segunda-feira, 23 de maio de 2022

Opinião "A Livreira e o Ladrão", Oliver Espinosa

Sinopse

Podem consultar a sinopse aqui

 A Livreira e o Ladrão

Opinião 

A Livreira e o Ladrão, de Oliver Espinosa, é um livro com um título e uma premissa interessantes, que  chama a atenção dos amantes de livros, e prende o leitor desde a primeira página pelo seu carácter enigmático. No entanto, quando conclui a leitura senti que lhe faltava algo. Gostei, mas não adorei.

Laura, a Livreira, está desesperada, a sua livraria está na falência e a única solução é vender o seu livro mais valioso. Mas quando está prestes a consegui-lo apercebe-se que o livro foi roubado, e que apenas possui uma falsificação. O seu primeiro suspeito é Pol, o Ladrão e seu amante ocasional de longa data. No entanto, Pol morre tragicamente num acidente. Várias peças de um puzzle ficam por encaixar.  Laura juntamente com Marcos, um amigo de Pol,e agora também seu amigo, têm de desvendar não só quem roubou o valioso livro como que segredos ele esconde, e decifrar o enigma de um estranho bilhete que pode ser a única salvação da livraria Loire.

Assim, este livro tinha todos os ingredientes para o sucesso, um ambiente misterioso e uma dupla de protagonistas antagónicos. No entanto, a narrativa foi-se tornando confusa e fragmentada, muito à custa dos saltos entre o passado e o presente.

A Livreira e o Ladrão não foi um page turner como eu esperava, mas não deixou de ser um livro leve, de leitura fácil e que nos ensina algumas coisinhas sobre livros antigos. É um livro que não cumpre o que promete, mas que nos entretém e nos leva a viajar pelo fascinante mercado negro dos livros antigos e raros. 
 
Obrigada ao Clube do Autor pela cedência de um exemplar de A Livreira e o Ladrão de forma a partilhar convosco a minha opinião.
 

domingo, 22 de maio de 2022

Opinião “Czarina”, Ellen Apsten

Sinopse:

Catarina I foi a primeira mulher a governar a Rússia por direito próprio. Neste romance empolgante conhecemos a extraordinária história da serva que se tornou Czarina.

São Petersburgo, 1725. Pedro, o Grande, está a morrer no seu magnífico Palácio de Inverno. Sem um herdeiro, a Rússia corre o perigo de cair no caos. Mas Catarina, a sua segunda mulher, companheira de tantos anos, não pretende deixar que tal aconteça. Num jogo perigoso, decide esconder a morte do czar, enquanto planeia destruir os seus inimigos e tomar a coroa para si. Filha ilegítima de um camponês, nasceu no meio de uma pobreza devastadora. Aos 15 anos foi vendida como criada e o seu desespero levou-a a matar em legítima defesa. Viveu inúmeras desgraças até o destino a conduzir ao campo de batalha do exército do Czar. Foi aí que a sua extraordinária beleza chamou a atenção de Pedro, o Grande, vivendo com ele, como amante e depois como mulher, uma relação apaixonada e turbulenta. Mesmo no meio do esplendor e opulência da sua nova vida, entre festas, vistosas joias e palácios luxuosos, Catarina sabe do perigo que a rodeia e não esquece que a primeira mulher de Pedro está presa numa cela.

Czarina é a apaixonante história da ascensão ao poder de uma mulher astuta, ambiciosa e invulgar, que sobreviveu a inúmeros perigos, mas também um retrato vivo do nascimento da Rússia moderna, da brutalidade da guerra e de uma época onde a vida humana valia pouco."


Opinião:

Foi com grande curiosidade que enveredei nesta leitura. Apesar de a fantasia e os romances serem o meu porto seguro, cada vez mais tenho vontade em ler romances históricos, ou livros que me ensinem algo.

