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sexta-feira, 18 de março de 2022

Opinião “O Sangue dos Elfos”, Andrzej Sapkowski

Sinopse:

“Durante mais de um século, humanos, anões e elfos conviveram em harmonia. Mas os tempos mudaram: a frágil paz que reinava foi quebrada e agora as raças lutam de novo entre si, conduzindo a mortes e chacinas. Geralt de Rivia, temido pela sua reputação de bruxo e assassino sem misericórdia, tem estado a aguardar o nascimento de uma criança profetizada, cujos poderes poderão mudar o mundo, para o bem ou para o mal. Com a ameaça de uma guerra sem fim a pairar sobre todas as nações, é posta em marcha uma perseguição à criança e aos seus poderes extraordinários. Caberá a Geralt, apenas com a ajuda de velhos amigos, protegê-la, pois o peso do fracasso será demasiado para todos.”


Opinião:

Para quem não sabe, iniciei recentemente a leitura da tão conhecida série – The Witcher. Apesar de O Sangue dos Elfos ser o terceiro volume, este é considerado o primeiro da derradeira história que nos propomos a acompanhar. E, até à sua leitura, achava que ia gostar bem mais deste que dos anteriores, uma vez que ia finalmente entrar neste mundo propriamente dito. Mas estava enganada.

E agora resta-me refletir sobre o porquê, o que é difícil.

Em primeiro lugar, não posso dizer em momento algum que não gosto da história. Em O Sangue dos Elfos é-nos apresentado parte daquilo que é o início deste mundo criado por Andrzej Sapkowski, onde “durante mais de um século, humanos, anões e elfos conviveram em harmonia”. No entanto, como também nos diz bem a sinopse “Os tempos mudaram: a frágil paz que reinava foi quebrada e agora as raças lutam de novo entre si”. E isto é o que mais gosto quando leio fantasia, os paralelismos com a vida real.

No entanto, sendo o primeiro livro de cinco (uma vez que os dois primeiros publicados são pequenas histórias e o último uma prequela), não seria expectável que ficasse já a saber tudo. E o primeiro problema, em parte, são as nossas expectativas. O que sinto sempre que pego em cada volume, é que quero saber tanto mais sobre este mundo e sobre o que vai acontecer a estas personagens, só que não fico a saber. E, talvez por isso, nunca consiga alcançar aquela leitura que me deixa satisfeita.

Neste volume em particular, podemos acompanhar a história de Ciri, a princesa de Cintra, mas que de princesa vai tendo cada vez menos 😊. Acompanhada por mais duas personagens das quais tínhamos ficado fãs nos dois primeiros livrinhos – Geralt de Rivia e Yennefer -, Ciri vai-se tornando cada vez mais importante e especial nesta história. E esta obra trata-se essencialmente disso, uma descrição nada célere acerca do crescimento de Ciri, com pozinhos claro das várias personagens que contribuíram para tal: desde os bruxos, em particular o seu protetor – Geralt de Rivia - às feiticeiras – Tris Merigold e Yennefer.

Claro que não nos podiam faltar as engraçadas peripécias de Jaskier, o nosso cantor nato, mas que com todas as suas cantigas se envolve nas mais perigosas embrulhadas deste mundo de humanos, anões e elfos.

Assim, fantasia é fantasia como sabem. Mas este tipo de fantasia (até ao que li) não é daquelas que nos arrebata por completo e que nos faz ansiar muito por mais. São obras a saborear devagarinho. Provavelmente estes livrinhos irão agradar a qualquer fã de fantasia como eu e o Tiago, mas sem grandes expectativas. O que enriquece estas obras não são as reviravoltas, mas sim as personagens e o mundo criado pelo autor.

Serão apenas 3 estrelinhas, por ter sido um livro de agradável leitura e bem escrito, mas que não me arrebatou de todo. No entanto reconheço a beleza do mundo criado assim como das suas personagens, como espero ter ficado perceptível nos parágrafos acima. 😊


🌟🌟🌟




Para mais informações sobre os livros, consulte aqui o site da Saída de Emergência.
Podem ler a minha opinião de O Terceiro Desejo aqui e de A Espada do Destino aqui.

quarta-feira, 2 de março de 2022

WRAP-UP Fevereiro


Apesar de muitas vezes não lermos tanto quanto gostaríamos, a verdade é que este cantinho é um óptimo refúgio. E porque não começar uma nova rubrica aqui neste nosso cantinho?

Deixo aqui então as nossas leituras do mês de Fevereiro. E vocês leram muitos livrinhos?


Classificação Temática: Literatura Fantástica
Nº Páginas: 304
Editora: Saída de Emergência
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟


Classificação Temática: Literatura Fantástica
Nº Páginas: 336
Editora: Saída de Emergência
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟

Classificação Temática: Romance
Nº Páginas: 236
Editora: Projecto Foco
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟🌟

Classificação Temática: Policial e Thriller
Nº Páginas: 256
Editora: Bertrand Editora
Lido por Tiago Cunha - Opinião aqui
🌟🌟

Boas viagens,

Bloguinhas

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Opinião “A Espada do Destino”, Andrzej Sapkowski

Sinopse:

“Geralt de Rívia é um bruxo. Um feiticeiro cheio de astúcia. Um matador impiedoso. Um assassino de sangue-frio, treinado desde a infância para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus e nem todos os que parecem anjos são bons. A espada do destino é o segundo livro da saga do bruxo Geralt de Rívia e terá continuidade com O sangue dos elfos. O primeiro livro a narrar as histórias do bruxo Geralt foi O Último Desejo, publicado por esta Editora. As aventuras do sagaz Geralt de Rivia, imenso sucesso de crítica e de público e reconhecidas internacionalmente como fenômeno literário, inspiraram a criação do videogame The Witcher.”


