quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Opinião, "A Grande Caçada", Robert Jordan

Sinopse

A Roda do Tempo gira e as Eras sucedem-se, deixando no seu rasto memórias que se vão tornando lendas e acabam por se transformar em mitos, podendo estes permanecer esquecidos durante muito tempo.

Ao longo dos séculos, os trovadores sempre relataram as histórias da Grande Caçada em busca do Corno de Valere. Este seria usado para chamar das suas sepulturas os heróis já desaparecidos a fim de lutarem ao lado do tocador do Corno. Muitos pensavam que tudo não passava de um conjunto de histórias mas agora alguns sabem que o Corno não só foi encontrado, como também foi roubado e é demasiado arriscado deixá-lo em poder dos Amigos das Trevas.

Na Terceira Era, uma Era que ainda há de vir, uma Era há muito passada, o Mundo e o Tempo podem sucumbir, mas Rand, Mat e Perrin estão dispostos a sacrificar a sua própria vida para o evitar.



Opinião

A Grande Caçada, de Robert Jordan, é o segundo livro da épica saga A Roda do Tempo. Neste livro, a história foca-se na busca pelo Corno de Valere, o qual tem o poder de trazer de volta os grandes heróis do passado para serem comandados por quem o fizer soar. Isto faz com que os nossos heróis iniciem uma nova jornada em busca deste objeto para que ele não caia nas mãos erradas.

Entretanto, Nynaeve e Egwene vão para Tar Valon para se tornarem Aes Sedai, no entanto, nem todas as Aes Sedai são de confiança.

Jordan foca-se no desenvolvimento da narrativa, caraterizando as personagens e as suas ações. E com isto, ficamos a conhecer os seus pensamentos e os seus receios. Esta decorre a um ritmo lento que, apesar de nem todas as pessoas gostarem, é agradável para mim, pois faz-nos embrenhar na história. Aos poucos, vamos entendendo as eras passadas e como elas se repetiram e vão repetir ao longo do tempo.

A amizade entre Loial e Rand é um dos pontos altos do livro. É fácil criar empatia pelas personagens, Perrin e os seus olhos amarelos; Mat e a sua luta contra a influência da adaga; Nynaeve e a sua vontade de ajudar os seus amigos.

O desenvolvimento de Rand é um dos assuntos principais. Ele tenta lutar contra o seu destino de tornar-se o líder por quem todos esperam, mas no fim Rand terá que assumir a sua responsabilidade, e tornar-se o Dragão Renascido.

É sem duvida um livro a ler, que nos deixa com vontade de continuar neste mundo criado por Robert Jordan.

🌟🌟🌟🌟
 

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quinta-feira, 28 de julho de 2022

Opinião “Coroa da Meia Noite”, Sarah J. Maas

Sinopse:

Ela é a maior assassina que o seu mundo algum dia conheceu. Mas onde a conduzirão a sua consciência e o seu coração? Num trono de vidro, governa um rei com punho de ferro e alma tão negra como o breu. Celaena Sardothien, a Assassina de Adarian, venceu uma competição violenta e tornou-se a sua campeã. No entanto, Celaena está longe de ser leal à Coroa. Ela faz a sua vigilância em segredo; sabe que o homem a quem serve está vergado ao mal. Manter esta encenação mortífera torna-se cada vez mais difícil quando Celaena se apercebe de que não é a única que está à procura de justiça. Ao tentar desvendar os mistérios enterrados no coração do castelo de vidro, todos questionam a sua lealdade - Dorian, o príncipe herdeiro; Chaol, o capitão da Guarda; e até mesmo Nehemia, a sua melhor amiga, princesa de um reino distante. Mas numa terrível noite, os segredos que todos eles têm guardado conduzem-nos a uma tragédia indescritível. O mundo de Celaena é destruído e ela é forçada a abdicar daquilo que considera mais precioso e a decidir de uma vez por todas onde está assente a sua verdadeira lealdade... e por quem está disposta a lutar. «Coroa da Meia-Noite» é o segundo livro da série «Trono de Vidro».


Opinião:

Foi há cerca de um mês que iniciei a leitura da saga Trono de Vidro de Sarah J. Maas. E a verdade é que não aguentei muito tempo longe dos livros da autora. A cada livro que leio, esta vai ocupando um lugar bastante sólido no patamar dos meus autores favoritos.

Se por um lado em Trono de Vidro senti que apesar de ter gostado da obra, esta não tinha alcançado todo o seu potencial, o mesmo não posso dizer de Coroa da Meia Noite. Com uma narrativa mais calma numa fase inicial da leitura, aconchegando o leitor à sua almofada e às páginas do livro, vamos recordando com carinho as personagens que conhecemos no primeiro volume. E a partir de um terço do livro o ritmo acelera, as páginas prendem-nos à almofada e entramos completamente em Erilea.