Como nos diz bem a sinopse, a narrativa desenrola-se em torno da Czarina Catarina I, a primeira mulher a governar a Rússia por direito próprio. Achei esta leitura deveras interessante e talvez seja mesmo esta a principal caraterística da obra a meu ver. O livro acaba por ser quase autobiográfico, retratando tudo pelo que a Czarina passou desde a sua adolescência.

Como pano de fundo temos a Rússia bem antes de 1725. Acompanhamos principalmente a guerra entre a Rússia e a Suécia, assim como a evolução e mudança de mentalidades ao longo dos anos. E, como tal, também outras personagens têm lugar de destaque durante a narrativa, nomeadamente Pedro – o czar, que apesar de ter más atitudes, o que mais queria era a evolução e o investimento na educação.

Torna-se impossível até imaginar como terá sido viver nestas datas e nestes locais. Se, por um lado, a ascenção da Czarina ocorreu em parte por sorte, por outro lado, é inegável a coragem e força desta mulher, o mérito em ser czarina, quase até mais do que ser czar.

Chegamos ao fim desta leitura a admirar Marta (como se chamava) / Catarina (como se passou a chamar a czarina e imperatriz da Rússia). No entanto, mesmo tendo esta posição de destaque, não deixou de sofrer ao longo da sua vida aquilo porque todas as mulheres foram passando ao longo do tempo. Para além de realçar que também as mulheres podem governar, o livro traz-nos bem mais do que mensagens em relação ao poder.

Considero tratar-se de um bom livro, no entanto, não é daquelas leituras que pegamos e queremos levar muito rápido até ao fim, pelo menos para mim. Refletindo, é um livro que nos recorda da sorte que temos nos dias de hoje, de que tudo o que temos não nos chegou numa bandeja, mas a troco de muito sofrimento. Por fim, o que sinto é: Catarina merecia mais :).

E claro deixo o meu agradecimento à Planeta Editora pela cedência deste exemplar para divulgação, leitura e opinião.


🌟🌟🌟🌟


sábado, 21 de maio de 2022

Opinião "A Rainha Suprema", Marion Zimmer Bradley

Sinopse

"A saga mágica e intemporal das mulheres por detrás do trono do Rei Artur.

A misteriosa Morgaine é meia-irmã de Arthur e grã-sacerdotisa de Avalon, terra encantada onde o verdadeiro conhecimento é preservado para os vindouros. O seu objetivo é afastar a Bretanha da nova religião, que vê a mulher como portadora do pecado original.

A bela rainha Gwenhwyfar jurou fidelidade ao rei Arthur, mas não consegue esquecer a paixão que sente por Lancelet, exímio cavaleiro e melhor amigo do rei. Quando o seu dever de conceber um herdeiro falha, Gwenhwyfar convence-se de que é vítima de um castigo divino e entrega-se de corpo e alma à religião de Cristo.

As hostilidades aumentam inevitavelmente entre as duas mulheres que detêm o poder em Avalon e em Camelot. Conseguirá Arthur conciliar dois mundos antagonistas sob os estandartes reais e resistir aos saxões?"


Opinião

Após a leitura do primeiro volume da saga As Brumas de Avalon, fiquei um pouco reticente se haveria de continuar ou não esta leitura. No entanto, a curiosidade acabou por levar a melhor.

Neste segundo livro da série, continuamos a acompanhar Morgaine, mas a personagem que tem mais influência no desenrolar da história é Gwenhwyfar, a esposa do Rei Arthur, que devido à sua dificuldade em engravidar começa a questionar se não é castigo de Deus por Arthur combater com estandartes das duas religiões.

Uma das coisas que menos gostei na escrita no primeiro livro foi a construção das frases com demasiadas vírgulas, o que as tornava um pouco confusas. Já neste segundo livro gostei mais da escrita, e a leitura tornou-se mais fluída. Como ponto menos positivo, ainda não foi desta que consegui criar empatia com as personagens.

