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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Novidade Grupo Infinito Particular - Aurora - "No Tempo das Cerejas", Célia Correia Loureiro

Sinopse:

Um romance histórico profundo e apaixonante sobre a complexidade das relações humanas, que consolida Célia Correia Loureiro como uma voz surpreendente da nova geração.

Em 1947, Serafim Almeida - repórter em Londres e aspirante a novelista - regressa à Lisboa do pós-guerra e encontra uma metrópole vibrante. É então que recebe um convite inusitado de Irene Silva Vaz, uma cantadeira de fado com uma vida peculiar.

A curiosidade leva-o a percorrer Lisboa na companhia da fadista, enquanto esta procura expiar os seus fantasmas junto do velho repórter, pedindo-lhe que transforme as suas confissões num livro. Ao longo desse verão, Serafim ver-se-á enredado na sua teia intrincada de relatos de infância, de amores e ódios, de segredos familiares e, acima de tudo, da amizade tortuosa que Irene manteve com Helena Sousa - a costureira que parece assombrar todas as histórias da cantadeira.

Um retrato intimista de uma mulher que lutou contra tudo e todos para fazer valer a sua voz.

ISBN: 9789895770519
Páginas: 384

Sobre a autora:

Nascida em Almada em 1989, formou-se em Informação Turística e trabalhou num operador de turismo e no setor das reservas hoteleiras. Em 2022, passou a dedicar-se exclusivamente à tradução literária. Tem duas gatas, um cão, mais livros do que consegue ler e não consegue resistir a crepes com Nutella. Está sempre disposta a reinventar a sua escrita e a sua vida e, recentemente, passou a aperfeiçoar-se em aguarela e natação livre. Não faz ideia de onde estará amanhã, ou do que estará a fazer. No entanto, há grande probabilidade de que nunca deixe de escrever. Orgulha-se de pertencer ao Clube das Mulheres Escritoras, que podem visitar no IG, em @Clubedasmulheresescritoras.


Para mais informações consulta o site do Grupo Infinito Particular aqui.

Caso queiras comprar o livro através da WOOK ou da Bertrand livreiros, podes usar ainda os nossos links de afiliados:

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Opinião “Demência”, Célia Correia Loureiro

Sinopse:

Numa pequena aldeia beirã, duas mulheres de gerações diferentes leem o seu destino nas mãos de um mesmo homem: Letícia foi vítima de um marido ciumento e manipulador, e Olímpia é a mãe extremosa desse agressor.

Mas quando Letícia regressa para assistir Olímpia, aos primeiros sinais de demência, os traumas que traz na bagagem ameaçam estilhaçar o silêncio conivente dos aldeões. Ainda que ostracizada, Letícia esforça-se por esquecer os tumultos do seu casamento, enquanto Olímpia pede ajuda ao amigo de infância, Sebastião, para reconstruir as próprias memórias e entender o que se passou com o seu único filho.

Demência traz-nos, através das vivências destas duas mulheres, a dura realidade de um Portugal rural e ainda tendencioso, e faz-nos repensar o significado de família e de comunidade, de inocência e de culpa.


Opinião:

Para quem não sabe, a Célia é uma das minhas autoras portuguesas preferidas e, assim sendo, é certo que quero ler todas as suas obras, inclusive as mais antigas, atualmente mais difíceis de adquirir. Mas felizmente ainda consegui arranjar um exemplar de Demência para a estante cá de casa! E, uma vez que já decidi que vou ler todos os seus livros, a verdade é que parti para esta leitura sem sequer ler a sinopse.

Se por um lado gostei da escrita da Célia quando iniciei a leitura dos seus romances históricos, a verdade é que quando enveredei pelas obras mais intimistas, o carinho pela autora aumentou ainda mais. Por isso, ainda no início desta opinião digo sem reservas para escolherem um livrinho da autora.

No que diz respeito a Demência, o título chamou-me logo à atenção, não fosse o que vejo todos os dias durante o trabalho. No entanto, esta obra relata bem mais do que este tema, complicando um pouco a situação que, já por si só, é delicada.

Como diz a sinopse, a narrativa desenrola-se em torno de duas mulheres de gerações diferentes: Letícia - vítima de um marido ciumento e manipulador - e Olímpia - a mãe desse agressor. Com a Demência a avançar, aos vizinhos não ocorre outra solução senão contactar Letícia, a única familiar que poderia cuidar de Olímpia. No entanto, estas não têm uma boa relação como seria de esperar. E é a partir desta premissa que a narrativa se desenrola, tornando esta obra em bem mais do que aquilo que aparenta.

