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domingo, 17 de novembro de 2024

Opinião "A Criada", Freida McFadden

Sinopse

Podem ler a sinopse aqui



Opinião

Freida McFadden anda nas bocas do mundo, todos os seus livros são um sucesso e por isso estava na hora de eu comprovar por mim mesma se todo este hype é justificado. E posso dizer-vos que sim! Li A Criada de uma assentada, sem me ter sido possível parar pela ânsia de conhecer o desenrolar da narrativa. Freida escreve de uma maneira que nos deixa com a respiração em suspenso e rodeados de mistério a cada frase, o ambiente criado pela autora vai-se tornando cada vez mais denso, como se a cada página começássemos a ver tudo em funil e fossemos submergidos numa vertigem avassaladora.

Em A Criada, conhecemos Millie uma jovem com um passado conturbado, mas que tenta refazer a sua vida conseguindo emprego como empregada interna na casa dos Winchesters. O emprego idílico rapidamente se torna num castigo insuportável, Millie tem de dormir num sótão claustrofóbico, aturar a sua patroa Nina e as suas excentricidades e ainda ser babysitter da irritante Cellie. Apenas o marido de Nina aparenta ser uma pessoa normal.

Mas a máxima deste livro é sem dúvida 'nem tudo é o que parece' e quando a reviravolta nos atinge temos mesmo de segurar o queixo!
Super aconselho este thriller doméstico, uma das melhores leituras deste ano!

🌟🌟🌟🌟🌟

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domingo, 3 de novembro de 2024

Opinião “Portugal - A História de uma Nação”, Henry Morse Stephens

Sinopse:

«A nação portuguesa é um produto da sua História: isto dá à História de Portugal um valor eminente». É assim que Henry Morse Stephens, docente da Universidade da Califórnia, começa esta obra notável, que em muito contribui para trazer ao conhecimento comum diversos acontecimentos até agora desconhecidos da História de Portugal.

Abrange a instauração da nacionalidade, a consolidação do território e da independência, atravessa o período heroico dos Descobrimentos e a criação de um império global, as navegações em África, na Índia, no Próximo Oriente e no Brasil, e culmina no período de declínio, que começa na fatídica batalha de Alcácer Quibir e se prolonga mais ou menos até aos nossos dias, iluminado aqui e ali com alguns lampejos de uma glória fugaz.

Na primeira fase, aliou-se uma força combatente a uma sabedoria administrativa e um tato de governo que granjearam o respeito de toda a Europa. Na segunda, a dos Descobrimentos, a visão estratégica dos principais dirigentes do reino e o insuperável heroísmo dos navegadores trouxeram glória e poder à alma lusa. Finalmente, com a perda da independência e as respetivas consequências, Portugal entra na fase mais negra da sua História.

Este é um livro essencial para entender o contexto e os acontecimentos que conferiram ao reino uma individualidade e uma existência nacionais de que justamente se orgulha e para vislumbrar como conseguiu um país tão pequeno erguer o primeiro império global da História.

Opinião:

Portugal: A História de uma Nação, relata os principais acontecimentos da história de Portugal, desde um pouco antes da sua fundação até ao final da era da monarquia.

Trata-se de um livro um pouco maçador de ler, pois a narrativa retrata com muito pormenor as personalidades que se destacaram ao longo de quase 9 séculos de história. No entanto, é sempre interessante conhecer um pouco mais da nossa história, da qual nos podemos orgulhar, pois sendo o reinado com o território mais pequeno da Europa, conseguimos ser pioneiros em muitas coisas, o que nos chegou a tornar a nação mais rica do mundo.

É, por isso, um livro obrigatório para quem quer saber mais sobre Portugal e os feitos impensáveis pelos quais o povo passou desde a sua fundação, passando pela descoberta do caminho marítimo para a Índia e Brasil, bem como as provações aquando do reinado Filipino e a sua independência.