Tal como em A Senhora da Magia, continuamos a ser confrontados com a importância da religião nos atos perpetrados pelas personagens e das consequências que estes podem ter no desenrolar da história, onde o expoente máximo é a atitude final de Arthur em relação ao símbolo do seu estandarte. Quais as consequências que advirão desse ato?

E como a curiosidade fica quase sempre a ganhar, seguir-se-á a leitura de O Rei Veado.

Nota final para agradecer à Saída de emergência pela oferta deste exemplar para partilhar a minha opinião.

🌟🌟🌟


Podem ler a minha opinião do primeiro volume aqui.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Opinião "Ao Longe", Hernan Diaz

Sinopse

Um rapaz sueco desembarca na Califórnia, sozinho, sem um tostão no bolso e sem entender uma palavra de inglês. Confia que na costa oposta, em Nova Iorque, o seu irmão mais velho o espera, juntamente com as garantias de uma vida próspera e tranquila, e não lhe resta mais do que pôr-se a caminho, a pé. Durante esta longa viagem, esbarra com o fluxo de gente que procura no Oeste ouro e terras férteis, conhece naturalistas, criminosos, fanáticos religiosos, índios, homens das leis e das armas e, entre avanços e recuos, à medida que se torna um homem, torna-se também uma lenda. Com este que foi o seu romance de estreia, Díaz reconfigurou as convenções da ficção histórica, forçando um olhar sobre os estereótipos que povoam a nossa ideia de passado e os seus protagonistas. Ao longe anuncia um excecional autor.



Opinião 

Quando a Livros do Brasil anunciou Ao Longe, de Hernán Díaz, confesso que foi a primeira vez que tive conhecimento deste livro e do seu autor, o qual conseguiu ser finalista do prémio Pulitzer em 2018 com este seu romance de estreia. A sinopse chamou-me imediatamente à atenção e não resisti a ler este livro assim que surgiu a oportunidade!

Em Ao Longe, Hernán Díaz leva-nos numa viagem a acompanhar Håkan, um rapaz que parte da Suécia com o seu irmão Linus em busca de um futuro melhor em Nova Iorque. No entanto, os irmãos perdem-se um do outro e Håkan acaba por desembarcar na costa oeste em São Francisco. Não tendo outra opção, Håkan decide ir em busca do irmão, avançando pela longa travessia terrestre da América. Aqui, o autor pega habilmente no típico ambiente do western americano para explorar as difíceis condições de vida do século XIX demonstrando os diferentes conflitos existentes, e nos quais Håkan acaba por se ver envolvido. O autor oferece-nos uma descrição detalhada do estilo de vida que Håkan segue e da sua evolução enquanto pessoa desde um pequeno rapaz até à velhice, e da sua relação com outros viajantes com quem se cruza, mas principalmente da sua relação com a solidão.

Esta é uma leitura que merece ser saboreada, pois explora muito bem a condição humana e, apesar de bastante descritiva, nunca me causou um momento de aborrecimento. Fico desde já muito curioso para os próximos livros que este autor nos tenha para oferecer!
 
 
 
Agradecemos à Porto Editora e à Livros do Brasil pela cedência deste exemplar de forma a partilharmos convosco a nossa opinião.

 

domingo, 15 de maio de 2022

Opinião "Verity", Colleen Hoover

Sinopse

Podem consultar a sinopse aqui.

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Opinião 

Verity foi o primeiro livro que li este ano e a minha estreia com Collen Hoover. Parti para esta leitura sem ter lido a sinopse, a minha motivação para embarcar nesta narrativa foi o grande hype em torno de Verity. As minha expectativas foram superadas e dei cinco estrelas a este livro.