Trata-se de uma história impossível de esquecer, e que não deixará ninguém indiferente. Apesar de Letícia e Olímpia serem, de facto, as personagens fulcrais desta narrativa, ficam também no coração principalmente as filhas amorosas de Letícia, e Sebastião que me fez lembrar do quão bonitas podem ser as pessoas, sejam elas pequenas, adultas ou idosas.

Espero poder continuar a ler livros da autoria da Célia. Tenho cá em casa ainda a aguardar O Funeral da Nossa Mãe e Pássaros. E vocês já leram? 😊


🌟🌟🌟🌟🌟


quarta-feira, 2 de março de 2022

WRAP-UP Fevereiro


Apesar de muitas vezes não lermos tanto quanto gostaríamos, a verdade é que este cantinho é um óptimo refúgio. E porque não começar uma nova rubrica aqui neste nosso cantinho?

Deixo aqui então as nossas leituras do mês de Fevereiro. E vocês leram muitos livrinhos?


Classificação Temática: Literatura Fantástica
Nº Páginas: 304
Editora: Saída de Emergência
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟


Classificação Temática: Literatura Fantástica
Nº Páginas: 336
Editora: Saída de Emergência
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟

Classificação Temática: Romance
Nº Páginas: 236
Editora: Projecto Foco
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟🌟

Classificação Temática: Policial e Thriller
Nº Páginas: 256
Editora: Bertrand Editora
Lido por Tiago Cunha - Opinião aqui
🌟🌟

Boas viagens,

Bloguinhas

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Opinião “Até os comboios andam aos saltos”, Célia Correia Loureiro

Sinopse:

"Uma mulher prestes a completar 30 anos está no aeroporto de Barajas à espera do voo para Lisboa. Tem um bloco de notas e um lápis, pelo que começa a registar tudo o que vê ao redor, assim como o muito que tem por resolver. Num monólogo intimista e cru, sem cair no politicamente correto, os pensamentos desta mulher ameaçam fundir-se com os do leitor comum.

«— Pai, alguma vez pensaste, um dia que morresses, se querias ser enterrado ou cremado?
— Cremado é bom.
Pestanejei, ele disse aquilo com imensa convicção.
— Ah é?
— Cremado, com uma cebolinha refogada, no Fausto é barato — é o restaurante onde íamos buscar cozido ao domingo, às vezes. (...) — Mas eles são uns chulos.»"


Opinião:

Para quem não sabe, a Célia Correia Loureiro ocupa um lugar muito especial aqui no Bloguinhas Paradise. Desde o início do blog que fomos descobrindo novos autores portugueses, através da leitura das suas obras, e através da nossa rubrica “Posso Perguntar? Posso?”. E, posto isto, achava eu que conhecia a Célia! 

O que é que sabia e sei? Sei que é uma escritora brilhante, onde nenhuma palavra sai fora do sítio, nenhuma frase tem menos significado que outra, nenhuma frase tem falhas na sua estrutura, nenhuma frase fica vazia de sentimento.

Foi através da Célia que nasceu o meu gostinho por romances históricos, e, A Filha do Barão e Uma Mulher Respeitável ocupam, de facto, um lugarzinho especial na minha estante. Estão em falta O Funeral da Nossa Mãe (já a aguardar leitura cá em casa), Demência e Os Pássaros (que ainda não consegui infelizmente adquirir). E, confesso que após essas leituras não estava à espera de uma leitura como esta última: tão diferente, tão singular, tão inexplicável.

Com a escrita da Célia, como seria expectável, tive uma leitura essencialmente visceral, onde tudo o que lia, tanto era da Célia como meu. E, se sempre achei que a autora tinha poder nas suas frases, com esta leitura não tenho qualquer dúvida. Independente do tema, seja ele feliz, triste, revoltante, a mensagem chega sempre cá.

Agora que estou a pôr em palavras esta minha humilde opinião, sinto-me de certa forma anestesiada e com dificuldade em transmitir o que quero por palavras, no entanto, vou esforçar-me.

Para quem não sabe, sou médica, e a minha especialidade é a Medicina Interna. Fiz estágio de três meses em Oncologia Médica, e os doentes com patologia do foro oncológico fazem parte do meu dia-a-dia. Talvez por isso, o facto de muito desta obra estar relacionado com este tipo de doenças na família da personagem principal não me tenha propriamente chocado ou surpreendido. O que me tocou sim foi a voz desta personagem, aquilo que eu vejo todos os dias na voz de alguém do outro lado.