Depois de Celaena se tornar o campeão do rei, confesso que nunca esperei tudo o que daí adveio. E nem sei bem por onde começar para escrever esta opinião! Agora que me sentei no sofá a refletir, sinto as 5 estrelinhas no meu coração! E talvez o mais fácil seja falar das personagens.

Começando por Celaena, esta foi uma caixinha de surpresa neste segundo volume. Com uma postura aparentemente mais passiva e discreta, em que apenas nos demonstrava a sua vontade em ficar livre, acreditamos que era apenas disto que a história se tratava, de um rei mau e de pessoas sacrificadas. Mas tocando no coração de Celaena, abrindo uma ou duas feridas, descobrimos não só outra Celaena, mas a história de Erilea.

E não menos importantes, mas com um lugar de menor destaque neste livro, Chaol e Dorian, são duas personagens muito diferentes mas importantes para Erilea e Celaena, e Nehemia, uma princesa de um reino distante, e a melhor amiga de Celaena. Tentando não revelar mais do que o que devo, com estas personagens de quem tanto gostamos, aprendemos que todos temos um papel, e que confiar seria a nossa melhor arma. No entanto, não somos perfeitos, guardamos coisas só para nós, com medo – o nosso maior inimigo.

Com o desenrolar da narrativa, fiquei muito curiosa com o futuro de Celaena, e com a história de Erileia. Depois deste livro, agora sim, percebo porque é que Celaena, repleta de sentimentos maravilhosos e ao mesmo tempo frágil, se tornou uma assassina.

E o que mais dizer? Quero muito começar a ler o terceiro volume e que a Marcador Editora publique toda a saga! :)


🌟🌟🌟🌟🌟



Podem ler a minha opinião do 1º Volume - Trono de Vidro - aqui.
Para mais informações consulta o site da Editorial Presença aqui.

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segunda-feira, 25 de julho de 2022

Opinião "Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo", Benjamin Alire Sáenz

Sinopse

Foi naquele verão, naquele dia, junto à piscina. O instante em que Aristóteles e Dante se conhecem vai mudar as suas vidas. Naquele momento, sentem que não têm nada - mesmo nada - em comum. Mas enquanto os dias de calor se sucedem, estes dois espíritos solitários encontram-se e nasce uma amizade especial, das que mudam as nossas vidas e ficam para sempre.

Ari não tem jeito com as palavras e duvida bastante de si próprio. Dante é muito articulado e confiante. Ari perde-se em pensamentos sobre o irmão mais velho, que está preso. Dante adora poesia e arte.

Ari levantou um muro entre ele e o mundo - Dante é a pessoa que o vai, devagar, fazer cair. São cúmplices nos risos, sonham juntos, partilham livros. e descobrem-se um ao outro, a si próprios, enquanto usam a amizade e o amor para... desvendar os segredos do Universo. 
 
 Livro «Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo», de Benjamin Alire Saenz na livraria online da Presença. Desconto em todos os livros

Opinião

Li Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo de uma assentada, simplesmente não consegui pousar o livro até chegar à última página! Que viagem! Que livro delicioso!

Ari, de Aristóteles, é um adolescente solitário que sente o peso do mundo nos ombros e que tem dificuldade em relacionar-se com outras pessoas. Até que conhece Dante, que embora seja também sui generis, é muito mais confiante e aos poucos vai conseguindo derrubar o muro que Ari ergueu à sua volta.

Esta leitura fez-me rir em muitos momentos, trouxe alguma humidade aos meus globos oculares noutros, enfim, fez tudo o que é suposto um livro fazer, e por isso não poderia dar-lhe menos que cinco estrelas muito gordas.

Adorei voltar à adolescência e identifiquei-me muito com o desalento de Ari, não saber onde pertencemos, para onde vamos, desconhecermos na mais completa ignorância os segredos do universo.

A par de acompanharmos a amizade que vai crescendo entre Ari e Dante, conhecemos também as suas famílias e seus dilemas, o que torna a narrativa muito rica, envolvente e realista. Os diálogos ao longo do texto são super fluídos e credíveis e o sentido de humor dos protagonistas é a cereja no topo do bolo.

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo conta-nos uma história sobre amizade, sobre família, sobre o primeiro amor, sobre as nossa guerras interiores, sobre a descoberta de nós próprios e  do outro. Fiquei deslumbrada com esta leitura, não por ser o melhor livro de sempre, mas porque me aconchegou, porque abraçou a adolescente frágil que ainda habita em mim.

" Não tenho de compreender sempre as pessoas que amo."
 

🌟🌟🌟🌟🌟



Agradeço à Editorial Presença por me ter cedido este maravilhoso livro de forma a partilhar convosco a minha opinião. Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.