Verity apresenta-nos Lowen, uma escritora a vivenciar alguns problemas financeiros, que aceita uma proposta de trabalho que consiste em terminar uma série de uma escritora famosa que está doente, Verity. Para conhecer melhor a obra dessa escritora Lowen muda-se temporariamente para a casa de Verity e da sua família. Uma família estranhamente marcada pela tragédia, as filhas de Verity morreram acidentalmente, ela própria sofreu um acidente. Jeremy, o marido de Verity, é o seu cuidador e o pai extremoso do filho que lhes resta. Enquanto procura material para o seu trabalho no escritório de Verity, Lowen encontra uma autobiografia no mínimo macabra. A partir daqui o ambiente do livro vai-se tornando cada vez mais sufocante e misterioso, sentimos uma nuvem densa a envolver-nos e uma revelação iminente a cada página deixa-nos presos ao livro. 

Como é óbvio Jeremy é um bom exemplar do Homo Sapiens e Lowen não vai conseguir escapar às leis da atração, e este aspecto é dos poucos elementos previsíveis da narrativa.

Dispensava tanta conversa de cariz sexual, a partir de um dado momento achei que a autora já só nos queria chocar quando o leitor já está mais interessado em chegar ao clímax.

Esta é uma leitura viciante, um thriller psicológico ímpar, que se calhar merecia um final ainda mais requintado. Mas adorei este livro, devorei-o em poucas horas e se conhecerem livros semelhantes deixem as vossas recomendações. 

Vencedores Passatempos 8º Aniversário

Caros leitores aqui ficam os vencedores dos nossos passatempos do 8º Aniversário!!!

Agradecemos mais uma vez às editoras que colaboraram connosco de forma a podermos dar-vos este miminho ❤

As vencedoras irão receber um email da nossa parte para envio dos seus dados. 

Boas viagens, 

Bloguinhas  

 

 Confete e serpentinas para festas | Party Fiesta

 

Passatempo Leya e Planeta

Joana Pa

Passatempo Porto Editora e Planeta

Carina Pereira 

Passatempo Editorial Presença e Planeta

Isabel Fernandes

Passatempo Clube do Autor e Planeta

Fátima Penedo

  

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Wrap-up de Abril

 

Depois de um mês de Março repleto de stress por estes lados, Abril foi o mês para relaxar. Apesar de não termos feito tantas leituras quanto gostaríamos, tivemos muito boas leituras: a destacar 3 livrinhos com 5 estrelinhas.

Classificação Temática: Romance
Nº Páginas: 360
Editora: Porto Editora
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟🌟🌟

Classificação Temática: Romance
Nº Páginas: 392
Editora: Bertrand
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟🌟

Classificação Temática: Policial e Thriller
Nº Páginas: 264
Editora: Alma dos Livros
Lido por Bárbara Tomé - Opinião aqui
🌟🌟🌟

Classificação Temática: Romance
Nº Páginas: 136
Editora: Clube do Autor
Lido por Bárbara Tomé - Opinião aqui
🌟🌟🌟

Classificação Temática: Romance
Nº Páginas: 372
Editora: Clube do Autor
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟

Classificação Temática: Romance
Nº Páginas: 320
Editora: Topseller / Penguin Livros
Lido por Rosana Maia - Opinião aqui
🌟🌟🌟🌟🌟

Classificação Temática: Romance
Nº Páginas: 480
Editora: Casa das Letras / Leya
Lido por Bárbara Tomé - Opinião aqui
🌟🌟🌟🌟🌟

E vocês? Como foi o mês de Abril? :)
Já leram algum destes livros?

Boas viagens,

Bloguinhas

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Opinião " O Último Xeque-Mate", Gabriella Saab

Sinopse

Podem ler a sinopse aqui.  


Opinião  

Não li muitos livros passados no período da II Guerra Mundial, mas gostei bastante dos que li e, por isso, fiquei muito entusiasmada com a oferta da Leya de O Último Xeque-Mate, de Gabriella Saab. 