Através da nossa personagem principal que não sei o nome, mas que sei ter a minha idade, percebo o quão pequenina sou neste mundo, sendo que a primeira coisa que senti quando iniciei esta leitura foi vergonha.

Como é que alguém que conta tudo isto pode ser tão grande? Como é que alguém com toda esta bagagem emocional existe? Como é que ao ler cada página parece que não sinto? Não estou feliz, não estou triste, não estou chateada. Levei um murro no lugar do coração só pode.

O que dizer? Não adianta falar sobre a sinopse, não adianta falar sobre o livro. São as palavras de alguém especial. Acho que nunca tinha lido nenhum livro deste género. Como diz a Célia na nota de autor: 

“Este é o meu romance mais intimista ... polvilhado, claro está, dos pozinhos mágicos da ficção.”

Realidade e ficção, tornou-se impossível separá-las. A história é dela, é ficção, e é nossa. É sobre tanta coisa para além deste azar neoplásico. É sobre pessoas. É sobre sentimentos. É sobre as pequenas coisas que fazem de nós quem somos. É sobre perdão. Na verdade, é sobre o que nós leitores quisermos que seja.

Gostava de ter mais palavras para dizer, mas não sou a Célia! Não tenho o dom da escrita claramente.


🌟🌟🌟🌟




Podem ler aqui as minhas opiniões dos livrinhos da Célia já referidos acima:

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Pensamento do Dia

"O maior trauma na vida de qualquer um é o amor."


Célia Correia Loureiro, "Uma Mulher Respeitável"

Opinião “Uma Mulher Respeitável”, Célia Correia Loureiro

Sinopse:

~1831~

Pouco depois de se casar, a sorte do conde de Cerveira sofre um revés. Uma série de infortúnios deixam-no à beira da ruína financeira, e não demora muito para que comece a desconfiar dos intentos da estranha de beleza intrigante que desposou. Perante a dúvida, decide enviar Leonor Sanches para um exílio temporário junto do tio, que ensina no prestigiado Trinity College, em Dublim. Conforme a epidemia de cólera vai ceifando as vidas de cristãos e anglicanos na Irlanda, também o coração de Leonor Sanches se oferece à tragédia.

~1857~

Cinquenta anos depois de perder o seu bem mais precioso para as tropas de Napoleão, Mariana Turner sente que está a um passo de descobrir toda a verdade sobre os acontecimentos de Março de 1809. Novas revelações apontam para que a condessa de Cerveira, encarcerada no Porto, seja a chave para resolver o mistério. Munida de uma determinação inabalável, tudo fará para conseguir deslindar o passado de Leonor Sanches – fidalga e anjo caído.”


Opinião:

Desde que li “A Filha do Barão” que esperava ansiosamente pela sua continuação. Apesar de “Uma Mulher Respeitável” poder ser lido independentemente da obra anterior, não nos podemos esquecer que esta acaba por ser um acrescento à história inicial.

Apesar de já ter lido o primeiro volume há algum tempo, era de facto impossível esquecer-me de Mariana Turner! Neste segundo livro, esta mantém-se uma personagem de grande destaque, tentando descobrir a sua filha perdida.

Como podemos ver na sinopse, estamos mais uma vez perante um romance histórico de extrema qualidade e requinte! Há autores que escrevem tão bem tão bem, que independentemente do rumo que dão à história, fazem com que não nos arrependamos de ler os seus livros. Posso dizer que Célia Correia Loureiro é, sem dúvida, uma dessas pessoas! Com uma escrita maravilhosa, adaptada à época na qual a narrativa decorre, é muito fácil ficar rendida aos seus livros!

No que diz respeito à história em si, apesar de ter gostado bastante, não me conquistou da mesma maneira que “A Filha do Barão”. Penso que “Uma Mulher Respeitável” funciona como um apêndice ou acrescento à história que a autora nos apresenta inicialmente. Apesar de ser efectivamente uma continuação, senti que aquilo que esta acrescentou ao primeiro volume não foi suficiente para mim. No entanto, acho que, se a autora publicar um terceiro volume, me vou lembrar muito bem de uma das personagens mais dramáticas por ela criada neste segundo volume – Leonor Sanches – “Uma Mulher Respeitável”!

