Sinopse:
“Prometo Falhar é um livro de amor. O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. O amor. No seu estilo intimista, quase que sussurrado ao ouvido, Pedro Chagas Freitas leva o leitor aos estratos mais profundos do que sente. E promete não deixar pedra sobre pedra. Mergulhe de cabeça numa obra que mostra sem margem para equívocos porque é que é possível sair ileso de tudo. Menos do amor. O amor acontece quando desistimos de ser perfeitos.”
Opinião:
É uma tarefa árdua e ingrata
escrever uma opinião relativamente a este livro, e isto porquê? Por um lado, porque a minha
opinião é totalmente o oposto daquilo que as livrarias e qualquer tipo de
publicidade transmitiram sobre “Prometo Falhar”, dando ao livro o primeiro lugar no top. Por outro lado, porque este exemplar me foi gentilmente cedido pela
editora Marcador. No entanto, espero ao longo desta opinião conseguir
transmitir o que penso e sinto da forma mais sincera possível.
Provavelmente, o sentimento que
reinou no início da leitura foi a desilusão. Aquando do lançamento deste livro,
tudo indicava que seria uma grande obra, e acredito que não terei sido a única
a ficar curiosa e a querer lê-lo. Contudo, a verdade é que aquilo que
encontrei quando folheei as primeiras páginas não foi de todo aquilo que
esperava.
Por um lado, esperava que fosse
um romance, isto também porque se encontra classificado como tal em muitos
locais. E aqui não sei se o problema é meu ou não, mas de facto o livro em
questão não se enquadra na minha definição de romance. Sim é sobre o amor, mas
até um thriller pode ser sobre o amor. Na verdade, este conjunto de páginas que
Pedro Chagas Freitas juntou para dar origem a um livro de 392 páginas não deixa
infelizmente de ser isso mesmo, isto é, um conjunto de páginas aleatórias onde
o único tema em comum é o amor. E eu que achava que o amor era impossível de definir,
impossível de descrever, que era algo que se demonstrava. Pois bem, achava e
continuo a achar que é isso mesmo. Mas pior do que tentar descrever ou definir
o que é o amor é destruir a ideia que eu tinha do que era o amor. Se o amor é
como descreve o autor então não sei se vale a pena.
Por outro lado, 392 páginas sobre
o amor pareceu-me a cada página que li “mais do mesmo”. Talvez conseguisse
atribuir uma classificação ligeiramente melhor ao livro se este fosse reduzido
a 50 páginas. Da maneira como foi escrito, tornou-se maçudo e aborrecido, o que
não me permitiu ler mais do que 10 páginas em cada dia. A verdade é que tive
que intercalar esta leitura com a de outros livros, uma vez que estava a perder
o gosto pela leitura. Se antigamente mesmo cansada lia antes de me deitar, com
este livro, preferia dormir.
É um facto que este livro tem um
ou outro ponto positivo. Tem de facto algumas frases bonitas que isoladas até dão belos pensamentos. No entanto, para mim, a beleza de um livro
existe quando um autor consegue transmitir algo com as suas palavras, quando as
palavras são mais do que palavras, quando as palavras trazem algo com elas,
seja amor, tristeza, raiva, ódio ou até sofrimento. E isto, que é aquilo que
mais prezo num livro, não existe na escrita de Pedro Chagas Freitas. Se por um
lado as frases são bonitas, por outro são repletas de um vazio. De que me
adianta dizer que amo alguém se não amar ninguém?
Infelizmente não posso recomendar
este livro, contudo, respeito quem eventualmente possa gostar do mesmo e
esta é, claro, apenas a minha opinião.