O Último Xeque-Mate apresenta-nos Maria Florkowska, uma jovem de 14 anos que se junta à resistência polaca. Maria e a sua família são capturados e enviados para Auschwitz. A sua amada família é morta à chegada, mas Maria é poupada. Rapidamente, o delegado do campo, Fritzsch, vê em Maria um entretenimento fácil dada a sua habilidade para jogar xadrez. Conseguem imaginar terem 14 anos, serem brutalmente espancados, verem a vossa família morta e estarem completamente sozinhos num campo de trabalhos forçados? Pois, nem eu.

Durante a narrativa acompanhamos Maria no seu dia-a-dia dentro do campo, e vivemos com ela todas as adversidades porque tem de passar, todos os castigos, a fome, o frio, a presença constante da morte. Este é um livro muito visual, e, por isso, muito doloroso. Conseguimos, através da protagonista, quase cheirar a sujidade, a podridão e a morte que a rodeiam, e arrepiamos-nos quando ela tem frio, choramos quando ela chora. Como devem imaginar é um livro difícil de ler, mas que ao mesmo tempo é tão viciante, a autora conseguiu encontrar um equilíbrio que torna esta leitura perfeita.

Apesar de todas as atrocidades que Maria tem de sofrer, há nesta protagonista uma chama que teima em não se extinguir, e que de alguma forma a mantém viva, e nos dá alento para prosseguirmos a leitura.

O desejo mais profundo de Maria é um jogo final com Fritzsch, Maria anseia o derradeiro Xeque-Mate, e que se faça justiça. Uma justiça impossível face aos crimes hediondos praticados.

O Último Xeque-Mate é daqueles livros que está connosco todo dia mesmo quando não o estamos a ler, é um livro que nos aproxima de uma realidade distante e tenebrosa e que não pode ser esquecida, principalmente nos tempos críticos que estamos a viver. 

Muitos dos eventos históricos inseridos na narrativa aconteceram mesmo e alguns dos seus personagens existiram, o que torna o livro ainda mais real e doloroso. 

Ouvi falar muito pouco deste livro nas redes sociais e ele merece mais visibilidade, quer para os leitores que adoram ficção da II Guerra Mundial, quer para leitores como eu, que, não sendo uma leitora assídua desta temática, adorei. O Último Xeque-Mate já se tornou um dos favoritos do ano e está a espera que vocês o leiam!!


quinta-feira, 28 de abril de 2022

Opinião “Se Fosse Perfeito”, Colleen Hoover

Sinopse:

Poderá uma história de amor perfeita sobreviver a tudo?

Quinn e Graham conheceram-se numa situação em que nenhum dos dois se queria encontrar. Não foi um início digno de conto de fadas, mas o sentimento que os uniu foi mais forte do que o sofrimento e o desgosto que haviam partilhado.

Anos mais tarde, o amor perfeito que sentem um pelo outro é ameaçado pelas imperfeições da vida a dois. As recordações, os erros e os segredos que durante muito tempo foram acumulando estão agora a afastá-los cada vez mais.

E a única coisa capaz de salvar o seu casamento poderá transformar-se num inevitável ponto de rutura.


Opinião:

E depois da leitura de um livro de espionagem retornei ao meu conforto – o romance. E, para tal, não podia ter escolhido melhor livro! Colleen Hoover é sem sombra de dúvida brilhante na escrita destes livros, capaz de proporcionar ao leitor ótimos momentos, obrigando-o a progredir na leitura a grande velocidade para chegar ao fim.

Desta vez a autora traz-nos a história de Quinn e Graham, uma história de tudo o que é menos provável de acontecer na vida de alguém. Para começar, estas duas personagens maravilhosas conhecem-se quando descobrem a traição dos respetivos namorados. E logo neste momento percebemos que um dia estes dois se iriam juntar. Mas a magia do livro não tem que ver apenas com a sua história de amor, mas sim com o que acontece à sua relação ao longo de mais de cinco anos de casamento.