A história desenrola-se essencialmente em torno do passado, presente e futuro desta personagem. Desta vez, a autora procede à narração da história de uma forma diferente. Usando os momentos históricos de impacto na vida desta personagem e das que a rodeiam, Célia vai alternando na narração temporalmente entre os anos de 1931 e 1857, o que exige ao leitor uma certa atenção para acompanhar e reter da melhor forma tudo aquilo que esta obra tem para nos dar! Contudo, não considero que esta atenção necessária seja demasiada! Com uma escrita clara e limpa, não houve nenhum momento em que me tivesse perdido na história!

Como já referi acima, esta obra não me conquistou por completo. Por um lado, porque senti que foi apenas um complemento à história inicial, e por outro lado, porque assume um carácter muito trágico do início ao fim! E este último facto tanto poderá agradar bastante o leitor como desiludi-lo! A mim, não me desiludiu, apenas não alcançou todo o seu potencial! Mas como partilhei durante a minha leitura – “É um livro que, independente do fim, será um bom livro” – E é!

Por fim, deixo o meu agradecimento à Marcador Editora, que gentilmente me cedeu um exemplar para leitura e opinião, e deixo mais uma vez os meus parabéns à autora – Célia Correia Loureiro – que volta mais uma vez a não desiludir e a mostrar aquilo de que é capaz!

Que mais posso dizer? :) Leiam! Porque existem muitas relíquias neste nosso país pequenino por descobrir! :)


 
Podem ler a minha opinião de "A Filha do Barão" aqui.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Novidades Marcador Editora - John Sandford, Gene Coyle e Célia Loureiro

"O Homem do Gelo", John Sandford


Predador à solta. A caçada começou.

Sinopse:

"É inverno nos bosques remotos e escuros do Wisconsin. Mas os arrepios sentidos pelo xerife local nada têm que ver com o frio da estação. A extravagância do crime que tem em mãos é nova para ele: um homem, uma mulher, uma criança, assassinados com um machete; e as cinzas da casa queimada espalham-se sobre o gelo e a neve. Em desespero, o xerife recorre à ajuda de Lucas Davenport, um agente policial introvertido que tem uma cabana nas redondezas. Davenport aceita o convite com relutância, mas não tardará a ter motivos para lamentar tal decisão. Ao perscrutar as cinzas do caso, emergem outros crimes chocantes. Torna-se claro que o mal anda à solta naqueles bosques, um mal que lhe é estranho mas que está, ao mesmo tempo, mais perto do que ele imagina. O Homem do Gelo é o inimigo mais determinado que Lucas Davenport alguma vez enfrentou – um serial killer decidido a cobrir com sangue o seu trilho implacável. Neste romance de cortar a respiração, o escritor John Sandford volta a criar um suspense quase insuportável, enquanto aguardamos pelo ataque da faca afiada do Homem do Gelo."

Nº Páginas: 352
ISBN: 978-989-754-161-2

Sobre o autor:

"John Sandford nasceu com o nome John Camp em 24 de Fevereiro de 1944, em Cedar Rapids, no Iowa. Frequentou escolas públicas de Cedar Rapids e concluiu o liceu na Washington High School em 1962. Esteve no exército dos EUA entre 1966 e 1968, trabalhou como repórter no Cape Girardeau Southeast Missourian entre 1968 e 1970, e regressou à Universidade do Iowa em 1970–1971, para tirar um mestrado em Jornalismo. Trabalhou como jornalista para o The Miami Herald entre 1971 e 1978, e depois para o St.Paul Pioneer-Press entre 1978 e 1990; em 1980 foi finalista do prémio Pulitzer, que veio a vencer em 1986 com uma série de reportagens sobre a crise agrícola no Midwest estadunidense. Escreve thrillers desde 1990. Também publicou dois livros de não-ficção, um sobre cirurgia plástica e outro sobre arte. É o principal nanciador de um grande projecto de arqueologia no vale do Jordão, em Israel, com sítio na Internet em www.rehov.org. Além da arqueologia, interessa-se muito por arte (pintura) e fotografia. Também caça e pesca."



"O Mercador de Sonhos de Lisboa", Gene Coyle


Jogos de espionagem e poder numa Lisboa onde a CIA procura vergar um homem que tem que escolher entre o dever e o amor

Sinopse:

