segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Novidades Coolbooks - Isabel Tallysha-Soares, Ana Nunes, Maria José da Silveira Núncio

Eu, do Nada -  Isabel Tallysha-Soares (ebook)


Sinopse

"Esta é a história de um local que resistiu às eras sendo Nada, uma quinta onde, na peculiaridade do nome, sempre se negociou vida e transcendência com a naturalidade do dessassombro. É a história de Luísa, feita varão do Nada, nascida Matilde em 1911. É a história de um país interseccionando-se no quotidiano rural de uma Casa grande de vinho e pão, sobrevivendo às Invasões Francesas, a ciclones, ditaduras, fantasmas e outros bichos, sobrevivendo à dor e à perda da sucessão de tempo atrás de tempo. Sobreviverá o Nada a Luísa? Ou tornar-se-á Luísa uma réplica de Máxima, a Senhora que vive na distância altaneira do segundo andar da Casa do Nada?
Baseado em factos reais."

"Fechei os olhos e levei-me para um espaço primordial que era o Nada onde a liberdade era eu, um espaço de sol, passados, presentes e futuros. Fechei os olhos para ser tudo."

O segredo da cascata dos murmúrios - Ana Nunes (ebook)


Sinopse

"O segredo da cascata dos murmúrios é o segundo livro da coleção Os 4 Quadrantes, dirigida aos jovens mais aventureiros.

Tudo começa quando os 4 Quadrantes vão passar uns dias de férias a uma pequena aldeia inserida no Parque Natural da Peneda-Gerês. Ali, junto à fronteira a norte de Portugal, usufruem de paisagens maravilhosas, conhecem as gentes sãs que habitam nas terras do Barroso, descobrem tradições de influência Celta, participam numa festa mágica e ainda ficam a conhecer a lenda de uma ponte que dizem ter sido feita pelo diabo.
Entretanto, algumas localidades próximas vivem assoladas por uma série de estranhos assaltos. Aquilo que, julgavam eles, não passaria de uma semana pacata transforma-se numa fascinante aventura! A Constança, a Ema, o Lucas, o Vicente, e o inseparável Sam não tardam a perceber que há matéria para investigação… Conseguirão os quatro amigos resolver este novo mistério?"

Se quiserem ler a entrevista realizada a Ana Nunes por este blog podem ir aqui. Também podem ler a opinião do primeiro livro desta coleção aqui.

Calor - Maria José da Silveira Núncio (ebook)


Sinopse

"Ou então recordo o calor, espesso e tangível, dessa tarde, porque talvez seja a esse calor que eu atribuo a culpa pelo meu comportamento daqueles dias: um comportamento inteiro, sanguíneo e visceral.

Na noite da prisão, tendo por pano de fundo os sons e os cheiros da essência humana, um velho escritor, consagrado e premiado, recorda a sucessão de dias que, nove anos antes, conduziram a um trágico desenlace. Nessas recordações estão também vidas, tantas vidas, e estão, sempre, as palavras (ou o desespero da sua falta), o seu sentido e as suas razões."


Novidades Editorial Presença

Uma nova edição dos livros Harry Potter que dá vontade de comprar a coleção toda outra vez :)



domingo, 2 de novembro de 2014

Pensamento do Dia




"As palavras nunca são esquecidas. Pelo contrário, são sempre lembradas e o tempo parece só lhes dar mais força."

R. J. Ellory

Opinião - " A Sombra do Medo", R. J. Ellory


Sinopse:

"Em Augusta Falls, uma pequena comunidade rural no Sul dos Estados Unidos, a vida nunca mais será a mesma. Um assassino em série anda a semear o terror enquanto deixa atrás de si os corpos mutilados de raparigas pré-adolescentes. Joseph Vaughan, de apenas doze anos, não consegue evitar sentir-se profundamente impressionado com os acontecimentos. Por isso decide criar um grupo com o objectivo de descobrir o responsável pelos crimes. Mas o tempo vai passando, e um dia as mortes param subitamente. Só Joseph continuará a ser perseguido ao longo dos anos pela sombra do que se passou, até ser obrigado a confrontar-se com o pesadelo que lhe roubou a vida."



Opinião :

A história desenrola-se maioritariamente em Augusta Falls, contudo começa na mente de um assassino e parte a partir daí. O autor leva-nos numa viagem a conhecer este homem e os motivos para ele cometer o crime que nos confessa. 

Este livro começa de forma muito positiva, não no que toca aos acontecimentos até porque estamos a falar de assassinatos, mas sim no ritmo criado pelo autor. A leitura é muito visual e quase parece que possui a sua própria banda sonora. Além disso, consegue traduzir de forma muito eficaz o ritmo frenético das memórias. 

No entanto, este ritmo não se mantém. A narrativa torna-se lenta, quase como se o autor se perdesse nas descrições, fazendo com que a velocidade da acção diminuísse. Em vários momentos senti que estiva a ler um romance e que o crime em estudo era apenas um pormenor secundário da história. 