Parecia que seria tudo perfeito, mas não foi. Apesar de não ser um tema propriamente inovador, e conhecido por todos, a verdade é que é diferente conhecermos o tema, e sentirmos o seu impacto na pele. E o tema abordado em grande destaque é a infertilidade. No entanto, mais do que o tema propriamente dito, somos levados pela autora principalmente ao coração de Quinn, e sentimos a dor de não conseguir ter filhos, a ânsia para o dia em que confirma que não conseguiu todos os meses durante anos.

Achei deveras interessante a opção da autora de escrever a obra com a alternância de capítulos “Agora” e “Dantes”, permitindo-nos conhecer e reconhecer a diferença e o amor dos dois. Porém, como seria expectável perto do fim da leitura, já quase só queria ler os capítulos de “Agora” para perceber como ia acabar!

Poderia estar aqui a falar imenso sobre o livro, mas não quero estragar uma futura leitura. Todavia, fica mesmo muito por dizer! Vale tanto a pena lê-lo e sentir na pele a história de Quinn e Graham. Para além de uma agradável leitura como é habitual nos livros da autora, foi uma leitura que deixou a sua marca.

Convido mesmo aqueles que achem que não são os maiores fãs de romance a darem uma oportunidade a esta obra. Sim, é um romance, um romance dos meus; mas a mensagem por detrás é muito superior a isso. E para terminar, deixo aqui um excerto:


"Quando eu frequentava a faculdade, foi-me atribuída a tarefa de escrever um artigo sobre um casal que já estava casado há 60 anos. Estavam ambos na casa dos 80. Quando apareci para os entrevistar, fiquei chocada com a sintonia que mostravam um com o outro. Presumi que, depois de se viver com alguém durante 60 anos, se estaria farto dessa pessoa. No entanto, eles olhavam um para o outro como se, de algum modo, ainda se respeitassem e admirassem mutuamente, mesmo depois de tudo o que já haviam passado.

Fiz-lhes várias perguntas, mas a questão em que dei a entrevista por terminada deixou em mim um grande impacto.

- Qual é o segredo para um casamento tão perfeito?

O velhote inclinou-se para a frente e olhou para mim com muita seriedade.

- O nosso casamento não foi perfeito. Nenhum casamento é perfeito. Houve alturas em que ela desistiu de nós. Houve alturas em que eu desisti de nós. O segredo para a nossa longevidade foi nunca desistirmos em simultâneo."


Por fim, deixo o meu agradecimento à Topseller que gentilmente me cedeu um exemplar para divulgação, leitura e opinião. Espero que gostem tanto desta leitura como eu!


🌟🌟🌟🌟🌟



Para mais informações consulte o site da Penguin Livros aqui.

Pensamento do Dia




"As desculpas são boas para admitir o arrependimento, mas não têm a capacidade de apagar a verdade das ações que provocaram a mágoa."

Em Se Fosse Perfeito, Colleen Hoover

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Opinião “O Aliado Improvável”, Daniel Pinto

Sinopse:

“Baseado em factos históricos, O Aliado Improvável explora o mistério por trás da campanha de espionagem mais mortífera da Segunda Guerra Mundial, conhecida por Englandspiel. Em Maio de 1940 os Países Baixos renderam-se à Alemanha, após uma batalha intensa. Em poucas semanas Hitler dominava grande parte da Europa Ocidental. De imediato estabeleceram-se contactos entre os Aliados e os movimentos de Resistência para organizar a libertação. Desesperados, os Aliados recorrem a Simon Clifford, agente enigmático e assassino profissional, para eliminar o homem que ameaça os seus ambiciosos planos. Preparam um grande desembarque de tropas nos Países Baixos. Porém, nos meses finais de 1943 uma misteriosa mensagem codificada altera os projetos. O que aconteceu? Teriam os alemães sido avisados?”