"Shawn Reilly, oficial da CIA, recruta oficiais de informações estrangeiros para espiarem para os Estados Unidos, e considera que o seu trabalho é como vender sonhos a pessoas que precisam de dinheiro, pretendem ver os seus egos enaltecidos ou desejam vingar-se dos seus chefes ou dos seus governos. Após passar muitos anos nos lugares mais infernais do Planeta, chega, no crepúsculo da sua carreira, a Lisboa, onde enfrenta um chefe «certinho», um casamento falhado e Boris, o director do serviço de informações russo em Portugal, que, por sua vez, também assentou a sua mira em Reilly. Ao mesmo tempo, os serviços de espionagem líbios tentam atrair para o seu país um especialista em armas químicas da Ásia Central e a agência russa persegue esse cientista. A atraente filha de Boris, que chega de visita a Moscovo, é envolvida nas intrigas, nas quais nem tudo é o que parece ser. Os vários fios da teia confluem em Lisboa. E é então que, além de desempenhar os deus deveres profissionais, Reilly se vê forçado a enfrentar a questão acerca do que é realmente importante na vida para um espião à beira da reforma – o dever ou o amor? Baseado nas experiências reais do autor neste mundo de sombras, este livro penetra nas mentes dos principais actores para explorar a psicologia da espionagem."

Nº Páginas: 340
ISBN: 978-989-754-264-0

Sobre o autor:

"Gene Coyle passou vinte e nove anos como oficial na Direção de Operações da CIA, quase metade dos quais no estrangeiro, infilltrado. Após se tornar um funcionário «aberto» da agência, é agora professor numa importante universidade americana. As suas experiências pessoais em muitos países, bem como o seu conhecimento acerca da forma como as pessoas são realmente recrutadas para se tornarem espiãs, permitem-lhe contar uma história de espionagem ficcional, mas muito realista. Gene Coyle foi agraciado com a Medalha de Mérito da CIA."



"Uma Mulher Respeitável", Célia Loureiro


Amor intriga e vingança do séc. XIX.
No Portugal das Guerras Liberais e na Irlanda ferida pela cólera, duas mulheres lutam para cumprir os seus sonhos e vingar as suas ofensas

Sinopse:

"- 1831 -

Pouco depois de se casar, a sorte do conde de Cerveira sofre um revés. Uma série de infortúnios deixam-no à beira da ruína financeira, e não demora muito para que comece a desconfiar dos intentos da estranha de beleza intrigante que desposou. Perante a dúvida, decide enviar Leonor Sanches para um exílio temporário junto do tio, que ensina na prestigiada Trinity College, em Dublim. Conforme a epidemia de cólera vai ceifando as vidas de cristãos e anglicanos na Irlanda, também o coração de Leonor Sanches se oferece à tragédia.

- 1857 -


Cinquenta anos depois de perder o seu bem mais precioso para as tropas de Napoleão, Mariana Turner sente que está a um passo de descobrir toda a verdade sobre os acontecimentos de Março de 1809. Novas revelações apontam para que a condessa de Cerveira, encarcerada no Porto, seja a chave para resolver o mistério. Munida de uma determinação inabalável, tudo fará para conseguir deslindar o passado de Leonor Sanches – fidalga e anjo caído."
Nº Páginas: 330
ISBN: 978-989-754-247-3

Sobre a autora:

"Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licencia-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Aos doze anos lê o seu primeiro romance e, desde aí, não pára de ler nem de escrever. Apaixonada por História, publica em 2014 o seu primeiro romance, A Filha do Barão."



Para mais informações, consulte o site da Marcador Editora aqui.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O Nosso Obrigada à Célia Correia Loureiro ...



Sobre o autor:

"Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí, não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com "Demência" em Nov. de 2011 e, em Out. de 2012 lança, pela mesma chancela, "O Funeral da Nossa Mãe"."




E foi com a Célia Loureiro que passamos o nosso mês de Dezembro!

Para os mais distraídos, deixamos aqui a marca que a Célia Loureiro deixou no Bloguinhas Paradise!
E estando nós de parabéns, a Célia Loureiro deixou uma prendinha para nós e para os nossos leitores.

Para quem não sabe, avizinha-se a continuação de "A Filha do Barão" - "Uma Mulher Respeitável", a qual esperamos que seja publicada! E para aguçar o apetite aos mais famintos e curiosos, temos o prazer de divulgar a sinopse desta tão esperada continuação!


"Uma Mulher Respeitável", Célia Correia Loureiro



Sinopse: 

“Jamais alguém lhe falara assim. Chegara a cultivar a ilusão de que era algo de belo e sagrado; algo que seria, para sempre, estimado. Voltou-se sobre o ombro para a rua de onde viera. A fome incomodara-a nas primeiras horas, espicaçara-a nos primeiros dias. Volvida uma semana, contudo, era algo que a moldava. Ela já não era Evelyn St. Clair, a menina privilegiada da Casa da Pereirinha que falava Português, Inglês e um pouco de Francês. Era uma escultura de ossos, uma catedral de fome, um monumento à sobrevivência.”


