terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Opinião - "Sebastian", Anne Bishop
Sinopse:
"Bem-vindos a Efémera, onde a terra se altera em resposta aos mais profundos desejos e medos dos seus habitantes. Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar. Numa dessas paisagens habitada por demónios e onde a noite impera, o meio-íncubo Sebastian delicia-se em prazeres obscuros. Contudo, aguarda-o um destino devastador. Uma aprendiza descuidada libertou um mal antigo que agora se agita - e o reino de Sebastian poderá ser o primeiro a sucumbir... Mas em sonhos, ela chama por ele: uma mulher que não deseja mais do que ser amada e sentir-se protegida - uma mulher pela qual ele anseia mas que sabe poder vir a destruí-la. Ela é Lynnea, e o seu improvável romance está no centro da batalha que se trava entre a luz e as trevas.”
Opinião:
Já tinha ouvido falar muito bem de Anne Bishop, no entanto ainda não tinha surgido a oportunidade de ler algo da autora. Felizmente, na Feira do Livro do Porto deste ano, os livros que compõem a saga “O Mundo Efémera” estavam a um preço muito tentador :). E como não sou diferente de tantos outros leitores, a verdade é que caí na tentação.
Como é a primeira obra que leio da autora, não a irei comparar com a sua anterior trilogia “As Jóias Negras”. Independentemente de tudo, acredito que sejam muito diferentes.
E agora, como começar a falar de Efémera? Se calhar por partes, aos pouquinhos!
FANTASIA! Esta palavra com tanto poder não poderia ser melhor aplicada na escolha do género literário em que a obra é incluída. A verdade é que no meio de tantos livros que tenho por ler na minha estante, tinha saudades de ler um livro de fantasia, isto é, um mundo diferente, mágico, único, capaz de descrever o nosso mundo real. E “O Mundo Efémera” é isto mesmo. Lembro-me de ao fim de meia dúzia de páginas fechar o livro e dizer para mim: “Ah! Como é bom voltar a ler fantasia”.
EFÉMERA! É um mundo criado por Anne Bishop composto por várias paisagens – criadas pelas paisagistas - que estão ligadas por pontes – construídas pelos constructores de pontes. E como qualquer mundo fantástico, as paisagens e as pontes têm um significado. Digamos que Efémera foi criada para que a maldade do coração humano (a escuridão) não destruísse a bondade deste nosso coração (a luz).
PERSONAGENS! Sebastian, Lynnea, Nadia, Lee, Glorianna Belladonna, Ente, … Claro que poderia aqui falar sobre elas, mas não o vou fazer. Seria uma tentativa falhada e inútil tentar caracterizá-las e deixar o que elas significam para mim.
Em “Sebastian” somos introduzidos a este mundo “Efémera” de uma forma bastante suave. Com a mestria das palavras de Anne Bishop somos confrontados com este novo mundo e com as diversas explicações sem nos cansarmos de cada uma delas.
Já me perguntaram o que achei do livro. E estaria a mentir se não dissesse que estava à espera de mais. No entanto, a verdade é que não houve uma única página que não despertasse o sorriso que há em mim, o bom que há em mim.
Talvez se tivesse lido esta obra com uns aninhos a menos tivesse gostado mais da mesma. Mas, como já disse, não posso dizer que não tenha gostado. Como já me dizia a bloguinha Sofia, não podem existir apenas livros brilhantes e arrebatadores, aliás, não existem. E isso significa que também não devemos apenas ler esses livros 5 estrelas. Não, este livro não ganhou as minhas 5 estrelas no goodreads, no entanto, ganhou um cantinho especial no meu coração, não fosse ele sobre aquilo que há de mais belo: o coração humano.
"... o coração humano consegue criar tanto - e destruir tanto."
sábado, 3 de janeiro de 2015
Novas Aquisições: Dezembro
Apesar de Dezembro ser um mês propício a rechear o sapatinho com boa literatura, não nos deixamos enlouquecer pelo espírito natalício e até fomos bastante comedidas!