🌟🌟🌟


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domingo, 9 de junho de 2024

Opinião "A Cirurgiã", Leslie Wolfe

 Sinopse

Antes do meu mundo desabar, eu tinha tudo. A carreira de sucesso com que sempre sonhara. A bela casa onde podia sentar-me e relaxar confortavelmente depois de um longo dia de trabalho. O marido mais bonito e dedicado que poderia desejar, cujo sorriso encantador sempre me fizera sentir segura. Até hoje nunca tinha perdido um doente. Até hoje nunca tinha operado ninguém que odiava. Quando declarei o óbito, a minha voz estava firme: «Hora da morte 13:47». Todo o pessoal, médicos e enfermeiros na sala de operações ficaram em silêncio à minha volta, a olhar para mim, confusos e preocupados. As minhas mãos tremiam dentro das luvas. O meu olhar deslizou pelas frias paredes de azulejo, com o coração a bater aceleradamente dentro do meu peito. Se tivesse sabido antes de quem se tratava teria pedido a um colega que me substituísse. Ninguém estranharia; é um procedimento habitual não operar amigos, familiares ou... qualquer outra pessoa que possa comprometer a capacidade do cirurgião agir na sala de operações. Teria sido fácil. Mas que outra escolha podia ter feito depois de o reconhecer na sala de operações? E o que vou fazer para me proteger, se alguém descobrir?

 

A Cirurgiã

Opinião

Começo por dizer que sou fã da Leslie Wolfe, não amei todos os livros que li da autora, mas foram, na sua maioria, livros de leitura rápida e viciante, em que me senti imergida num episódio de criminal minds. A Cirurgiã foi provavelmente o livro da autora que mais me desiludiu. É um livro que foge às suas temáticas habituais, mas, apesar disso, eu tinha bastante curiosidade nesta leitura.

A protagonista, a Dr. Anne Wiley, é uma cirurgiã cardio-torácica de sucesso, que fica devastada quando perde o seu primeiro paciente, ao fim de mais de uma década de trabalho, o que para mim sendo cirurgiã, foi desde logo algo inverosímil. Mas estaria disposta a esquecer este facto ficcionado, não fosse o caso do enredo deste livro ser pobre e a ação arrastada. Não consegui simpatizar com a protagonista, nem com nenhuma das personagens apresentadas. A par da trama principal, a morte de um doente na mesa de operações de forma inesperada, é nos apresentado também uma espécie de triângulo amoroso previsível e que pouco acrescentou à narrativa. 

A leitura foi rápida porque a escrita da autora é fácil, mas não foi propriamente um livro viciante. Gostei do final e mantenho a minha vontade de terminar a série da agente especial Tess Winnett e ler os outros livros publicados pela autora, mas realmente este stand alone esteve muito longe de me encher as medidas. 

🌟🌟🌟


 

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domingo, 24 de abril de 2022

Opinião " A Rapariga que Desapareceu" , Leslie Wolfe

Sinopse

Podem consultar a sinopse aqui

 

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Opinião 

A Rapariga que Desapareceu, de Leslie Wolfe, é o sexto volume da série que acompanha a carismática agente especial do FBI Tess Winnet. Neste episódio, uma menina de 8 anos, Paige, é raptada duma forma muito audaciosa, fazendo suspeitar do envolvimento de uma ligação ao crime organizado. As hipóteses de encontrar Paige com vida diminuem a cada segundo e, por isso, desde a primeira página, ficamos presos às pistas que Tess vai seguindo porque queremos que tudo corra por melhor. 

Tess, no seu trabalho enquanto profiler,costuma perseguir assassinos em série e, por isso, senti falta neste livro da análise comportamental que ela costuma fazer, ao estilo de Criminal Minds. Talvez tenha sido esse o motivo pelo qual gostei menos deste livro do que dos que o antecederam.

A velocidade de leitura e a fluidez da narrativa são similares aos outros volumes da série o que faz com que A Rapariga que Desapareceu seja um óptimo entretenimento. E claro que vou querer ler os próximos livros da autora, já que fico mega ansiosa quando um é lançado.

Temos fãs da Leslie Wolfe e da Tess por aí? 

Alma dos Livros— Alma dos livros


Agradeço à Alma dos Livros a cedência de um exemplar de forma a partilhar convosco a minha opinião. Podem ler a minha opinião aos outros livros da série aqui

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Opinião " A Rapariga da Rosa" , Leslie Wolfe

Sinopse

Aqui

 


 

Opinião 

A Rapariga da Rosa, da minha estimada Leslie Wolfe, é o quinto volume da série que acompanha a agente especial do FBI Tess Winnett. Neste livro estão reunidos três casos: A Rapariga da Rosa, Marcada para a Morte e Morte nas Alturas. Confesso que ficaria mais satisfeita com um livro interirinho para cada um dos casos, assim soube-me a pouco e fiquei a sentir falta de mais detalhe. 