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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Opinião “Depois da Queda”, Julie Cohen

Sinopse:

Quando um infeliz acidente força Honor a ficar com a sua nora viúva, Jo, e com a sua única neta, Lydia, ela mal pode esperar para recuperar o suficiente e voltar para a sua própria casa. No entanto, quanto mais tempo ela passa com Jo e Lydia, mais se sentem como uma família a sério. Mas cada uma das três mulheres guarda segredos que ameaçam destruir as suas vidas, tais como elas as conhecem.

Num dia de verão, os segredos da avó, mãe e filha serão revelados num único momento dramático que nos deixará a todos com a eterna questão: será que existem segundas oportunidades?


Opinião:

Depois de ouvir falar tão bem de Julie Cohen, na voz da Dora Santos Marques e da Maria João Covas, não podia deixar esta autora por descobrir. Assim, enveredei nesta leitura com as expectativas muito elevadas, e talvez por isso tenha demorado a terminar o livro.

Penso que é daquelas leituras para as quais não deveríamos nunca ter expectativas. Julie Cohen quer apenas contar-nos uma história, uma história acima de tudo real, repleta de todo o tipo de momentos e personalidades. E, portanto, convido-vos a ler Depois da queda, não porque é uma obra brilhante, mas porque nos aquece o coração.

Por onde começar? Talvez pelo título! Confesso que quando quis ler a obra não pensei que o título fizesse tanto sentido, literalmente depois da queda! Ficamos a conhecer as nossas personagens quando Honor tem uma queda. E numa fase inicial da sua recuperação, Jo – a sua nora viúva, recebe-a em sua casa. No entanto, apesar de tratar-se de família, a sua relação não é das melhores. Mas como nos diz bem a sinopse, ao longo do tempo, estas personagens vão tornar-se numa verdadeira família.

Relativamente às personagens, a narrativa desenrola-se essencialmente em torno de Honor (avó), Jo (nora de Honor e mãe de Lydia) e Lydia. E torna-se difícil falar sobre as mesmas. Tão diferentes, tão imperfeitas, tão reais. E esta é, sem dúvida, a maior qualidade da obra! Chegamos ao fim, e sentimos que esta podia ser a nossa história, a história do nosso melhor amigo, a história do nosso vizinho. E assim, é impossível não empatizar com as personagens. E nem sei dizer de qual delas gostei mais :)! Desde a avó Honor e o seu feitio, ao otimismo constante de Jo, à pequena Lydia que nos ensina tanto.

Não quero claro revelar pormenores da história, porque ela merece ser lida e saboreada. Trata-se de uma história maravilhosa sobre aquilo que é a família, não pondo de lado aquilo que nos rodeia, e o impacto das várias ações e dos nossos sentimentos nas nossas vidas. E se por um lado temos uma história maravilhosa, temos também a abordagem de temas menos bonitos, mas deveras importantes, como a depressão, o suicídio, o bullying, a identidade de género, a vergonha e a dependência de terceiros.

Deixo o meu agradecimento à Porto Editora pela cedência do exemplar para leitura e opinião, e claro à Maria João Covas e à Dora Santos Marques pela sugestão de leitura. :) Depois desta leitura, Julie Cohen será sem dúvida uma autora a acompanhar.

🌟🌟🌟🌟




Para mais informações consulte o site da Porto Editora aqui.

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terça-feira, 19 de julho de 2022

Opinião "Malibu Renasce", Taylor Jenkins Reid

Sinopse

 Podem ler a sinopse aqui.

 


Opinião

Malibu Renasce foi o segundo livro que li de Taylor Jenkins Reid, autora que já se tornou das minhas preferidas. Embora Malibu Renasce não chegue à espectacularidade de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, esta leitura foi agradável e fluída, com altos e baixos.

Malibu Renasce apresenta-nos uma saga familiar, o que me agradou bastante. Conhecemos os quatro famosos irmãos Riva e os seus pais, June e o lendário cantor Mick Riva, que cedo abandonou a sua família.

Toda a narrativa caminha para a grande festa anual na casa de Nina Riva, a irmã mais velha, que se viu obrigada a tomar conta dos seus irmãos quando a mãe deixou de ser capaz de o fazer. As adversidades pelas quais os irmãos Riva passaram até chegarem ao estrelato são comoventes e prendem-nos à leitura, queremos ajudá-los e torcemos por eles.

Todas as personagens tem algo que nos suscita interesse, estão bem construídas e cativam-nos, mas sem dúvida que June e Nina me conquistaram por serem duas personagens femininas muito fortes.

De aspectos menos positivos, considero o livro um bocadinho longo e principalmente no inicio a leitura foi mais lenta. Quando estamos já na festa da década, são introduzidas várias personagens que deixam o leitor num frenesim e algo confuso, mas suponho que tenha sido esse o propósito da autora de forma a transmitir o reboliço da festa e como esta ficou totalmente fora do controlo.

