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quarta-feira, 14 de abril de 2021

Pumpkinheads, Rainbow Rowell e Faith Erin Hicks

 

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Opinião

 Aqui vai uma unpopular opinion!

Enquanto tomava o pequeno-almoço resolvi ler esta graphic novel, Pumpkinheads, vencedora do Goodreads Choice Awards 2019 na categoria Graphic novel & Comics. Apesar das ilustrações lindíssimas de Faith Erin Hicks nada mais consegui apreciar neste livro. 

Deja e Josiah encontram-se anualmente nas férias para trabalhar numa espécie de grande feira temática na altura do Halloween, abóboras e diversão por todo o lado. Este é o último ano em que vão participar uma vez que estão a caminho da faculdade. Perante o seu ultimo turno juntos decidem torná-lo inesquecível e Deja convence Josiah que é o derradeiro momento para meter conversa com a seu paixão platónica dos últimos 3 anos. 

Toda a história foi para mim demasiado cliché, previsível, muito na base da máxima de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente. 

É fofo, mas o plot realmente deixa muito a desejar e não foi suficiente para mim.

 


sábado, 7 de setembro de 2019

Opinião "Eleanor & Park", de Rainbow Rowell

Sinopse 

Dois inadaptados. Um amor extraordinário.

Eleanor... é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo roliça e ruiva, e com a sua forma estranha de vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos.

Park... é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado nos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa a mudar quando Park aceita que Eleanor se sente ao seu lado no autocarro da escola.

A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco nasce uma genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor aparece. Porque o amor é um superpoder.



Opinião

Comprei Eleanor & Park completamente por impulso na Feira do Livro de Lisboa, em 2017, apenas porque a bloguinha Rosana também comprou. Além disso, a capa era tão deliciosa que me convenci que só poderia guardar uma história inesquecível. (#quemnunca

Mais tarde vim a descobrir que dentro do género Young Adult, que até aprecio bastante, Eleanor & Park, tem tido críticas muito positivas. Assim, quando peguei neste livro, que repousava na minha estante há 2 anos, parti para a leitura com alguma expectativa. 

Eleanor é a miúda nova na escola, em casa tem sempre à sua espera uma família para lá de disfuncional, vive, sem condições básicas, com os seus 4 irmãos mais novos, o padrasto untuoso e maligno e a mãe submissa e distante. Não bastando a ausência de suporte familiar, o facto de ser ruiva, ter excesso ponderal e vestir-se de forma peculiar torna-a motivo de chacota por parte dos seus colegas, claramente dotados de um QI com menos de dois algarismos. 

Park é o miúdo asiático, não sendo propriamente popular consegue distrair as atenções dos reis do bullyng, fazendo dos livros, da música e da sua roupa preta um manto de invisibilidade quase invencível. Até que conhece Eleanor, capaz de penetrar nesse manto. 

As viagens no autocarro da escola tornam-se o melhor momento do dia para ambos. Eleanor e Park vão-se dando a conhecer um ao outro, Eleanor sempre muito mais na defensiva e com medo de se deixar ser feliz, Park sempre tentando trazer Eleanor para si e procurando ajudá-la a resolver todos os seus problemas. Cria-se entre eles mais do que um romance, uma amizade realmente bonita e que me fez muito pensar na frase de Pablo Neruda: Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida. Acredito que muitas vezes basta o amor de alguém para tornar a nossa miserável existência num sofrimento mais suportável. 



Passando-se a narrativa em 1986 há muitas referências a essa época, algumas das quais conhecia, outras tive de procurar. É também engraçado voltar ao passado e ver como as pessoas viviam num tempo em que não havia telemóveis ou internet, a ânsia de poder usar o telefone e esperar por aquela chamada ou o carinho de gravar uma cassete com as nossas músicas preferidas para a nossa pessoa preferida. 

O facto de o livro ser escrito alternadamente sob a visão de cada um quebra também a monotonia da leitura, e foi para mim mais um ponto a favor neste primeiro livro que li de Rainbow Rowell, e que me deixou com imensa vontade de ler outras coisas da autora. Gostava também muito de ver Eleanor & Park adaptado ao grande ecrã. 