Na primeira história Kaylee de 15 anos desaparece e um novo namorado levanta muitas suspeitas. Gostei bastante deste caso por ser mesmo sinistro. Em Marcada para a Morte, Tess enfrenta o Assassino das Palavras, um sórdido serial killer que deixa nos corpos das vítimas um número e uma letra. Que mensagem quererá transmitir? Em Morte nas Alturas o corpo de uma mulher é encontrado, por sorte, no alto mar com evidencia de ter caído de uma altura abismal. Como terá ido ali parar? 

Este livro lê-se muito bem, constitui uma leitura super rápida e fluída em tudo similar às obras precedentes.

Já me tinha apercebido que a autora repete-se em algumas questões, se calhar para permitir que cada livro possa ser lido isoladamente, mas parece-me desnecessário estar sempre  dizer que a Tess tem uma taxa de sucesso de 100% (já percebemos que ela é fantástica) e que o seu amigo Cat deve a sua alcunha a uma tatuagem e que o Dr. Rizza faz uma dieta líquida desde que a mulher faleceu. Mas vamos desculpar a Leslie neste pequeno pormenor.

A essência de A Rapariga da Rosa é a mesma que a dos outros livros da série, mas a brevidade das investigações não nos dá tempo para fazermos as nossas próprias suposições. Apesar disso, adorei esta leitura que me entreteve algumas horas e que foi óptima companhia de verão!

Alma dos Livros— Alma dos livros 

 

Agradeço à Alma dos Livros a cedência de um exemplar de forma a partilhar convosco a minha opinião. Podem ler a minha opinião aos outros livros da série aqui.


domingo, 22 de agosto de 2021

Opinião " A Rapariga do Fim" , Leslie Wolfe

Sinopse

Aqui.

Opinião 

A Rapariga do Fim 

A Rapariga do Fim é o quarto volume da série de Leslie Wolfe que acompanha os crimes investigados pela agente especial Tess Winnett. Gosto muito dos livros desta série porque me fazem lembrar a série televisiva "Mentes Criminosas", pois as investigações focam-se muito no profile do assassino, na análise comportamental que nos leva a perceber as suas motivações e próximos passos.

A Rapariga do Fim começa com o aparente suicídio de uma modelo famosa, mas Tess recusa-se a aceitar esta tese de suicídio, uma vez que consegue ver mais além no local do crime. Tess é super perspicaz e apesar de gostar de trabalhar sozinha nota-se o esforço que tem vindo a fazer para ser mais sociável principalmente com Michowsky e Fradella.

Neste livro somos confrontados com um serial killer com uma motivação muito diferente e com uma metodologia também sui generis, conseguindo manter o controlo de um jogo perigoso e recorrendo a ferramentas do nosso mundo moderno como a dark web e as redes sociais. As  vítimas do Ladrão de Vidas, a alcunha que lhe é atribuída, são toda elas famosas, sendo essa a principal pista para perseguir este criminoso implacável com uma mente distorcida.

Mais uma vez Leslie Wolfe não desiludiu, o ritmo de leitura é aquele a que já nos habituou, os capítulos curtos fazem-nos querer ler mais e mais! Gostava de ver uma relação crescer entre Tess e o agente Fradella mas parece que ainda não foi desta! 

Vou já buscar à minha estante A Rapariga da Rosa, o volume que se segue! 



quinta-feira, 15 de abril de 2021

Mistério em Nine Elmes, Robert Bryndza

Sinopse

Kate Marshall era uma jovem e promissora detetive da polícia londrina quando apanhou o famoso assassino em série que operava na região de Nine Elms. Mas a sua maior vitória transformou-se de súbito num pesadelo devido a uma série de circunstâncias inesperadas. Traumatizada, traída e publicamente vilipendiada, Kate pouco pôde fazer enquanto via a sua carreira ser julgada na praça pública.

Mais de quinze anos passados desde esses acontecimentos, embora o seu tempo na polícia esteja ainda bem presente, vive agora uma vida tranquila numa cidade pacífica da costa inglesa. Um dia, porém, Kate recebe uma carta de alguém que faz parte do seu passado e é novamente lançada para a mente distorcida de um assassino que conhece demasiado bem, vendo-se envolvida nos meandros de um caso que só ela poderá resolver.