Malibu Renasce é uma história de memórias, segredos, ressentimentos, tristeza e de libertação. Uma óptima leitura de verão que nos faz lembrar a importância da família e da união. Gostei e quero ler todos os outros livros da autora. 

🌟🌟🌟🌟


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quarta-feira, 13 de julho de 2022

Opinião "O Rei Veado", Marion Zimmer Bradley

Sinopse

A saga mágica e intemporal das mulheres por detrás do trono do Rei Arthur.

Nos anos que se seguem à coroação de Arthur, a rainha Gwenhwyfar continua as manipulações para assegurar a lealdade do seu marido à igreja cristã, enquanto a sacerdotisa Viviane decide confrontar Arthur pela traição contra Avalon.

Nos bastidores, Morgaine planeia o casamento de Lancelet, que ameaça sucumbir ao desespero pelo triângulo amoroso em que se vê envolvido. Quando a rainha Gwenhwyfar descobre esse plano, jura vingança. Morgaine dedica-se a fortalecer a causa de Avalon enquanto as sacerdotisas tudo farão para resgatar a alma da Grã-Bretanha contra a maré insurgente da Cristandade. Mas que efeitos terá a chegada do jovem Gwydion, filho de Morgaine e Arthur? Irá correr em auxílio do rei ou libertar o caos?

Opinião


Depois da leitura dos dois primeiros livros da saga, as expectativas não estavam muito altas. Mas como fã da mitologia Arthuriana e como os livros até estão bem cotados, a leitura será para levar até ao fim. Até porque a versão original é apenas um livro, portanto avaliar um quarto de livro de cada vez é um pouco ingrato. Todavia, vendo bem as coisas, se não tivesse intercalado a leitura de outros livros entre as leituras desta saga não sei se não se tornaria demasiado aborrecido.

Em O Rei Veado, as respostas para as perguntas que tinha feito acerca das consequências das ações de Arthur foram: nenhumas. Ficou tudo igual.

O livro é de fácil leitura, focando-se principalmente em dois casamentos: no de Lancelet, onde nos são contados os efeitos do casamento dele nas diversas personagens, e no de Morgaine, que a faz voltar a acreditar que é capaz de ser uma sacerdotisa de Avalon.

Pelo lado positivo destaco a interação entre Morgaine e Nimue que, apesar de ser curta e fugaz, na minha opinião foi o ponto alto deste livro.

Nota positiva ainda para os dois capítulos finais, que conseguiram por fim despertar curiosidade no desenvolvimento da história e interesse e empatia em personagens, nomeadamente Nimue e Gwydion, o que me deixa expectante para o último livro da saga. 

Por fim deixo o meu agradecimento à Saída de emergência pela oferta do livro para divulgação, leitura e opinião.

🌟🌟🌟


Para mais informações consulte o site da Saída de Emergência aqui.

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segunda-feira, 4 de julho de 2022

Opinião "O Olho do Mundo", Robert Jordan

Sinopse

O mundo da Roda do Tempo é uma das melhores séries de fantasia épica alguma vez escrita.

A Roda do Tempo gira e as Eras sucedem-se, transformando memórias em lendas. As lendas esbatem-se e fazem-se mitos e até estes estão há muito esquecidos quando a Era que os gerou regressa, trazida pelo movimento incessante da Roda.

Na Terceira Era, a Idade da Profecia, o Mundo e o Tempo encontram-se suspensos, em frágil equilíbrio. Uma única verdade resiste e aquilo que os mortais esquecem mantém-se vivo na memória das Aes Sedai. Quando as Trevas se reerguerem caberá a um homem apenas, o Dragão, combatê-las. Mas aquilo que foi, o que será e o que agora é ainda podem cair sob o poder da sombra…


Opinião

O Olho do Mundo é o primeiro de catorze livros da série A Roda do Tempo iniciada e idealizada por Robert Jordan e, após a sua morte, finalizada por Brandon Sanderson.

Numa pequena aldeia, chamada Campo de Emond, longe das grandes cidades e onde todas as notícias demoram a chegar, vivem os nossos jovens heróis que estão prestes a iniciar uma longa e perigosa jornada.

Algo que se achava só existir em histórias para assustar as criancinhas, ataca a aldeia à procura de um jovem que se crê ser o Dragão Renascido. Três amigos, Rand, Mat e Perrin, têm assim que abandonar a aldeia para fugir a estes monstros, e contam com o auxilio duma misteriosa mulher que chegou dias antes à aldeia.

A desconhecida é uma Aes Sedai que acredita que Rand seja o profético Dragão Renascido, aquele que poderá salvar ou destruir o mundo.

Este é um mundo onde apenas as mulheres podem praticar a magia em segurança, pois a fonte da magia que permite aos homens usar o poder foi numa outra era infetada pela magia do Tenebroso.

Apesar disso um dos nossos heróis está a ser tentado pelo poder da fonte negra. Será que vai resistir à tentação do poder?

