrbio de personalidade antissocial, têm uma inteligência acima da média. Isto não é totalmente correcto – podem ter ou não, como qualquer pessoa.

Na verdade, a parte mais interessante da personagem principal é o seu relacionamento com as personagens secundárias, nomeadamente Lucy e Marino. A primeira, em si, é fascinante – Cornwell consegue não torna-la no cliché da criança sobredotada que se comporta como um adulto em ponto pequeno, mas sim uma menina com problemas de comportamento decorrentes de uma vida familiar desestruturada, que se refugia até certo ponto na busca de conhecimento. 

Com Marino acontece o oposto de Kay – um detective “old school”, machista q.b., muito pouco virado para os desenvolvimentos tecnológicos… podia ser uma personagem odiável, mas, na minha opinião, é muito mais consistente e bem construído do que a própria Scarpetta. A constante luta de vontades entre os dois parece mover a narrativa, e percebemos que apenas o facto de ambos serem extremamente bons no seu trabalho (e se respeitarem pelo menos profissionalmente) e de terem o objectivo comum de fazer justiça impede a ruptura total entre eles. 

Estes são exactamente os motivos pelos quais acabei por gostar da vertente mais pessoal do livro, para além da investigação do caso, e pelos quais pretendo continuar a ler a série – Marino e Scarpetta completam-se e fazem uma dupla de investigadores excelente.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pensamento do Dia




"Algumas coisas são impossíveis de esquecer. Não pertencem ao passado. Pertencem-nos a nós."

Rick Yancey

Opinião - " A 5ªVaga", Rick Yancey

Sinopse: 


"A 5ª Vaga, o volume que dá início à trilogia com o mesmo nome, é uma obra-prima da ficção científica moderna. É um épico extremamente original, que nos apresenta um cenário de invasão extraterrestre do planeta Terra como nunca antes foi escrito ou sequer imaginado. Nesta narrativa assombrosa, uma nave extraterrestre fixa-se na órbita da terra, à vista de todos mas sem estabelecer qualquer interação. Até que, subitamente, uma gigantesca onda eletromagnética desativa todos os sistemas da Terra, e todas as luzes, comunicações e máquinas deixam de funcionar. A esta primeira vaga seguem-se outras, num crescendo de violência que devasta grande parte da humanidade."


Opinião

No geral, eu não gosto de ficção relacionada com seres extraterrestres. Não sei definir a razão, mas por algum motivo seres deformados e animalescos de outros planetas nunca me convenceram. Deste modo, imaginam a minha surpresa, quando li a sinopse deste livro, e fiquei com uma enorme vontade de o ler! De facto, na promoção da Editorial Presença de devolução de 100% do valor foi a minha primeira escolha. E ainda bem que isso aconteceu!

Adoro quando um livro me surpreende, ou por o desfecho ser inesperado, ou pela beleza das personagens ou pela qualidade da escrita. Mas, acima de tudo, adoro quando um livro me faz mudar de opinião sobre um assunto ou tema sobre o qual já tinha juízo definido.

A 5ºVaga possui todas estas qualidades! E, enquanto as primeiras tornam um livro bom, a última faz, para mim, o livro memorável.

A história é-nos contada pela perspectiva de várias personagens (não vou dizer quais pelo risco de fazer spoilers), e através dos seus olhos é-nos descrito o que tem acontecido, desde que, os visitantes de outro mundo decidiram dizer olá à Terra.

Contudo, vou falar da personagem que posso revelar sem estragar as supressas do livro: Cassie Sullivan. A protagonista desta história é muito mais do que ela própria imagina. Para mim foi muito estimulante ver o crescimento desta personagem, até porque, como descreve a sua vida antes da invasão e após, cria um contraste fascinante sobre as prioridades, visões e objectivos decorridos ao longo da catástrofe vivenciada. Mostra-nos também que apesar de todos os problemas, todas as perdas é possível ver beleza no mundo, e é possível tentar cumprir as nossas promessas.