Com um talento invulgar para entrar na mente criminosa, Kate recorre às suas prodigiosas e há muito descuradas competências de investigadora para enfrentar um caso cujo sucesso promete redenção. Mas há demasiado em jogo: não é só Kate que quer apanhar o assassino… ele também a quer encontrar.

Um thriller brilhante, misterioso e inteligente.

 

Mistério em Nine Elms

 

Opinião  

Mistério em Nine Elms, de Robert Bryndza, foi a minha maravilhosa estreia com este autor, nesta sua nova série protagonizada por Kate Marshall.

Kate Marshal é-nos apresentada como uma jovem detective da polícia, responsável por desvendar a identidade do Canibal de Nine Elms. No entanto, esta vitória acabou com a sua carreira e condicionou em larga escala a sua vida pessoal. Quinze anos depois deparamo-nos com uma Kate professora de criminologia, com problemas de alcoolismo e que tenta todo o custo manter o passado bem longe. Mas o destino tem outros planos, e, após receber uma carta de uma família desesperada, Kate, e o seu assistente Tristan, vêm-se no meio de uma investigação com contornos familiares e assustadores.

Inicialmente tinha dado cinco estrelas a esta leitura, mas acabei por lhe tirar uma estrela, porque senti falta de algo que me surpreendesse, não consigo encontrar outro defeito neste livro que se lê muito bem, pelos seus capítulos curtos e acção constante. Mas ficou a faltar algo que me fizesse abrir a boca de espanto.

Este thriller está muito bem executado, tem um enredo verosímil, é suficientemente gráfico sem entrar em detalhes de violência gratuita e as duas linhas temporais complementam-se na perfeição, preparem-se para muitas vítimas, muitas personagens, muitas peças que encaixam devidamente.

Super recomendo e obviamente quero ler o segundo livro da série, já publicado e intitulado A Noite Está a Chegar.

A Noite Está a Chegar 

 


 

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Opinião "A Rapariga Fatal", Leslie Wolfe

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Sinopse

Quando o corpo de uma jovem é encontrado no jardim da sua própria casa, uma semana após o seu desaparecimento, as provas levam os investigadores a uma conclusão assustadora: ela não é a primeira vítima de um assassino em série que até então agira nas sombras. E, definitivamente, não será a última.

A agente especial do FBI Tess Winnett junta-se aos detetives locais em busca de respostas na intrigante investigação. O agressor deixa atrás de si uma série de indícios, mas nenhuma pista viável. Quando outro corpo é encontrado, a busca intensifica-se, fazendo emergir a invulgar imagem de marca do assassino. Ele gosta de perseguir as suas vítimas antes de sequestrá-las.

Ele gosta de lhes oferecer um vislumbre do que está para chegar. Um presságio do futuro sem retorno.

Junte-se à inteligente e implacável agente do FBI Tess Winnett e à sua experiente equipa numa verdadeira caça ao homem. Uma história de fazer parar o coração e perder o fôlego, em busca de um assassino inteligente e implacável, levando o leitor num turbilhão vertiginoso repleto de mistério, ação e suspense. 

 

Opinião

A Rapariga Fatal, de Leslie Wolfe, é o terceiro volume da série que acompanha a imbatível agente especial Tess Winnett, que ainda se encontra em recuperação no hospital devido a mazelas do seu caso anterior. O seu quarto de hospital transforma-se no centro da investigação, uma investigação difícil, que muitas vezes caminha para becos sem saída. Desta vez, uma dupla de completos psicopatas escolhem mulheres com uma tipologia muito específica, mantém-nas em cativeiro e em constante tortura até que as matam. A perspectiva do assassino é muito bem conseguida e explica-nos as suas motivações. Neste livro achei as descrições mais gráficas e aterradoras, chegando a causar-me algum desconforto.

Como aconteceu com os livros prévios, este livro tem um clima muito semelhante a um episódio de Criminal Minds, mas por algum motivo que não vos sei explicar a leitura acabou por ser um bocadinho mais lenta que nos anteriores.

O enredo é simples e tal como aconteceu em A Rapariga Sem Nome, o primeiro volume da série, há uma coincidência que para mim acaba por estragar a credibilidade do livro.