No que toca à personagem principal Joseph Vaughan, não posso deixar de referir o quão estava bem construída. De facto, foi uma das razões que incentivou à leitura. Conhecê – lo, percebê-lo e ver o seu crescimento é um dos aspectos mais interessantes e cativantes do livro. 

Em relação ao desfecho do livro, apesar de lógico, não posso deixar de pensar, que as últimas cem páginas parece que foram escritas apenas com o propósito de nos distrair da solução óbvia para o crime contado, o que tira um pouco de mérito ao trabalho realizado pelo autor. 

Apesar de tudo, o livro contém alguns elementos que me dão vontade de dar mais uma oportunidade a este autor tais como: a criação do ambiente inicial, algumas das personagens criadas e aqueles pequenos capítulos em itálico que se vão encontrando pelo livro.


Novas Aquisições: Setembro e Outubro

Com o início das aulas temos de admitir que acabamos por ler menos e, embora Setembro tenha sido um mês até bastante recheado, as aquisições de Outubro (apenas a primeira fila) já deixam transparecer que, com muita pena nossa, às vezes a leitura fica para segundo plano. 

Convosco sucede o mesmo? Isto é, há alturas do ano mais complicadas para dedicar à leitura ou conseguem manter uma rotina literária regular? 

E quanto às nossas aquisições, alguma que vos desperte o interesse? 



sábado, 1 de novembro de 2014

Pensamento do Dia


"o amor pode muito bem ser apenas alguém que nos pede para nos deixarmos proteger, e nos protege mesmo."

Pedro Chagas Freitas

Opinião - "Prometo Falhar", Pedro Chagas Freitas


Sinopse:

“Prometo Falhar é um livro de amor. O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. O amor. No seu estilo intimista, quase que sussurrado ao ouvido, Pedro Chagas Freitas leva o leitor aos estratos mais profundos do que sente. E promete não deixar pedra sobre pedra. Mergulhe de cabeça numa obra que mostra sem margem para equívocos porque é que é possível sair ileso de tudo. Menos do amor. O amor acontece quando desistimos de ser perfeitos.”



Opinião:

É uma tarefa árdua e ingrata escrever uma opinião relativamente a este livro, e isto porquê? Por um lado, porque a minha opinião é totalmente o oposto daquilo que as livrarias e qualquer tipo de publicidade transmitiram sobre “Prometo Falhar”, dando ao livro o primeiro lugar no top. Por outro lado, porque este exemplar me foi gentilmente cedido pela editora Marcador. No entanto, espero ao longo desta opinião conseguir transmitir o que penso e sinto da forma mais sincera possível.

Provavelmente, o sentimento que reinou no início da leitura foi a desilusão. Aquando do lançamento deste livro, tudo indicava que seria uma grande obra, e acredito que não terei sido a única a ficar curiosa e a querer lê-lo. Contudo, a verdade é que aquilo que encontrei quando folheei as primeiras páginas não foi de todo aquilo que esperava.

Por um lado, esperava que fosse um romance, isto também porque se encontra classificado como tal em muitos locais. E aqui não sei se o problema é meu ou não, mas de facto o livro em questão não se enquadra na minha definição de romance. Sim é sobre o amor, mas até um thriller pode ser sobre o amor. Na verdade, este conjunto de páginas que Pedro Chagas Freitas juntou para dar origem a um livro de 392 páginas não deixa infelizmente de ser isso mesmo, isto é, um conjunto de páginas aleatórias onde o único tema em comum é o amor. E eu que achava que o amor era impossível de definir, impossível de descrever, que era algo que se demonstrava. Pois bem, achava e continuo a achar que é isso mesmo. Mas pior do que tentar descrever ou definir o que é o amor é destruir a ideia que eu tinha do que era o amor. Se o amor é como descreve o autor então não sei se vale a pena.

Por outro lado, 392 páginas sobre o amor pareceu-me a cada página que li “mais do mesmo”. Talvez conseguisse atribuir uma classificação ligeiramente melhor ao livro se este fosse reduzido a 50 páginas. Da maneira como foi escrito, tornou-se maçudo e aborrecido, o que não me permitiu ler mais do que 10 páginas em cada dia. A verdade é que tive que intercalar esta leitura com a de outros livros, uma vez que estava a perder o gosto pela leitura. Se antigamente mesmo cansada lia antes de me deitar, com este livro, preferia dormir.

É um facto que este livro tem um ou outro ponto positivo. Tem de facto algumas frases bonitas que isoladas até dão belos pensamentos. No entanto, para mim, a beleza de um livro existe quando um autor consegue transmitir algo com as suas palavras, quando as palavras são mais do que palavras, quando as palavras trazem algo com elas, seja amor, tristeza, raiva, ódio ou até sofrimento. E isto, que é aquilo que mais prezo num livro, não existe na escrita de Pedro Chagas Freitas. Se por um lado as frases são bonitas, por outro são repletas de um vazio. De que me adianta dizer que amo alguém se não amar ninguém?

Infelizmente não posso recomendar este livro, contudo, respeito quem eventualmente possa gostar do mesmo e esta é, claro, apenas a minha opinião.