Mais uma vez, o nosso muito obrigada à Célia Loureiro. Desejamos-lhe as maiores felicidades e sucesso!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Passatempo "A Filha do Barão", Célia Correia Loureiro (#12)

Pois é, o fim-de-semana com a Célia Loureiro está quase a acabar, e isso quer dizer que temos mais um passatempo! Um leitor sortudo irá ter a oportunidade de ler "A Filha do Barão". Se leram a entrevista à autora e a opinião ao seu livro, decerto ficaram curiosos com a sua obra.


As participações são válidas até ao dia 11 de Janeiro de 2015. Leiam atentamente as regras de participação. O vencedor será contactado por email. O envio do livro está a cargo da editora.


Regras de Participação:

1. Apenas será permitida uma participação por pessoa/email.
2. Para participar é obrigatório ser seguidor do blog Bloguinhas Paradise
3. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página do Facebook de Bloguinhas Paradise.
4. Colocar "gosto" na página de Facebook da autora Célia Correia Loureiro.
5. O vencedor será determinado pela aleatorização das participações válidas.
6. Neste passatempo apenas serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.



sábado, 20 de dezembro de 2014

Pensamento do Dia


"não posso meter distância entre duas almas que já são amigas."

Célia Correia Loureiro

Opinião - "A Filha do Barão", Célia Correia Loureiro

Sinopse:

“Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país. No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afeto inabalável, disposto a mostrar-lhe que a vida é bem mais do que um leque de obrigações.”

1809. Num Portugal invadido só o amor poderá unir o que os homens dividem. A Filha do Barão: uma história de amor que atravessa fronteiras; um romance histórico com alma lusitana.



Opinião:

“A Filha do Barão” foi o primeiro romance histórico que me atrevi a ler. E confesso que foi uma óptima escolha para começar. Tenho vindo a ler com mais frequência livros de autores portugueses. No entanto, a verdade é que nunca nenhum dos que li me lembrou tanto o que é ser português e o quão bom é sê-lo. No fim da leitura deste livro, ficou em mim uma sensação de orgulho e de agradecimento para com a Célia Loureiro. E vou reforçar o que nos diz a sinopse deste livro: aqui têm “um romance histórico com alma lusitana”.

Falando do livro em particular, sendo um romance histórico, temos como palco Portugal aquando da invasão francesa. Claro que não vou aqui dar uma lição de história, até porque não tenho conhecimentos suficientes para tal. Já a Célia tem-nos. Em todo o livro conseguimos sentir a grande pesquisa nele envolvida e a veracidade dos acontecimentos em cada descrição. Desde os franceses aos ingleses, à fuga da monarquia portuguesa, aos tradicionais casamentos arranjados, às diferenças sociais, foi tudo muito bem pensado e contado.

Claro que à história não podia faltar o amor, a amizade, a felicidade, a tristeza, a traição e, mais importante ainda, o perdão: sentimentos tão nossos.  Confesso que ao longo da narrativa senti-me muitas vezes a “Mariana” :). Ficou em mim a esperança de o amor surgir de onde menos esperamos, como menos esperamos. E aqui sinto-me aprisionada, porque se falar um pouco mais vou inevitavelmente fazer spoilers a alguém e não me perdoaria. Só consigo dizer que já não me lembrava de ler algo tão rico. E não, não é nada visível, e ainda bem que não o é. Está tudo por detrás de cada palavra, de cada suspiro e de cada descrição de Célia Loureiro.

No que diz respeito às personagens, a autora conseguiu também aquilo que mais prezo num livro: a empatia para com as mesmas, sem excepção. Não sei como o fez. Acho que já li em alguma opinião que a Célia tem um dom, e acho que não poderia concordar mais. É como se nos levasse a cada página por que passamos, despertando em nós sentimentos de amizade, compaixão, tristeza, ódio e até compreensão. É incrível como é que no início conseguia não gostar de alguma personagem e cheguei ao fim com um sentimento de compreensão e carinho para com ela. Tive pena de não conhecer ainda melhor Gustave, apesar de tudo. Sinto que me faltou isso. No entanto, provavelmente foi culpa minha, uma vez que fui devorando rapidamente as últimas 200 páginas :). Certamente um dia irei reler e saborear novamente esta grande obra.