Opinião:

Apesar da dificuldade na entrada neste mundo tão peculiar criado por Andrzej Sapkowski, a luzinha vai aparecendo ao fundo do túnel. Posso dizer que gostei bem mais deste segundo volume do que do primeiro. Ainda assim, este volume continua a ser a introdução aos livros que aí vêm e, talvez por isso, não consiga atingir para mim ainda as 4 e 5 estrelinhas.

No entanto, fiquei com imensa vontade de progredir na leitura, e de perceber melhor como é que o caminho das personagens por quem nos vamos apaixonando se vão encontrar. Há obras de fantasia que primam pela sua originalidade, pelos acontecimentos, pela sua base. A série “The Witcher” prima pelas personagens, sendo impossível ficar indiferente quer às personagens principais - Geralt de Rívia, Yennefer, Ciri, Jaskier -, quer às várias personagens aparentemente menos importantes, como Essi.

Não considero que seja uma obra de fantasia simples e linear, pelo menos para mim. Continua a ser essencial a leitura atenta e, mesmo assim, ficam por vezes dúvidas / palavras nas entrelinhas que como leitora não consegui ainda alcançar :). Lembro-me por exemplo de em O Terceiro Desejo não ter ficado claro qual era o desejo mesmo, e em A Espada do Destino continuar sem entender totalmente a dificuldade no relacionamento de Yennefer e Geralt de Rívia. No entanto, creio que a seu tempo, página a página, vou entendendo cada vez mais sobre estas personagens maravilhosas.

Para os fãs de fantasia, é uma série que, do que li até à data, recomendo, mas talvez não seja o ideal para quem se inicia neste género literário. Aguardam-me cá casa já os próximos volumes.


🌟🌟🌟




Podem ler a minha opinião de O Terceiro Desejo (1º volume) aqui.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Opinião “O Terceiro Desejo”, Andrzej Sapkowski

Sinopse:

"Venha conhecer os livros que inspiraram o popular jogo e a série The Witcher.

O seu nome é Geralt de Rivia. Dizem que é um bruxo e um assassino sem misericórdia que vagueia pelo mundo à caça de monstros e predadores. Mas na verdade vive de acordo com o seu próprio código de conduta. A sua espada serve, em troca de uma recompensa, poderosos reis amaldiçoados, mas também os mais desfavorecidos. Ao longo das suas viagens, Geralt encontra todo o tipo de criaturas – algumas saídas da mitologia eslava e dos contos populares dos irmãos Grimm – como vampiros e lobisomens, elfos, quimeras e estriges, trolls e génios que o tentam, satisfazendo todos os seus desejos. Mas este é apenas o início das suas aventuras como viajante e feiticeiro que irá desafiar o destino num mundo em que criaturas de todas as raças coabitam numa paz precária prestes a despedaçar-se…” 


Opinião:

Após ver a primeira temporada da série The Witcher não resisti a adquirir estes livrinhos! No entanto, foi um erro tremendo ter lido o primeiro volume logo a seguir à visualização da série. E, por esse motivo, resolvi dar-lhe esta segunda oportunidade!

A narrativa está estruturada de uma forma peculiar, com capítulos intitulados de "A Voz da Razão" seguidos dos relatos das histórias / aventuras de Geralt de Rivia, o que se torna um pouco diferente dos episódios que vemos na série. Agora que peguei nele com mais calma e atenção, consegui entender melhor esta logística e apreciar a obra. Se já no geral acho preferível a leitura dos livros antes da série ou filme, no que diz respeito a The Witcher reforço ainda mais essa ideia.

A história gira em torno de Geralt de Rivia, um bruxo cuja profissão consiste em encontrar e por fim matar as criaturas perigosas que vagueiam pelo mundo fora. No entanto, como nos diz bem a sinopse, Geralt vive de acordo com o seu próprio código de conduta. São inúmeras as histórias que nos são apresentadas, os mitos e as criaturas que encontramos em cada capítulo; histórias estas que não são indiferentes ao leitor. Paralelamente, é-nos também apresentada de forma mais discreta a sua própria história e vamos vendo a criação de pequenos elos de ligação entre algumas personagens, mas que ainda não sabemos em que vão consistir.

A linha temporal acaba por ser um pequeno inimigo do leitor, obrigando a uma atenção do início ao fim! Se por um lado o autor varia nas histórias e nas personagens que nos vai apresentando ao longo de cada capítulo, também o tempo presente e passado vão intercalando, não sendo inicialmente muito perceptíveis.

Andrzej Sapkowski é um autor que ainda não conhecia, mas que fiquei com vontade de acompanhar. Apesar de após a segunda leitura ter mantido as minhas três estrelas no Goodreads, é um livro bem estruturado e bem escrito, mas provavelmente introdutório àquilo que aí vem. É certo que as expectativas são um dos nossos maiores inimigos, no entanto, aqui vamos nós para o segundo volume - A Espada do Destino.



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