Opinião:

Apesar de os géneros literários que mais gosto de ler serem romance e fantasia, gosto de intercalar por vezes nestas leituras géneros aos quais não estou tão habituada. “O Aliado Improvável” traz-nos principalmente uma história de espionagem e um pedacinho de thriller.

Para começar posso dizer que estava bastante curiosa com a leitura da obra. Cada vez mais sinto uma lacuna a nível de conhecimento histórico e, por esse motivo, tento enveredar por leituras que para além de me darem prazer me ensinem algo nesse sentido. Assim, aquando do seu lançamento, achei que podia ser um bom livro para começar.

No entanto, apesar de se notar a veracidade dos acontecimentos descritos, para mim que não tinha o detalhe da Segunda Guerra Mundial na minha cabeça, foi-me difícil o início da leitura. Viajando de país em país, o início foi um pouco confuso, mas com ajuda lá me consegui situar no pano de fundo.

Achei a história interessante e ficou em mim a vontade de ler mais sobre o assunto. No entanto, as personagens ficaram um pouco aquém das minhas expectativas. Num livro de espionagem e de traição, penso que seria expectável que torcesse por determinadas personagens e que me incomodasse o que lhes acontecia, o que não aconteceu. Apenas a aproximadamente 50 páginas do fim - quando conheci Mila -, me senti mais presa à obra e, por esta personagem sim, criei alguma empatia.

Assim, apesar de ter aprendido, a leitura ficou aquém das minhas expectativas. No entanto, deixo claro o meu agradecimento ao Clube do Autor pela oferta do exemplar para divulgação, leitura e opinião.


🌟🌟🌟



Para mais informações, consultem o site do Clube do Autor aqui.

terça-feira, 26 de abril de 2022

Opinião "Noites Brancas", Fiódor Dostoiévski

Sinopse

Numa noite luminosa, numa ponte sobre o rio Neva, um jovem sonhador depara-se com uma mulher em lágrimas. Petersburgo está mergulhada em mais uma das suas noites brancas, um fenómeno que faz as noites parecerem tão claras quanto os dias e que confere à cidade a atmosfera onírica ideal para o encontro entre essas duas almas perdidas.

Ao longo de quatro noites, o tímido jovem e a ingénua rapariga estabelecem laços intensos, mas o desenrolar romântico deste fugaz encontro pode estar ameaçado… Mas será isso realmente o mais importante?

Noites Brancas

Opinião

Começo por agradecer ao Clube do Autor pela oferta do livro Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski, para leitura, de forma a partilhar convosco a minha opinião. 

Tinha muita curiosidade em conhecer este autor e, portanto, um livrinho pequeno pareceu-me uma óptima opção para começar. No entanto, exactamente por ser tão breve não me encheu as medidas. Por outro lado, não foi também o que eu estava à espera, sendo um livro de um autor russo esperava encontrar uma narrativa mais densa e profunda. Todavia percebo que tenha sido escrito numa fase da vida do autor diferente da dos seus livros mais conhecidos e certamente mais maduros.

Noites Brancas fala-nos de um sonhador solitário, como o são quase todos . Este sonhador conta-nos,  na primeira pessoa, como em quatro noites se apaixonou por uma jovem mulher que encontrou a chorar. A personificação dos espaços físicos como uma companhia ao sonhador solitário é muito deliciosa de se ler, e foi das minhas partes predilectas. Se calhar por não gostar de livros excessivamente românticos não apreciei Noites Brancas como outros leitores que vêm nele uma ode ao romantismo.

Este é um livro muito lírico, um retrato de amores impossíveis, que nos recorda da importância da eternidade num segundo. Mas é um livro que ao mesmo tempo tem uma história pobrezinha e pouco credível, demasiado emocional e repleta de sentimentos e situações desproporcionalmente violentos. 