Como vêm, apenas uma dezena de livros constituem as nossas aquisições do último mês de 2014!
Já leram ou faz parte dos vossos planos de 2015 ler algum destes exemplares?
Partilhem também connosco que livrinhos o Pai Natal vos trouxe!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Feliz Ano Novo!
Com 2014 a terminar, não poderíamos deixar de desejar aos nossos leitores que entrem no novo ano da melhor forma possível. Que 2015 seja repleto de sucessos e realizações, paz, saúde e amor!
Boas viagens,
Bloguinhas
As Melhores Leituras de 2014!
Com o fim de 2014 e o início de 2015, resolvemos reflectir sobre os melhores livros que cada uma das bloguinhas leu este ano. Aqui ficam as nossas escolhas. Para quem quiser ler a opinião destes livros, basta clicar na imagem respectiva!
Bárbara
Isabel
Rosana
Sofia
Tomé
E vocês? Quais foram os melhores livros que leram este ano?
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Pensamento do Dia
"Não sabemos coisa nenhuma. Mas podemos escolher a maneira de reagir ao que quer que nos calhe em sorte. Temos sempre escolha. Lembra-te disso..."
Matthew Quick
Opinião - " A Sorte que Move o Destino", Matthew Quick
Sinopse:
"Durante 38 anos, Bartholomew Neil viveu com a mãe e para a mãe... até ao momento em que ela adoece gravemente e morre. Sem saber como irá continuar a viver sem ela, começa a procurar um novo rumo para a sua vida, e a primeira pista que lhe aparece surge justamente numa das gavetas da mãe - uma carta assinada por Richard Gere, o próprio. Acreditando piamente que o famoso ator está destinado a ajudá-lo, Bartholomew escreve-lhe uma série de cartas contando-lhe todos os pormenores da sua vida. E é assim que, na companhia de um grupo de amigos e do espírito de Gere, Bartholomew viaja até ao Canadá, numa demanda que se revelará pródiga em surpresas… Com humor e sabedoria de vida, A Sorte Que Move o Destino, o novo romance do autor de Guia Para um Final Feliz, fala-nos da vontade sincera de um homem inadaptado de construir o seu próprio projeto de vida."
Opinião:
Matthew Quick é um autor que já se encontrava na minha prateleira, mas quando a Editorial Presença generosamente nos ofereceu um exemplar deste livro, decidi começar a descoberta deste escritor.
“A Sorte que move o destino” é um conjunto de cartas escritas por Bartholomew, um homem perto dos quarenta anos, solteiro, que vive com a sua mãe. Depois desta descrição, muitos se perguntarão porque é que isto é interessante ou, porque é que alguém se lembrou de escrever sobre alguém assim. Na realidade, este é apenas o ponto de partida para o desenrolar de uma história com momentos criados de forma engenhosa que nos levam numa viagem a um mundo que por vezes é deixado de parte. Sorrateiramente, através dos problemas que as personagens enfrentam, o autor faz-nos compreender assuntos que normalmente passam despercebidos ou que são criticados na sociedade.
Além do mais, aborda um tema cada vez mais actual: as doenças psiquiátricas. Leva-nos a conhecer um pouco mais desse mundo e, assim, faz com que seja claro que, por vezes, o que é necessário é apenas um pouco de compreensão.
Para além disso, apesar de todas os obstáculos e adversidades por que as personagens passam, é um livro com uma visão muito positiva do mundo e que nos leva a sorrir com as descobertas pessoais dos intervenientes.
Não obstante possuir vários momentos considerados pesados, o autor consegue sempre instigar um pouco de humor nas situações, tornando a leitura muito agradável e leve, apesar dos temas retratados, criando uma narrativa com uma beleza graciosa.
Assim, foi um autor que me cativou e que recomendo, e que certamente irei voltar a ler no futuro.
"Há beleza dentro de todos nós, Bartholomew. Só que, às vezes,esconde-se."
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