Tess mantém-se fiel a si mesma, tentando equilibrar o distanciamento social a que se auto-impõe e a sua vontade de se aproximar dos seus pares. Esta não é propriamente uma personagem inovadora, é uma agente brilhante mas com poucas capacidades sociais motivada por traumas do passado, mas acabamos por gostar dela. No fundo é uma receita que funciona.

A Rapariga Fatal foi me gentilmente cedido pela Alma dos Livros à qual agradeço imenso. Vou continuar a seguir esta série porque são livros super rápidos e uma excelente companhia para uma tarde na praia.

 

 Podem ler a opinião dos outros volumes da série aqui.

 

domingo, 17 de maio de 2020

Opinião "O Homem que Sabe Pensar", James Allen

O Homem que Sabe PensarSinopse

Aquele que cultiva um verdadeiro ideal no seu coração irá, um dia, realizá-lo. O Homem que Sabe Pensar é um clássico intemporal que tem inspirado milhares de leitores em todo o mundo, influenciado pensadores, filósofos e teólogos ao longo de décadas e décadas, e, desde que foi publicado, tem sido citado e elogiado vezes sem conta por autores das mais diversas áreas.

Carregado de conselhos práticos, conduz-nos diretamente para aquilo que é importante, sem perder tempo com discursos desnecessários. É simples, verdadeiro, profundo, e toca instantaneamente o coração dos leitores. Mostra-nos que a nossa mente guia os nossos passos ao longo do caminho da vida e que aquilo que pensamos influencia diretamente a nossa vida, algo que, muitas vezes, subestimamos.

Mas como devemos começar e onde é que podemos procurar? Como é que alcançamos a clareza de mente necessária para nos trazer a iluminação e a felicidade? Neste livro, James Allen oferece respostas claras a estas perguntas.

O Homem que Sabe Pensar é um livro extremamente bem escrito, lúcido, belo e comovente, que respira o puro ar da verdadeira espiritualidade. É uma fonte de inspiração para todos aqueles que o leem de espírito aberto e toca profundamente a alma de cada um.

Os nossos pensamentos são a semente de tudo o que acontece nas nossas vidas. Tornamo-nos naquilo que pensamos. A partir daqui, a escolha depende de nós: ou decidimos ser donos e senhores do nosso pensamento e criamos a vida que queremos, ou permanecemos focados na negatividade, na frustração e no fracasso.

Opinião

O Homem que Sabe Pensar, publicado originalmente em 1902, foi escrito por um filósofo de seu nome James Allen, um pioneiro do movimento de auto-ajuda. Esta sua obra, a mais conhecida, representa um clássico dentro do seu género e tem vindo a influenciar gerações.

Esta foi uma leitura breve e simples, mas que motivou pensamentos e reflexões que se prolongaram bem além do tempo que despendi nestas páginas.

A grande mensagem deste livro é que somos aquilo que pensamos e a nossa capacidade de moldar os nossos pensamentos é a grande força motriz que nos pode levar ao sucesso ou ao fracasso. Esta ideia é explorada até à exaustão, e, portanto, o livro acaba por ser repetitivo, adoptando um discurso muito circunferencial. Mas como é um livro tão pequeno e tão fácil de ler não se torna maçador, e aconselho-o como um mote para uma reflexão, a acompanhar um chá ou um café.

De resto, acredito que esta ideia seja reflexo da vida do próprio autor, que apesar das adversidades nunca abandonou as suas actividades intelectuais e espirituais.

Concordo apenas em parte com a visão de James Allen, naturalmente alguém com pensamentos nobres, moralmente correctos, alguém feliz e sereno enfrentará tudo com maior tranquilidade, mas nem o nosso livre arbítrio é tão soberano, nem o nosso pensamento é tão poderoso que só pela sua força consigamos alcançar tudo o que desejamos. Há mais peças neste tabuleiro da vida. No entanto, ficamos a pensar: até onde irá o nosso poder e capacidade de mudar as nossas vidas se tentarmos mudar os nossos pensamentos? Confesso que vou tentar activamente por em prática esta doutrina de James Allen; somos apenas nós na dança da causa e do efeito, O homem faz-se e desfaz-se a si mesmo.

