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segunda-feira, 23 de março de 2020

Opinião "P.S Eu Amo-te", Cecelia Ahern

50394193Sinopse

Algumas pessoas esperam a vida inteira para encontrar a sua alma gémea, mas não é o caso de Holly e Gerry. Conheceram-se quando eram estudantes mas sentem que se conhecem desde sempre. Foram mesmo feitos um para o outro. Cada um termina as frases do outro e, mesmo quando discutem, fazem-no a rir. Ninguém consegue imaginar um sem o outro.

Até que o inesperado acontece e Holly sente que não pode viver sem Gerry. Três meses depois da morte do amor da sua vida, Holly recebe um pacote misterioso. Gerry deixou uma série de cartas, uma para cada mês após a sua morte, nas quais, com ternura, sabedoria e humor, a encoraja a seguir em frente.

Holly perceberá, carta após carta, que a vida é para ser vivida... e que tudo pode ser muito mais bonito se houver um anjo que nos faça companhia.

Uma história de amor eterna e inesquecível que conquistou milhões de leitores em todo o mundo e continuará a chegar ao coração das novas gerações de leitores. Porque é sempre tempo de uma história de amor verdadeiro.

Opinião

P.S - Eu amo-te, de Cecelia Ahern, é já considerado um clássico. Foi um sucesso internacional sem precedentes e a adaptação cinematográfica ainda lhe deu mais visibilidade. Com a recente publicação da sequela, A Última Carta, a Suma de Letras fez uma nova edição deste maravilhoso livro. Agradeço à editora por o ter feito chegar até mim e me ter proporcionado uma leitura tão ternurenta e emotiva.

A premissa de P.S - Eu amo-te é simples, Gerry, o marido de Holly, a nossa protagonista, morre devido a um tumor cerebral. O casal era inseparável, almas gémeas, daquelas que são capazes de completar frases e ler pensamentos. Gerry deixou a Holly um conjunto de cartas mensais que a ajudam a fazer o processo de luto e a seguir em frente, aos poucos e muito devagarinho. A vida de Holly passa a ser comandada pelos conselhos do seu falecido marido. Ok, é um bocadinho creepy mas vai funcionando.

Gosto de livros que nos falam sobre a perda; é algo que, como qualquer desgraça, nos une. Sentimos o mesmo ainda que com a subjectividade inerente a cada uma das nossas personalidades, e avançamos em função dos nossos mecanismos de coping, do apoio externo que recebemos, enfim, reagimos consoante aquilo que somos e as circunstâncias que nos rodeiam.

Este foi um livro que me emocionou logo no início, fez-me ficar de lágrimas nos olhos ao contemplar a Saudade imensa e o sofrimento que transbordava de Holly, depois a leitura abrandou um pouco, o ritmo tornou-se mais lento provavelmente para nos fazer sentir a demora no coração de Holly, para nos fazer ver que o luto leva tempo. Recuperei de novo a velocidade de leitura e mergulhei na história e nas suas personagens até ao final, o qual não me desiludiu e era o único possível.

Holly vivia para Gerry, e portanto quando o perdeu sentiu-se completamente vazia, o que me fez pensar numa máxima que tento impor na minha vida – equilíbrio é tudo – devemos tentar ser completos nas demais esferas da nossa vida, na dimensão profissional e amorosa, manter os amigos por perto, fazer o que gostamos. Quando uma das partes se desmoronar sabemos que temos sempre por onde escapar. Porque não acontece só aos outros e somos nós os outros de alguém.

O estilo de Cecelia Ahern é simples e cuidado, vão apreciar a leitura fácil e rápida de um livro que não deixa de ser profundo e tocante. Recomendo a quem gostar de romances e drama, é um bom livro e que vos faz querer abraçar aqueles que amam, enquanto há tempo.

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Fiquei com vontade de rever o filme, que vi há vários atrás, e de ler a sequela A Última Carta.
 

Podem ler a opinião da Rosana Aqui.


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pensamento do Dia

"... não há ninguém que tenha a vida preenchida com pequenos momentos perfeitos. E, se fosse, não seriam pequenos momentos perfeitos. Seriam apenas normais. Como é que se poderia alguma vez conhecer a felicidade se nunca se experimentasse os momentos baixos?"


Cecelia Ahern, Ps - Eu amo-te

Opinião “Ps – Eu amo-te”, Cecelia Ahern

Sinopse: 

“Quase todas as noites Holly e Gerry tinham a mesma discussão – qual dos dois se ia levantar da cama e voltar tacteando pateticamente o caminho de regresso ao apetecível leito? Comprar um candeeiro de mesa-de-cabeceira parecia não fazer parte dos planos, e assim o episódio da luz repetia-se a cada noite, num rito conjugal de pendor cómico a que nenhum desejava pôr termo. Agora, ao recordar esses momentos de pura felicidade, Holly sentia-se perdida sem Gerry. Simplesmente não sabia viver sem ele. Mas ele sabia-o, conhecia-a demasiado bem para a deixar no mundo sozinha e sem rumo. Por isso, imaginou uma forma de perpetuar ainda por algum tempo a sua presença junto da mulher, incentivando-a a viver de novo. Mas como se sobrevive à perda de um grande amor? Holly ter-nos-ia respondido: não se sobrevive! Mas Holly sobreviveu!” 