Gostava de poder falar das outras personagens, mas acho que não consigo dizer muita mais sem desvendar pormenores do livro que, pelo menos para mim, fizeram sentido serem revelados mais à frente na leitura. Contudo, posso dizer que todas elas são muito bem trabalhadas, e que com elas sorri, fiquei emocionada ou revoltei-me com o que estava a acontecer. Além do mais, quando muda de protagonista do capítulo, nota-se claramente na escrita uma mudança no pensamento, nas vivências e opiniões. Como se estivéssemos a viver o mundo pelos olhos, ouvidos e coração do narrador. 

Mas, acima de tudo, o que me agradou tremendamente neste livro foi que me fez rir! Adoro o tipo de humor instituído pelo escritor, conseguindo fazer-nos lançar uma gargalhada mesmo nas situações mais complicadas que as personagens vivem. Por outro lado, conseguia também facilmente fazer–nos chegar ao fim de um excerto ou frase do livro e colocar-nos a pensar. No entanto, isto era sempre realizado de forma natural, devagar devagarinho, quase sem notarmos, até termos de fazer uma pausa para reflectir sobre as palavras impressas.

Para além disto, é um livro em todos os aspectos adequados para o público–alvo, desde a escrita, passando pelas personagens, e até ao tamanho da história. Porém, qualquer adulto poderá pegar neste livro e sentir- se completamente embrenhado na história, pois foca aspectos que são transversais a todas as idades.

Todavia não só as personagens são de salientar neste livro. O argumento da história é bem construído e desenvolvido. De facto, fez-me passar por um estado de “Não estou a perceber nada disto” para “Ok, isto afinal faz sentido!”.

Sendo assim, não posso deixar de recomendar este livro a todos aqueles que estejam a procura de um bom livro! Daqueles que não podemos esperar pela saída do próximo!

"Lá por haver alternativas, não quer dizer que se apliquem a nós."

O segundo livro " The Infinite Sea" será lançado dia 16 de Setembro em inglês.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Novidade Topseller - Monica Murphy

" Uma Semana Para Te Amar " - Monica Murphy

  • 1ª Edição: 11-09-2014
    Edição atual: 1ª
    Depósito Legal: 379 771/14
    Código interno: T52
    Páginas: 208 pp, a 1 cor
    Apresentação: Capa mole
    Dimensões: 150 x 230 x 14,5 mm
    PVP : 14,99 € ( IVA incluído)

Sinopse:

"Temporária. É a palavra que melhor descreve a minha vida nos últimos anos. Sou a mãe temporária do meu irmão mais novo, já que, aparentemente, a nossa mãe não quer saber de nós. Tenho um trabalho temporário num bar, pelo menos até conseguir arranjar outra coisa. E sou a namorada temporária que todos os rapazes querem ter, porque me deixo seduzir facilmente. Ou, pelo menos, é o que dizem os rumores.

Sou neste momento a namorada temporária do Drew Callahan, lenda da equipa de futebol da universidade e de quem toda a gente gosta. Ele precisava de alguém que fingisse ser sua namorada durante uma semana. Em troca de dinheiro. Muito dinheiro.

Levou-me para o seu mundo falso, onde toda a gente me detesta e onde toda a gente quer alguma coisa dele. Mas a única coisa que o Drew parece querer? sou eu.

Já não sei em que acreditar. Tudo o que eu sei é que o Drew parece precisar muito de mim. E eu quero estar lá para ele. Para sempre."

Sobre o autor:

"Monica Murphy é uma autora norte-americana cuja coleção de livros intitulada One Week Girlfriend Quartet já é bestseller do New York Times e do USA Today. Uma Semana para te Amar é o primeiro título desta série.

Escreve ficção para jovens adultos, além de romances contemporâneos. Vive com o marido e os três filhos no sopé das montanhas de Yosemite, na Califórnia.

Adora livros e acha que tem o melhor trabalho do mundo."