Gostei particularmente de alguns apontamentos que Allen deixa no ar, como a importância de termos um propósito que devemos perseguir, não culparmos os outros e as nossas circunstâncias quando seguimos o caminho errado, a ocasião não faz o ladrão, o ladrão esteve sempre lá, apenas se revelou na ocasião.

Revi-me no seu pensamento de que nem sempre são valorizados aqueles que se esforçam, muitas vezes quem está de fora vê apenas o sucesso e atribui-o à sorte e ao destino.

O Homem que Sabe Pensar encerra com a mensagem da serenidade, um equilíbrio de carácter, algo que devemos almejar, acima de tudo. É uma ideia com a qual simpatizo muito, a calma é uma óptima lente! 

Termino com uma frase que quase que valida estes ensinamentos de James Allen, porque se admitirmos que tudo o que existe nasceu do pensamento, então poderá o pensamento fazer tudo o que nós quisermos: 


O maior de todos os feitos foi, no início, e durante algum tempo, um sonho.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Opinião “O Tempo das Ilusões Perdidas”, Alain-Fournier

Sinopse:

"Um romance extraordinário sobre o amor verdadeiro, a vida em liberdade e a amizade que dura para sempre. 

O Tempo das Ilusões Perdidas (Le Grand Meaulnes, na versão original), considerado um clássico da literatura francesa e mundial, é o genial e único romance de Alain-Fournier, precocemente morto durante a Primeira Guerra Mundial. Fez sonhar mais de cinco milhões de leitores, expressando de forma única a época áurea da juventude e a transição para a vida adulta. Numa pequena aldeia francesa, o pacato François Seurel, de 15 anos, narra a história da sua amizade com o alto e exuberante Augustin Meaulnes, dois anos mais velho. Mesmo com temperamentos muito diferentes, os rapazes desenvolvem um forte laço de lealdade. Impulsivo, imprudente e heroico, Meaulnes incorpora o ideal romântico da juventude, a busca do inatingível. Todos ficam cativos da sua aparência, ousadia e carisma. Certa manhã, Meaulnes perde-se a caminho da estação onde fora buscar os tios de François. Nas suas tentativas frustradas de encontrar o caminho, chega a uma propriedade com uma casa misteriosa. Exausto, adormece. Quando desperta, vê-se envolto numa atmosfera de sonho, plena de gente e de música. E há uma bela rapariga e uma alegria que se espalha pela grande casa e que domina o pátio e os bosques em redor. Quando tudo acaba, vê na noite aquela terra desaparecer no pó que as carruagens levantam na estrada. De regresso à aldeia, conta tudo a François, e o reencontro com aquele mundo perdido passa a ser a obsessão comum. E a vida de ambos jamais será como antes.” 


Opinião:

Estes últimos meses foram repletos de leituras desafiantes, leituras que me obrigaram a procurar o seu tesouro através de um quebra-cabeças difícil de resolver. É o caso desta leitura. Inicialmente, comecei a ler a obra aos pedacinhos durante a viagem de metro para o meu local de trabalho. Encontrava-me perante uma escrita agradável, fácil de ler, mas cujo conteúdo foi inicialmente um mistério. Foi preciso sentar-me no sofá durante algumas horas para perceber de que se tratava este romance de Alain-Fournier. Se por um lado senti que a leitura não correspondeu às minhas expectativas, a verdade é que senti uma enorme necessidade de refletir sobre ela. E nada melhor do que escrever uma opinião para tal! 

“O Tempo das Ilusões Perdidas” foi um título muito bem escolhido! A história desenrola-se em torno de Augustin Meaulnes e François Seurel, duas personagens muito distintas, mas com um laço de amizade inquebrável. Como nos diz a sinopse, Meaulnes experiencia uma realidade digna de um sonho, uma ilusão numa casa misteriosa. Quando este sonho termina, quando volta à aldeia onde reside, nada volta a ser como era dantes, procurando a todo o custo encontrar o caminho de volta para aquele sonho. E este foi o ponto que mais me entristeceu durante a leitura! Se por um lado é bom lutar por concretizar um sonho, por outro, o desespero resultante da sua não concretização é assustador. Ver como Meaulnes foi alterando a sua personalidade, o seu ânimo, as suas relações, a sua vida, deixando certas coisas (também elas importantes) de lado! Por outro lado, se o altruísmo é de louvar, ver onde esse altruísmo, o cumprimento de uma promessa o levou, é extremamente doloroso. Heróico, mas triste e doloroso para os que o rodeiam. 