Trata-se de um livro cheio de aventuras, surpresas, e principalmente perigos ao virar de cada página, e aos poucos vamos conhecendo as lendas e os mistérios que nos vão sendo apresentados. Os nossos heróis têm que confiar numa Aes Sedai, das quais são ensinados, desde pequenos, a temer e não confiar. Será que esta é a decisão certa?

Este é um livro que nos leva a um imaginário de fantasia, de magia e aventuras, ao qual é impossível ficar indiferente. Robert Jordan introduz-nos ao longo do livro inúmeras personagens todas elas bem desenvolvidas, com as suas particularidades e feitios.

O Olho do Mundo é sem duvida um belo primeiro livro para nos motivar a ler esta saga épica que é A Roda do Tempo.

🌟🌟🌟🌟



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quinta-feira, 16 de junho de 2022

Opinião "O Desaparecimento Perfeito", Holly Jackson

Sinopse

A muito aguardada continuação de o homicídio perfeito.
Preparem-se para mais suspense, investigação, revelações e…Segredos mortíferos.

Pois é. Pip já não é detetive. Agora, com a ajuda de Ravi, começou um podcast de true crime sobre o homicídio que desvendaram juntos no ano anterior. O podcast tornou-se viral, é certo, mas ela insiste em dizer que o tempo em que investigava crimes já lá vai. Será?

Pip vai ter de voltar atrás no que disse. A verdade é que desapareceu alguém que ela conhece. Jamie Reynolds, para sermos mais exatos. a polícia, no entanto, parece nada fazer. Pip sente imediatamente que tem de ser ela a investigar. Mais uma vez, os segredos mortíferos começam a ser revelados, mas… será que Pip vai conseguir encontrar Jamie antes que seja demasiado tarde?



Opinião

Começo por agradecer à Editorial Presença a cedência de um exemplar de O Desaparecimento Perfeito, a continuação da série O Homicídio Perfeito, de Holly Jackson.

Pip, com a ajuda do seu namorado Ravi, começou um podcast de true crime sobre o homicídio que conseguiram desvendar juntos no ano passado, mas Pip sente que não deve continuar a ser detective atendendo aos perigos e consequências da sua última aventura. No entanto, quando alguém que ela conhece, Jamie Reynolds, desaparece, e a polícia considera que não há nada a fazer, a nossa protagonista vê-se de novo a comandar uma vertiginosa investigação. Segredos são esmiuçados, suspeitos são interrogados, e as pistas vão se alinhando ao longo desta frenética leitura.

Mais uma vez Holly Jackson presenteia-nos com uma leitura compulsiva e repleta de ação, todavia o enredo do primeiro volume conseguiu prender-me mais, embora não vos consiga explicar o porquê.
 
O final de O Desaparecimento Perfeito é bastante sombrio e inesperado e fez-me querer ler já o terceiro volume da série!

Super recomendo para uma leitura rápida de verão! 
 
 🌟🌟🌟🌟
 

Podem ler a minha opinião de O Homicídio Perfeito - Um Guia para Boas Raparigas aqui.


Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.


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terça-feira, 14 de junho de 2022

Opinião “Trono de Vidro”, Sarah J. Maas

Sinopse:

Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier, a contas com os seus crimes, a assassina Celaena Sardothien é levada até à presença do príncipe herdeiro. Ele oferece-lhe a possibilidade de conquistar a sua liberdade, com uma condição: Celaena tem de aceitar representá-lo, como seu campeão, numa competição cujo vencedor terá o estatuto de novo assassino da Coroa.

Os oponentes que terá de defrontar são ladrões, assassinos e guerreiros vindos de todos os cantos do império. Cada um deles é patrocinado por um membro do Conselho do Rei. Celaena exulta com os desafios e com as sessões de treino ao lado do capitão da Guarda, Chaol Westfall. No entanto, a vida da Corte não a poderia entediar mais. Mas tudo fica mais interesante e ganha nova emoção quando o príncipe começa a demonstrar um inesperado interesse por ela... mas é o austero capitão Westfall quem melhor a consegue compreender.

Durante a competição, um dos concorrentes é encontrado morto... e logo outros se lhe seguem. Ao embrenhar-se numa investigação solitária, Celaena alcança descobertas surpreendentes. Conseguirá ela descobrir quem é o assassino antes de se tornar na próxima vítima?

Em O Trono de Vidro, a luta de Celaena pela liberdade torna-se numa luta pela sobrevivência e numa jornada inesperada para expor um mal antes de que este destrua o seu mundo.


Opinião:

Depois de ler Corte de Rosas e Espinhos, de Sarah J. Maas, não resisti em iniciar a outra saga da autora, também em publicação pela Marcador Editora.