Opinião: 

Receio que esta vá ser uma opinião bastante difícil de escrever. Infelizmente não posso dizer que a leitura me tenha conquistado e correspondido às minhas expectativas. Acho que toda a gente sabe que esta não é uma obra publicada recentemente, tendo até já sido adaptada ao cinema. 

Para começar, Ps – Eu amo-te tem uma premissa e uma base muito bonita. A história retrata essencialmente a vida de Holly – uma mulher que acabou de perder o marido jovem com um tumor cerebral – o antes, o presente e o depois. E isto, por si só, despertará logo bastante interesse em vários leitores. São várias as questões que conseguimos colocar antes de enveredar na sua leitura:

Como será perder de repente e cedo a pessoa que mais amamos?
Como será viver depois disso?
Será que Holly vai encontrar um novo amor?

Mas, na verdade, ao longo da leitura vamo-nos apercebendo de que não é apenas isto que esperávamos dela e queremos mais, mais e mais. Assim, dei por mim um pouco desiludida após ter lido já dois terços do livro. Mas, felizmente, o terço final conseguiu redimir-se, mostrando mais o lado que eu pretendia da história. 

Por outro lado, esta obra possui quase 400 páginas! E aqui podem também questionar-se sobre o que há a dizer em tantas páginas. E, para isso, tenho que desvendar mais um pouco da história. Todos sabemos que quando perdemos alguém, esse alguém continua connosco de uma maneira ou de outra! Mas, aqui, Gerry – o marido de Holly – continua com ela de uma maneira diferente! Antes de morrer, Gerry elaborou uma lista de coisas que Holly tem que fazer ao longo do tempo, nomeadamente uma em cada mês, e a narrativa retrata isto mesmo – a concretização da lista de Gerry por Holly. 

São inúmeras as lições que podemos retirar durante a leitura: umas transmitidas de forma evidente pela autora, outras transmitidas de forma indirecta pelos comportamentos das personagens e ainda as nossas lições face ao que estamos a ver. 

É verdade que o amor é belo! É verdade que o amor é único e inexplicável! É verdade que o amor é uma força que nos dá e tira tanto! Mas, também é verdade que “amor” não é só amor pelo outro! Também é importante o amor por nós próprios – e é aqui que entra a lista de Gerry para Holly! E em relação a isto, achei de louvar o facto de num momento de grande sofrimento, prestes a morrer, Gerry tenha pensado em mais do que nele próprio – Ps-Eu amo-te – porque é isso o amor! No entanto, em contradição, também dei por mim ligeiramente irritada com a obsessão de Holly por esta lista! E com isto não estou a dizer que não a compreendia, mas ao longo do livro estamos constantemente a dizer a Holly – move on! E, felizmente, não somos os únicos a dizê-lo! Felizmente, o que se passa na vida de Holly não pára! Mas existe claramente um travão no dia 30 de cada mês (dia em que Holly descobre o próximo passo). 

Em relação ao final, este soube-me a pouco, e o comportamento de Daniel – uma personagem que surge durante a narrativa – não me pareceu de todo coerente e compreensível. No entanto, concordo plenamente com o rumo e a conclusão dada pela autora a esta obra. 

Em conclusão, apesar de não ter apreciado em pleno a obra, considero que a sua leitura teve algum impacto em mim como leitora e que, não só me ensinou algumas coisas directamente, como me fez lembrar de outras que nem sequer se encontram explícitas. Por isso, recomendo a sua leitura apesar de tudo! :)


Adaptação Cinematográfica



Não tenho por hábito elaborar uma opinião sobre os filmes. No entanto, neste caso sou forçada a abrir uma excepção!

Um dia e meio depois de ler o livro resolvi ver o filme como qualquer leitor curioso. No entanto, penso que deveria ter deixado passar mais tempo entre a leitura e a visualização para uma melhor apreciação do filme. Isto porque o filme é muito diferente do livro - para melhor! Assim, dei por mim irritada em cada cena do filme por ter lido o livro antes do filme. Sei que a opinião das pessoas pode variar, mas se tivesse que deixar uma recomendação a alguém, diria para verem o filme antes da leitura da obra. E com isto podem perguntar-me, mas assim não vamos ficar desiludidos a seguir? É provável, mas pelo menos assim consequem sentir as emoções em pleno pelo menos durante o filme!

No que diz respeito a esta adaptação cinematográfica, considero que foi muito bem conseguida tendo em conta o livro em que foi baseada. Não vou mentir. É verdade que há muita coisa diferente, inclusive personagens que aparecem no filme e não aparecem no livro e vice versa, mas considero que o filme conseguiu ser mais coerente do que o livro, apesar de tudo. E, se para isso, o argumentista teve que alterar um pouco a história, fico contente que o tenha feito!

Sem dúvida que um dia vou voltar a ver este filme! Um dia em que esteja mais calma e em que me consiga abstrair da leitura que apesar de semelhante nada tem a ver com o filme. :)