Mantenho muita curiosidade em conhecer a restante obra do autor porque acredito que este livro não a representa.

domingo, 24 de abril de 2022

Opinião " A Rapariga que Desapareceu" , Leslie Wolfe

Sinopse

Podem consultar a sinopse aqui

 

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Opinião 

A Rapariga que Desapareceu, de Leslie Wolfe, é o sexto volume da série que acompanha a carismática agente especial do FBI Tess Winnet. Neste episódio, uma menina de 8 anos, Paige, é raptada duma forma muito audaciosa, fazendo suspeitar do envolvimento de uma ligação ao crime organizado. As hipóteses de encontrar Paige com vida diminuem a cada segundo e, por isso, desde a primeira página, ficamos presos às pistas que Tess vai seguindo porque queremos que tudo corra por melhor. 

Tess, no seu trabalho enquanto profiler,costuma perseguir assassinos em série e, por isso, senti falta neste livro da análise comportamental que ela costuma fazer, ao estilo de Criminal Minds. Talvez tenha sido esse o motivo pelo qual gostei menos deste livro do que dos que o antecederam.

A velocidade de leitura e a fluidez da narrativa são similares aos outros volumes da série o que faz com que A Rapariga que Desapareceu seja um óptimo entretenimento. E claro que vou querer ler os próximos livros da autora, já que fico mega ansiosa quando um é lançado.

Temos fãs da Leslie Wolfe e da Tess por aí? 

Alma dos Livros— Alma dos livros


Agradeço à Alma dos Livros a cedência de um exemplar de forma a partilhar convosco a minha opinião. Podem ler a minha opinião aos outros livros da série aqui

Passatempo 8º Aniversário - Clube do Autor e Planeta

Com o apoio do Clube do Autor, temos o livro "O Passageiro Misterioso", de Louise Candlish, para vos oferecer! E a acompanhar o livrinho, com o apoio da Planeta, temos ainda um caderninho de apoio às vossas leituras!


Sinopse:

Numa manhã gelada de Dezembro, um homem apanha o barco que o leva todos os dias para o trabalho. O amigo e vizinho Kit não apareceu, mas Jamie não está muito preocupado. No entanto, ao desembarcar, é surpreendido por dois agentes de polícia que o querem interrogar sobre a última vez em que os dois estiveram juntos. Kit está desaparecido desde então.

Ao ser interrogado, Jamie percebe que alguém o acusou de discutir com Kit na última noite em que este foi visto. E o outro passageiro acredita que Jamie cometeu um crime. Incrédulo, Jamie recorda como conheceu Kit e a sua mulher, Melia, e de que forma as suas vidas ficaram irremediavelmente ligadas.


Se ainda não conhecem este livro, podem ler a opinião da Tomé aqui. 😊




As participações são válidas até ao dia 3 de Maio de 2022Leiam atentamente as regras de participação. Os vencedores serão contactados por email. Se não estiverem de acordo com as regras de participação, por favor não participem. Todas as regras estão de acordo com o estipulado com as parcerias. Todos são livres de participar com as suas páginas pessoais.
 

Regras de Participação:
1. Apenas será permitida uma participação por pessoa/email.
2. Para participar é obrigatório ser seguidor do blogue Bloguinhas Paradise.
3. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página do Facebook de Bloguinhas Paradise.
4. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página de Facebook da Clube do Autor.
5. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página de Facebook da Planeta.
6. Para participar é obrigatório tornar-se seguidor da página do Instagram dBloguinhas Paradise.
7. Para participar é obrigatório tornar-se seguidor da página do Instagram da Clube do Autor.
8. Para participar é obrigatório tornar-se seguidor da página do Instagram da Planeta.
9. Cada participante pode conseguir 2 entradas extra partilhando este post numa rede social à escolha, em modo público.
10. O vencedor será determinado aleatoriamente.
11. Neste passatempo são aceites apenas participações de residentes em Portugal.
12. Nem o blog nem as editoras se responsabilizam por eventuais extravios. 
 
 
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