As expectativas estavam muito altas, e talvez por isso, não achei este primeiro volume tão bom como Corte de Rosas e Espinhos. Penso que este último me tenha envolvido mais. No entanto, também gostei muito de Trono de Vidro.

Nesta história conhecemos Celaena Sardothien, que nos é apresentada como uma assassina, que se encontra presa em Endovier. Numa tentativa de fazer frente e provar o seu valor ao seu pai, Dorian – o príncipe herdeiro – escolhe Celaena para o representar, como seu campeão, numa competição cujo vencedor terá o estatuto de novo assassino da Coroa. Em troca, dá-lhe a possibilidade de ficar livre.

Assim, ao longo da narrativa, acompanhamos os treinos de Celaena para esta competição, em conjunto com o capitão da guarda – Chaol Westfall, assim como os vários duelos porque passa durante a mesma. E se por um lado conhecemos Celaena como assassina, por outro conhecemos também o seu lado mais frágil. E ficamos sem saber como é que alguém frágil, repleta de sentimentos maravilhosos, acabou como assassina. Alguém que toca piano, alguém que lê livros, alguém que sente as emoções à flor da pele, alguém que ama.

E claro, como seria expectável em fantasia, a autora traz-nos magia para a narrativa. Quando alguns concorrentes são encontrados mortos sucessivamente, com medo de partilhar aquilo que descobre com os membros da corte, Celaena parte para uma investigação solitária, onde avança não só na descoberta do culpado, como também na descoberta da magia que se achava destruída.

E Sarah J. Maas é mesmo isto: fantasia e romance. É a autora que nos leva pelos caminhos da fantasia, da aventura, e do amor. Traz as várias personagens até nós, não se limitando à principal, desde Nehemia, a Dorian e Chaol, e até à sua Fleetfoot.

Por fim, é um livro que recomendo, principalmente aos fãs de fantasia e romance. No entanto, penso que neste primeiro volume, não se denota todo o potencial que já me apercebi da autora. Claro que sendo uma obra de fantasia, a cada livro que passa, vamos conhecendo melhor o mundo retratado, e é mesmo isso que espero do próximo volume 😊.


🌟🌟🌟🌟




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Pensamento do Dia


Mas as saudades acumulam-se e magoam, muito … São como ter uma ferida aberta no peito, uma dor constante, que nunca passa.

Em O Regresso de Julie Blue, Íris Bravo

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Opinião “O Regresso de Julie Blue”, de Iris Bravo

Sinopse:

Porque regressou Julie Blue?

Oito anos depois de abandonar a sua terra natal, a rebelde Julie Blue decide voltar a casa. Na pequena cidade piscatória de Almira, reencontra os mesmos preconceitos e tensões sociais, amigos, inimigos, lembranças agridoces e os destroços de uma época que nunca esqueceu. As razões que a levaram a desistir da carreira, separar-se do marido e regressar à casa do pai com a sua filha são incertas, assim como as circunstâncias do incêndio ocorrido pouco antes da sua partida e que destruiu um bar em frente ao mar, entretanto reconstruído. Conseguirá Julie Blue também reescrever a sua história ou irá deixar-se vencer pelas consequências dos erros cometidos?

A tão aguardada nova história da autora que apaixonou milhares de leitores.


Opinião:

Foi com grande curiosidade que enveredei nesta leitura. Com o fim do internato de Medicina Interna e o COVID-19 a apoderar-se de mim nos últimos anos, só agora dei conta de autores como a Íris Bravo! É incrível o que sem querer, ou porque não temos tempo, ou porque estamos cansados, deixamos perder!

Para começar posso dizer que li este livro com 395 páginas em dois dias, sendo que a maioria dele foi lida depois de ter feito um turno noturno! Foi num belo dia de sol que me rendi à escrita deliciosa da Íris. E penso que a autora é o ponto mais forte da obra mesmo. Com uma escrita agradável, uma leitura leve mas ao mesmo tempo profunda, com mensagens importantes e bonitas, e com algum humor à mistura, é impossível não devorar o livro. E a Íris tem aquilo que eu mais gosto num autor, a capacidade de alcançar o leitor, agarrá-lo bem, convidá-lo a entrar naquelas páginas, conhecer bem as personagens que nos apresenta e, por fim, sorrir com elas. E só por isto que vale ouro, quase alcançou as 5 estrelinhas no meu coração.

Mas de que se trata o livro afinal? Como nos diz bem a sinopse, oito anos depois de abandonar a sua terra natal, Julie Blue decide voltar a casa, em Almira, abandonando o seu trabalho como médica e o marido. E o que todos nos questionamos é porquê? Torna-se difícil explicar sem revelar spoilers e, como tal, o melhor é mesmo ler.