Este é um delicioso livro sobre pessoas e sentimentos, é um livro simples, e que se lê muito depressa, e que me entreteve e agarrou do início ao fim. É impossível não empatizar com Eleanor e a sua força e resiliência, e revi-me nela em muitos aspectos, e é igualmente impossível não adorar o Park, pela sua sensibilidade e bom coração. Além disso, é um livro que retrata bem o amor na adolescência, a inocência da descoberta. E não é um livro cliché – aliás Eleanor goza muito com o Park quando ele é fofinho – não é um livro com um romance inverosímil entre a cheerleader e o nerd, é uma história de amor entre dois adolescentes vulgares com vidas que poderiam ser as de qualquer um, e que não deixa de ser uma chamada de atenção para que sempre que julgarmos alguém não nos esqueçamos que há sorrisos que podem esconder muitas lágrimas. 

O final? Foi o necessário. Amei. 


Saída de Emergência

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Opinião “Anexos”, Rainbow Rowell

Sinopse:

“Beth e Jennifer sabem que alguém está a monitorizar os seus e-mails de trabalho (toda a gente na redação sabe, é política da empresa). Mas, mesmo assim, não conseguem levar os avisos a sério. Insistem em enviar uma à outra e-mails hilariantes e intermináveis, em que discutem tudo sobre as suas vidas privadas.Lincoln O’Neill não acredita no seu novo trabalho – ler os e-mails de outras pessoas. Quando se candidatou para “supervisor de segurança na Internet” imaginava-se a combater a pirataria ou a construir firewalls – e não a escrever relatórios entediantes sempre que um jornalista envia uma piada porca. Um dia Lincoln depara-se com a correspondência de Beth e Jennifer e, apesar de saber que não a deveria ler, é incapaz de resistir às histórias cativantes. Quando finalmente se apercebe de que está perdidamente apaixonado por Beth, já é tarde demais para se apresentar. Como conseguiria ele sequer explicar?”


Opinião:

Foi com grande curiosidade que enveredei por esta leitura. Já tinha ouvido falar nos primeiros títulos de Rainbow Rowell publicados em Portugal. No entanto, a sua leitura ainda não se tinha proporcionado. Assim, quando tive a oportunidade de ler esta obra fiquei bastante ansiosa e contente. Mas até pegar no livro, foram saindo algumas opiniões e, graças à minha curiosidade, foi inevitável lê-las :). Infelizmente, reparei que nem todas as críticas eram positivas e que o livro da autora que escolhi ler primeiro não seria dos melhores dela.

Posto isto, claro está que as minhas expectativas não eram muito altas e que isso até pode ter influenciado de certa forma a minha opinião. Felizmente, foi um livro que me surpreendeu! Apesar de ter lido a sinopse e considerar que seria um tipo de livro que eu normalmente gosto de ler, nunca pensei encontrar este tipo de narrativa. E para explicar melhor aquilo que quero dizer, a melhor expressão que posso usar para descrever “Anexos” é “uma lufada de ar fresco”. Eu adoro ler romances, adoro ficar presa às personagens que cada um deles me dá a conhecer, mas o que nunca me tinha acontecido durante uma das minhas leituras era divertir-me com ela! E só por aqui consegui perceber que existia uma grande falha na minha educação literária! Como é que passei 25 anos da minha vida sem ler livros assim descontraídos e divertidos?

Se calhar o melhor é mesmo explicar sobre o que estou a falar!

A narrativa desenrola-se essencialmente em torno de Beth, Jennifer, Mitch, Chris e Lincoln. Beth e Jennifer são duas amigas que acompanhamos a cada virar de página através dos e-mails que enviam uma à outra! Chris e Mitch os seus respectivos namorados. E, por fim, Lincoln é contratado para ler os e-mails de uma empresa, inclusive os e-mails destas duas amigas. E como nos diz e bem a sinopse, à medida que lhe chegam alguns e-mails destas duas personagens, este “é incapaz de resistir às suas histórias cativantes. Quando finalmente se apercebe de que está perdidamente apaixonado por Beth, já é tarde demais para se apresentar.” Mas o que mais gostei neste livro não foi o facto de Lincoln se apaixonar por Beth nem o desenrolar dessa relação! O que mais gostei foi de ler as mensagens de Beth e Jennifer! É mesmo giro assistir à conversa informal entre duas amigas! Porque o amor não tem de ter sempre o papel principal! :)

Não me adianta falar mais sobre a história! O engraçado mesmo é divertirem-se a conhecer Beth e Jennifer :)! Foi, sem dúvida, uma leitura muito gratificante, e Rainbow Rowell acabou de conquistar um lugar na minha listinha de autores a seguir! :)

Para terminar, deixo o meu agradecimento à Saída de Emergência que, gentilmente, me cedeu um exemplar para leitura e opinião!