Arrisco-me a dizer que esta é uma obra perfeita: repleta de uma escrita brilhante, sentimentos maravilhosos e de uma história real e bem fundamentada. Sendo sincera, durante a leitura dei por mim a comparar a autora com Jane Austen. Para quem leu a minha opinião ao livro “Orgulho e Preconceito” sabe que este é dos maiores elogios que posso dar a Célia Loureiro. Em “A Filha do Barão” temos igualmente uma escrita de requinte, cuidada, intemporal, e com um característica só sua: a alma lusitana.

Citando a Carina Rosa, também eu concordo que a esta narrativa “não falta nada, nem uma boa escrita, nem interesse e emoção”.

Fiquei a saber que o livro terá continuação e espero por ele ansiosamente. Deixo aqui os meus parabéns à Célia, não só pela grande obra que escreveu, mas também por tudo aquilo que conseguiu transmitir com ela. E claro, como não poderia deixar de ser, os meus sinceros agradecimentos à Marcador Editora que tão gentilmente me cedeu este belo livro.

Por fim, sinto que muito ficou por dizer, no entanto, espero ao longo desta opinião ter conseguido transmitir um pouco da marca que “A Filha do Barão” deixou em mim.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Posso Perguntar? Posso? - com Célia Loureiro



Sobre o autor:

Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí, não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com "Demência" em Nov. de 2011 e, em Out. de 2012 lança, pela mesma chancela, "O Funeral da Nossa Mãe".




Entrevista:

Quando é que começou a escrever? 

Quando aprendi a ler. Tinha uma necessidade absoluta de inventar coisas e tinha plena noção de que não era aceitável na vida real. 

Sempre se dedicou à leitura e à escrita? O que a fez começar a escrever? 

Sim, não vale a pena tentar fugir ao cliché. Quando era pequena só os livros me entretinham e me mantinham quieta. Mais tarde, sem tecnologias ao meu dispor, foi-me natural usar a imaginação para escrever. 

Qual é o primeiro livro que se recorda de ler? 

Natal de 2002, A Dádiva, da Danielle Steel. Foi a primeira vez que li um romance. Não me é querido pelo enredo, nem pela autora, mas sim porque foi o primeiro de muitos e algum prazer retirei dele, posto que não desisti da literatura logo ali. 

Qual é o próximo livro na sua lista de leitura? 

Acabei agora mesmo O Cavalheiro Inglês da Carla M. Soares. Ainda não estou certa do que continuarei a ler… A acenar-me da estante estão o Outlander, Nas Asas do Tempo, ou talvez o Xeque ao Rei, da Joanne Harris. 

Quais são os seus livros preferidos? E autores? 

Os meus autores e os meus livros preferidos não se encontram. Os meus autores favoritos são, até hoje e quase na totalidade, aqueles que me fizeram feliz quando comecei a ler. Tinha acesso à biblioteca da minha prima e por isso li várias obras da Joanne Harris, da supra-mencionada Danielle Steel, da Sveva Casatti Modignani, de autores hispano-americanos, como Laura Esquível e Isabel Allende. E, claro, Nicholas Sparks. Destes, apenas a Allende, a Esquível e a Joanne ficaram no meu peito. Mais tarde o Sommerset Maughan e o Philippe Claudel juntaram-se-lhe. Depois há o meu livro favorito, E Tudo o Vento Levou da Margarett Mitchel, que apenas escreveu esse em vida e arrecadou logo o Pulitzer. Além deste há o amor torturado de O Monte dos Vendavais e a doçura atormentada de A Praia do Destino. 

Qual a melhor companhia para um livro? Um café, a praia, o quentinho do sofá? 

A melhor companhia para um livro é a vontade. Quando há entusiasmo, um transporte público, um carro parado no trânsito, ou mesmo no caminho de casa para o trabalho (sim, leio a caminhar) são perfeitos momentos de evasão. Não acredito em ninguém que me diga que não tem tempo para ler. 

Que autores influenciaram a sua escrita? 

Não sei se respondo com veracidade. Não penso em ninguém quando escrevo, não revejo o meu livro no de nenhum autor… Escrevo o que gostaria de ler, mas talvez a Anita Shreve seja a minha maior influência, porque lhe invejo muitas características que gostaria de chamar para os meus livros também; a humanidade é a mais evidente. 

O que a inspirou ao escrever A Filha do Barão? 

A magnífica História de Portugal, os inúmeros momentos que precisam de ser levados aos portugueses através não apenas dos manuais escolares, mas das séries televisivas e dos livros. Para serem mais do que cultura; entretenimento. 

Como foi a pesquisa histórica para A Filha do Barão? 

Exaustiva, tão cansativa que me está a custar passar pelo mesmo para dar continuação a essa obra, posto que a mesma a exige. 