E quando gostamos muito de um livro, as palavras teimam em ficar no coração, aconchegadas. Posso dizer que adorei conhecer a nossa Julie Blue e também o João, assim como as suas histórias de vida. Mas a verdade é que a obra traz bem mais do que a relação entre estas duas personagens principais. As suas histórias de vida são maravilhosas, carregadas de força e coragem, e as suas ações (vistas como rebeldia) são apenas aquilo que devia ser. Mais perto do fim, dei por mim em parte revoltada por estarmos sempre a culpar as suas personalidades, e usá-las como a causa de todos os problemas. Sim, eles não eram as pessoas mais fáceis do mundo, mas eram maravilhosos por dentro, perfeitos e imperfeitos!

Outro ponto muito positivo da obra é os temas que aborda: os preconceitos, as diferenças sociais, a perda e também a mentira. “Nenhuma mentira é inocente” – como nos vamos esquecer disto? Não vamos! E assim acrescentei mais uma autora portuguesa à minha lista de favoritos!

E porque ficou então o livro nas 4 estrelinhas? Porque na parte final da obra, esta tomou outro rumo, um rumo que já não me alcançou tanto – a resolução de um mistério antigo. E foi como se nesse aspeto a história se dividisse em duas. Apesar de compreender o porquê deste caminho, penso que não foi tão bem conseguido. E mesmo as personagens nele envolvidas, não eram propriamente personagens com as quais tivéssemos empatia.

Mas Íris, como quero voltar a ler mais! 😊 Por fim, deixo claro o meu obrigada à Cultura Editora pela cedência de um exemplar para divulgação, leitura e opinião.


🌟🌟🌟🌟




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sábado, 11 de junho de 2022

Opinião "A Filha do Presidente", Bill Clinton e James Patterson

Sinopse:

Matthew Keating sempre serviu o seu país com grande determinação: no passado, enquanto SEAL e depois como Presidente dos Estados Unidos. Porém, as decisões tomadas enquanto chefe de Estado trazem inimigos e consequências tão imprevisíveis como devastadoras. Depois de falhar a reeleição para um segundo mandato, Keating julga poder finalmente deixar a vida política e dedicar-se à escrita das suas memórias num cenário idílico longe de Washington. Mas o passado volta para o atormentar quando um conhecido terrorista rapta Melanie, a filha adolescente de Matthew. Movido por um feroz desejo de vingança, Asim Al-Asheed transforma o maior medo de um pai num assunto de segurança nacional. Com o mundo a assistir em direto ao desenrolar dos acontecimentos, o antigo Presidente embarca numa operação especial que vai pôr à prova as suas capacidades enquanto líder, soldado e pai. 

Depois do enorme sucesso de O Presidente Desapareceu, publicado em 2018 pela Porto Editora, Bill Clinton e James Patterson voltam a juntar-se, e o resultado é um thriller imperdível.


Opinião:

A Filha do Presidente é um thriller que nos é trazido pela dupla Bill Clinton e James Patterson. Nesta história, a filha do antigo presidente - Matthew - é raptada por um terrorista. E para resgatar a sua filha, Matthew faz uso do seu passado como SEAL.

A experiência do antigo presidente Clinton nos meandros da política é uma mais valia para esta parceria com Patterson, tornando a leitura mais rica não só no que diz respeito aos interesses políticos, mas também relativamente ao funcionamento das diversas agências.

Trata-se de um livro com um ritmo de leitura rápido, e que nos transporta para o meio da ação. Os capítulos são curtos e sem dispersarem em enredos secundários sem grande importância. Apesar de ser uma história com algumas reviravoltas, a maioria delas foram previsíveis. No entanto, isso não impediu que me agarrasse à leitura, permanecendo a vontade de querer ler mais.

Foi uma leitura agradável, e que me deixou com vontade de ler o primeiro livro - O presidente desapareceu - desta parceria entre Patterson e Clinton.

Por fim deixo o meu agradecimento à Porto Editora pela oferta do livro para divulgação, leitura e opinião.


🌟🌟🌟🌟



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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Comunicação

Olá a todos :)

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Bloguinhas

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Opinião "A Livreira e o Ladrão", Oliver Espinosa

Sinopse

Podem consultar a sinopse aqui

 A Livreira e o Ladrão

Opinião 

A Livreira e o Ladrão, de Oliver Espinosa, é um livro com um título e uma premissa interessantes, que  chama a atenção dos amantes de livros, e prende o leitor desde a primeira página pelo seu carácter enigmático. No entanto, quando conclui a leitura senti que lhe faltava algo. Gostei, mas não adorei.

Laura, a Livreira, está desesperada, a sua livraria está na falência e a única solução é vender o seu livro mais valioso. Mas quando está prestes a consegui-lo apercebe-se que o livro foi roubado, e que apenas possui uma falsificação. O seu primeiro suspeito é Pol, o Ladrão e seu amante ocasional de longa data. No entanto, Pol morre tragicamente num acidente. Várias peças de um puzzle ficam por encaixar.  Laura juntamente com Marcos, um amigo de Pol,e agora também seu amigo, têm de desvendar não só quem roubou o valioso livro como que segredos ele esconde, e decifrar o enigma de um estranho bilhete que pode ser a única salvação da livraria Loire.