Sinto que faltou algo na narrativa. Sinto que precisava de ler o livro outra vez para encontrar o que me faltou, para perceber melhor todo este mistério da vida de Augustin Meaulnes. Apesar de não ter sido a leitura que eu esperava, sinto que houve um pedacinho do seu mérito que me faltou encontrar e que talvez com outros olhos, noutra altura da minha vida, o encontre! Apesar de tudo, recomendo a sua leitura, mas com os olhos e a atenção devida para a sua melhor compreensão.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Opinião "A Rapariga que Sobreviveu", Leslie Wolfe

Sinopse

49764649. sy475 Laura testemunhou a morte da família, mas o choque apagou-lhe da memória tudo o que aconteceu nessa fatídica noite. O assassino pode ser qualquer pessoa. Enquanto a polícia procura que ela se recorde do que sucedeu, o homicida vai tentar matar a única testemunha viva do crime: ela.

Por puro instinto de sobrevivência, a menina de cinco anos escondeu- se até que os gritos acabassem. A seguir, um silêncio mortal invadiu a casa. Isto foi há quinze anos. Durante esse tempo, Laura Watson acreditou que o assassino da família se encontrava preso, aguardando a execução no corredor da morte. Mas, enquanto tenta seguir com a vida junto da família adotiva, não consegue libertar-se do medo e da incerteza de um dia se lembrar do que ocorreu. Quando uma aclamada psicóloga propõe a Laura ajudá-la a recuperar as lembranças, ela aceita, ansiosa por lançar alguma luz sobre o seu passado adormecido.

O que não sabe é que, quanto mais mergulha nas memórias, mais se torna um alvo para o assassino, que está à solta e não pode permitir que a verdade seja desvendada.

Opinião


A Rapariga que Sobreviveu, de Leslie Wolfe, autora bestseller de A Rapariga sem Nome é mais um livro de leitura rápida e viciante.

Neste livro, Leslie Wolfe apresenta-nos Laura Watson a única sobrevivente do horrendo crime que lhe levou toda a sua família quando ainda era criança. O trauma apagou-lhe todas as lembranças. Até ao presente Laura acreditou que o assassino da sua família estava no corredor da morte, um psicopata intitulado O Homem de Família.

É aqui que entra a já nossa conhecida agente especial Tess Winnett que ao interrogar O Homem de Família descobre que este não é responsável pelo massacre dos Watson. Assim, uma nova investigação surge, uma investigação labiríntica e cheia de becos sem saída! A cada avanço, um impasse.

Tal como aconteceu em A Rapariga sem Nome este livro fez lembrar um episódio de Criminal Minds onde o profile do psicopata é o centro da investigação.

Vou certamente continuar a ler os livros desta autora por serem rápidos e simples o que nos entretém facilmente por umas horas. Mas essa simplicidade é também ela responsável por não conseguir dar cinco estrelas a este livro, o enredo é demasiado limitado, faz-nos pensar apenas num único suspeito mas que parece tão inverosímil que não queremos acreditar!

O final do livro é muito apressado mas gostei da nota explicativa pela autora nas últimas páginas, o que também mostrou algum trabalho de investigação para a criação deste livro.

Gostei da narrativa desmontada em três perspectivas, a de Tess, a de Laura e a do assassino, esta última escrita na primeira pessoa e muito bem conseguida.

Apreciava no próximo capítulo ver a Agente Tess confiar de facto em alguém e quiçá apaixonar-se! 

Agradeço à Alma dos Livros por me ter proporcionado esta leitura. 
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Podem ler a minha opinião de A Rapariga Sem Nome Aqui

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Na caixa de correio

Prometi que não comprava livros em 2020, e o mês de Janeiro já terminou por isso só faltam 11 meses de sacrifício. Ainda assim, chegaram cá a casa alguns livrinhos.

Agradecemos à Alma dos Livros, à Saída de Emergência e à Suma de Letras por nos enviarem estas novidades incríveis!