Qual a sua época preferida da história portuguesa? 

O momento é o terramoto de Lisboa de 1755, sem dúvida. Se tivesse de escolher um século seria o XIX. As Invasões Francesas, as Guerras Liberais, as inúmeras epidemias, as descobertas científicas nos campos da saúde, da medicina, a Revolução Industrial em força, os caminhos-de-ferro, os neos, o romantismo, a mudança no pensamento da sociedade, o Ultimato Inglês e os novos movimentos políticos… É um século com mil e uma mudanças fascinantes para quem ama História como eu. 

Como tem sido a reacção dos leitores ao seu livro? 

Muito boa, devo dizer. Até agora ainda não recebi nenhuma crítica “negativa”. Todas são construtivas e contribuem para que melhore. Se o conteúdo está bom, perfeito, embora possa sempre ser melhorado e eu seja perfeccionista. Houve um momento em que descobri que em determinado dia (aquando da Invasão do Porto), chovia. Reformulei a cena para garantir que estava a chover, que os tecidos, os rostos, o piso denunciavam essa mesma chuva. Os leitores dizem-me que tenha cuidado com o modo como exponho essa informação, o ritmo, a quantidade, a densidade com que escrevo. Pedem-me que faça mais parágrafos, e eu acedo, eheh! 

Gostava de ver A Filha do Barão adaptado ao cinema/televisão? 

Muito. Já me permiti essa quimera várias vezes, não digo no cinema, mas imaginem só, uma mini-série da RTP com a minha Mariana e o Daniel! Estaria ansiosa por ver a cena em que os franceses entrassem Porto adentro e a Ponte das Barcas cedesse. Seria uma telespectadora atenta. Tenho pena que exista essa lacuna na televisão Portuguesa. Os brasileiros são tão bons em séries, novelas de época! E a nossa História tão rica e negligenciada.

Já alguma vez se deparou com alguém a ler A Filha do Barão por exemplo num transporte público ou outro local? Como se sentiu? 

Eu não, mas a minha prima e uma amiga minha sim. Se me deparasse acho que não me calava. A surpresa seria tão grande que haveria de pôr-me a rir e a tagarelas de tal modo que o leitor nunca acreditaria que esta mona fosse a autora de algo mais elaborado do que um Post-it. 

Quando escreve vai mostrando a alguém ou só no final pede opinião? E quem é a primeira pessoa a quem mostra o seu trabalho? 

A primeira pessoa a ver o meu trabalho é a que se mostrar entusiasmada. Não pensem que é fácil encontrar leitores para uma obra em construção, mas tenho tido alguns e sim, ajudam bastante, sobretudo a entender a percepção que o leitor obtém daquilo que pretendíamos dizer. 

Considera que se aposta nos autores portugueses ou que as editoras tem deixado escapar ou não dão a devida atenção e visibilidade a bons livros escritos por pessoas menos conhecidas? 

Há um ano atrás diria que as editoras negligenciam os autores portugueses. Menos quando uma editora é sinónimo de qualidade, não há muitas assim no país, não é fácil abrir a carteira por um livro anónimo de um Joaquim Periquito. A Marcador orgulha-me por apostar nos escritores portugueses. 

O que diria a alguém que se estiver a iniciar como autor? 

Que não tenham pressa e que sejam os principais juízes da sua obra. 

Quais são os seus projectos para o futuro? 

A nível literário? A continuação de A Filha do Barão, a continuação da continuação de A Filha do Barão, um romance mega-trabalhoso (farejo-o) sobre o terramoto de Lisboa de 1755 e outro contemporâneo, que me permita livrar-me de tanta pesquisa exaustiva por algum tempo. O problema é que os livros são como casas assombradas. Um leva a outros, e que fazer com os fantasmas? Agora tenho o fantasma de uma mulher muito jovem a padecer de uma doença psiquiátrica a implorar-me para escrever sobre ela. Como posso pedir-lhe que espere para que eu escreva três romances históricos antes?


Agradecemos à Célia por se ter disponibilizado para esta entrevista! Desejamos-lhe as maiores felicidades e sucesso!

Um Fim de Semana com ...

Para terminarmos o ano de 2014 em grande, vamos poder contar neste mês de Dezembro com a companhia da Célia Loureiro, a autora de "A Filha do Barão", o seu mais recente livro!

E porque nunca é demais dizer, fiquem atentos ao longo deste fim-de-semana, ao qual daremos início ainda hoje com a publicação da entrevista com a autora!