Assim, este livro tinha todos os ingredientes para o sucesso, um ambiente misterioso e uma dupla de protagonistas antagónicos. No entanto, a narrativa foi-se tornando confusa e fragmentada, muito à custa dos saltos entre o passado e o presente.

A Livreira e o Ladrão não foi um page turner como eu esperava, mas não deixou de ser um livro leve, de leitura fácil e que nos ensina algumas coisinhas sobre livros antigos. É um livro que não cumpre o que promete, mas que nos entretém e nos leva a viajar pelo fascinante mercado negro dos livros antigos e raros. 
 
Obrigada ao Clube do Autor pela cedência de um exemplar de A Livreira e o Ladrão de forma a partilhar convosco a minha opinião.
 

domingo, 22 de maio de 2022

Opinião “Czarina”, Ellen Apsten

Sinopse:

Catarina I foi a primeira mulher a governar a Rússia por direito próprio. Neste romance empolgante conhecemos a extraordinária história da serva que se tornou Czarina.

São Petersburgo, 1725. Pedro, o Grande, está a morrer no seu magnífico Palácio de Inverno. Sem um herdeiro, a Rússia corre o perigo de cair no caos. Mas Catarina, a sua segunda mulher, companheira de tantos anos, não pretende deixar que tal aconteça. Num jogo perigoso, decide esconder a morte do czar, enquanto planeia destruir os seus inimigos e tomar a coroa para si. Filha ilegítima de um camponês, nasceu no meio de uma pobreza devastadora. Aos 15 anos foi vendida como criada e o seu desespero levou-a a matar em legítima defesa. Viveu inúmeras desgraças até o destino a conduzir ao campo de batalha do exército do Czar. Foi aí que a sua extraordinária beleza chamou a atenção de Pedro, o Grande, vivendo com ele, como amante e depois como mulher, uma relação apaixonada e turbulenta. Mesmo no meio do esplendor e opulência da sua nova vida, entre festas, vistosas joias e palácios luxuosos, Catarina sabe do perigo que a rodeia e não esquece que a primeira mulher de Pedro está presa numa cela.

Czarina é a apaixonante história da ascensão ao poder de uma mulher astuta, ambiciosa e invulgar, que sobreviveu a inúmeros perigos, mas também um retrato vivo do nascimento da Rússia moderna, da brutalidade da guerra e de uma época onde a vida humana valia pouco."


Opinião:

Foi com grande curiosidade que enveredei nesta leitura. Apesar de a fantasia e os romances serem o meu porto seguro, cada vez mais tenho vontade em ler romances históricos, ou livros que me ensinem algo.

Como nos diz bem a sinopse, a narrativa desenrola-se em torno da Czarina Catarina I, a primeira mulher a governar a Rússia por direito próprio. Achei esta leitura deveras interessante e talvez seja mesmo esta a principal caraterística da obra a meu ver. O livro acaba por ser quase autobiográfico, retratando tudo pelo que a Czarina passou desde a sua adolescência.

Como pano de fundo temos a Rússia bem antes de 1725. Acompanhamos principalmente a guerra entre a Rússia e a Suécia, assim como a evolução e mudança de mentalidades ao longo dos anos. E, como tal, também outras personagens têm lugar de destaque durante a narrativa, nomeadamente Pedro – o czar, que apesar de ter más atitudes, o que mais queria era a evolução e o investimento na educação.

Torna-se impossível até imaginar como terá sido viver nestas datas e nestes locais. Se, por um lado, a ascenção da Czarina ocorreu em parte por sorte, por outro lado, é inegável a coragem e força desta mulher, o mérito em ser czarina, quase até mais do que ser czar.

Chegamos ao fim desta leitura a admirar Marta (como se chamava) / Catarina (como se passou a chamar a czarina e imperatriz da Rússia). No entanto, mesmo tendo esta posição de destaque, não deixou de sofrer ao longo da sua vida aquilo porque todas as mulheres foram passando ao longo do tempo. Para além de realçar que também as mulheres podem governar, o livro traz-nos bem mais do que mensagens em relação ao poder.

Considero tratar-se de um bom livro, no entanto, não é daquelas leituras que pegamos e queremos levar muito rápido até ao fim, pelo menos para mim. Refletindo, é um livro que nos recorda da sorte que temos nos dias de hoje, de que tudo o que temos não nos chegou numa bandeja, mas a troco de muito sofrimento. Por fim, o que sinto é: Catarina merecia mais :).

E claro deixo o meu agradecimento à Planeta Editora pela cedência deste exemplar para divulgação, leitura e opinião.


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