O Rouxinol de Kristin Hannah foi um presente 💖📚🎁

Querem ler algum? 





domingo, 29 de dezembro de 2019

Novidades Janeiro 2020 - Alma dos Livros

 A Rapariga que Sobreviveu, Leslie Wolfe


A FAMÍLIA DE LAURA FOI ASSASSINADA. MAS ISSO FOI SÓ O INÍCIO.

Laura testemunhou a morte da família, mas o choque apagou-lhe da memória tudo o que aconteceu nessa fatídica noite. O assassino pode ser qualquer pessoa. Enquanto a polícia procura que ela se recorde do que sucedeu, o homicida vai tentar matar a única testemunha viva do crime: ela. Por puro instinto de sobrevivência, a menina de cinco anos escondeu- se até que os gritos acabassem. A seguir, um silêncio mortal invadiu a casa. Isto foi há quinze anos.

ELA SAIU ILESA. MAS NÃO ESTÁ A SALVO.

Durante esse tempo, Laura Watson acreditou que o assassino da família se encontrava preso, aguardando a execução no corredor da morte. Mas, enquanto tenta seguir com a vida junto da família adotiva, não consegue libertar-se do medo e da incerteza de um dia se lembrar do que ocorreu.

UMA DESCIDA VERTIGINOSA ATÉ ÀS MEMÓRIAS MAIS SOMBRIAS.

Quando uma aclamada psicóloga propõe a Laura ajudá-la a recuperar as lembranças, ela aceita,  ansiosa por lançar alguma luz sobre o seu passado adormecido. O que não sabe é que, quanto mais mergulha nas memórias, mais se torna um alvo para o assassino, que está à solta e não pode permitir que a verdade seja desvendada.

 As Regras para a Vida, Florence Scovel Shinn

UM DOS MAIORES SUCESSOS DA LITERATURA ESPIRITUAL

A maioria das pessoas considera a vida uma batalha, mas a vida não é uma batalha, é um jogo. É um jogo de dar e receber. Um jogo para que as nossas almas aprendam. E o primeiro passo para o sucesso é ser-se feliz consigo mesmo. A vida tem um sentido. Um significado que podemos quando aprendemos a viver seguindo as regras do jogo. Nem sempre podemos controlar os nossos pensamentos, mas podemos controlar as nossas palavras, e a repetição daquilo que dizemos influencia e imprime uma imagem no nosso subconsciente.

UMA MENSAGEM INTEMPORAL PARA UMA VIDA PRÓSPERA E FELIZ

Não existem amigos nem inimigos. Existem professores. O medo, o sofrimento, a ansiedade, a angústia... não são obrigatórios para a aprendizagem mas graças a eles aprendemos e evoluímos em direção ao nosso verdadeiro destino. Devemos preparar-nos para aquilo que queremos, mesmo quando não vislumbramos ainda o menor sinal de que isso venha a acontecer. Existe um lugar que apenas você pode preencher, algo que deve fazer, e que nunca, em lugar algum, alguém poderá fazer por si. Não negligencie o poder das pequenas coisas, pois pequenos começos têm grandes finais. Tudo aquilo de que precisa já está no seu caminho.

 Meditações para a Manhã e para a Noite, James Allen

UMA INICIAÇÃO À ARTE DE MEDITAR

Podemos ler um milhar de livros e artigos sobre meditação, até podemos saber muito sobre o assunto na teoria, mas, se não praticarmos, todos os livros e estudos serão uma perda de tempo. O que é a meditação? Para que serve? Como começar a meditar? Encontre um breve momento para ler este livro, descubra as suas sementes de sabedoria e veja a sua vida transformar-se.
 
UM MÊS PLENO DE REFLEXÕES

Meditações para a Manhã e para a Noite reúne belas meditações para alimentar a mente e apaziguar a alma, revelando a essência da sua visão num mês pleno de reflexões. Em cada uma delas, James Allen oferece-nos a força da verdade e a bênção do conforto, na forma de jóias espirituais da sabedoria. Refletindo as experiências mais profundas do coração, a sua missão é simples: elevar a alma do seu leitor.
 
MOMENTOS DE PAZ E INTROSPEÇÃO EM CADA DIA

Seja no trabalho, seja nos momentos de lazer, nos dias de alegria ou de tristeza, com sol ou com chuva, as palavras destas meditações certamente servirão de inspiração e abrigo, proporcionando momentos de paz e introspeção em cada dia.
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