Sinopse
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Antes do meu mundo desabar, eu tinha tudo. A carreira de sucesso com que sempre sonhara. A bela casa onde podia sentar-me e relaxar confortavelmente depois de um longo dia de trabalho. O marido mais bonito e dedicado que poderia desejar, cujo sorriso encantador sempre me fizera sentir segura. Até hoje nunca tinha perdido um doente. Até hoje nunca tinha operado ninguém que odiava. Quando declarei o óbito, a minha voz estava firme: «Hora da morte 13:47». Todo o pessoal, médicos e enfermeiros na sala de operações ficaram em silêncio à minha volta, a olhar para mim, confusos e preocupados. As minhas mãos tremiam dentro das luvas. O meu olhar deslizou pelas frias paredes de azulejo, com o coração a bater aceleradamente dentro do meu peito. Se tivesse sabido antes de quem se tratava teria pedido a um colega que me substituísse. Ninguém estranharia; é um procedimento habitual não operar amigos, familiares ou... qualquer outra pessoa que possa comprometer a capacidade do cirurgião agir na sala de operações. Teria sido fácil. Mas que outra escolha podia ter feito depois de o reconhecer na sala de operações? E o que vou fazer para me proteger, se alguém descobrir?

Começo por dizer que sou fã da Leslie Wolfe, não amei todos os livros que li da autora, mas foram, na sua maioria, livros de leitura rápida e viciante, em que me senti imergida num episódio de criminal minds. A Cirurgiã foi provavelmente o livro da autora que mais me desiludiu. É um livro que foge às suas temáticas habituais, mas, apesar disso, eu tinha bastante curiosidade nesta leitura.
A protagonista, a Dr. Anne Wiley, é uma cirurgiã cardio-torácica de sucesso, que fica devastada quando perde o seu primeiro paciente, ao fim de mais de uma década de trabalho, o que para mim sendo cirurgiã, foi desde logo algo inverosímil. Mas estaria disposta a esquecer este facto ficcionado, não fosse o caso do enredo deste livro ser pobre e a ação arrastada. Não consegui simpatizar com a protagonista, nem com nenhuma das personagens apresentadas. A par da trama principal, a morte de um doente na mesa de operações de forma inesperada, é nos apresentado também uma espécie de triângulo amoroso previsível e que pouco acrescentou à narrativa.
A leitura foi rápida porque a escrita da autora é fácil, mas não foi propriamente um livro viciante. Gostei do final e mantenho a minha vontade de terminar a série da agente especial Tess Winnett e ler os outros livros publicados pela autora, mas realmente este stand alone esteve muito longe de me encher as medidas.
🌟🌟🌟
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A Rapariga que Desapareceu, de Leslie Wolfe, é o sexto volume da série que acompanha a carismática agente especial do FBI Tess Winnet. Neste episódio, uma menina de 8 anos, Paige, é raptada duma forma muito audaciosa, fazendo suspeitar do envolvimento de uma ligação ao crime organizado. As hipóteses de encontrar Paige com vida diminuem a cada segundo e, por isso, desde a primeira página, ficamos presos às pistas que Tess vai seguindo porque queremos que tudo corra por melhor.
Tess, no seu trabalho enquanto profiler,costuma perseguir assassinos em série e, por isso, senti falta neste livro da análise comportamental que ela costuma fazer, ao estilo de Criminal Minds. Talvez tenha sido esse o motivo pelo qual gostei menos deste livro do que dos que o antecederam.
A velocidade de leitura e a fluidez da narrativa são similares aos outros volumes da série o que faz com que A Rapariga que Desapareceu seja um óptimo entretenimento. E claro que vou querer ler os próximos livros da autora, já que fico mega ansiosa quando um é lançado.
Temos fãs da Leslie Wolfe e da Tess por aí?
Agradeço à Alma dos Livros a cedência de um exemplar de forma a partilhar convosco a minha opinião. Podem ler a minha opinião aos outros livros da série aqui.
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A Rapariga da Rosa, da minha estimada Leslie Wolfe, é o quinto volume da série que acompanha a agente especial do FBI Tess Winnett. Neste livro estão reunidos três casos: A Rapariga da Rosa, Marcada para a Morte e Morte nas Alturas. Confesso que ficaria mais satisfeita com um livro interirinho para cada um dos casos, assim soube-me a pouco e fiquei a sentir falta de mais detalhe.
Na primeira história Kaylee de 15 anos desaparece e um novo namorado levanta muitas suspeitas. Gostei bastante deste caso por ser mesmo sinistro. Em Marcada para a Morte, Tess enfrenta o Assassino das Palavras, um sórdido serial killer que deixa nos corpos das vítimas um número e uma letra. Que mensagem quererá transmitir? Em Morte nas Alturas o corpo de uma mulher é encontrado, por sorte, no alto mar com evidencia de ter caído de uma altura abismal. Como terá ido ali parar?
Este livro lê-se muito bem, constitui uma leitura super rápida e fluída em tudo similar às obras precedentes.
Já me tinha apercebido que a autora repete-se em algumas questões, se calhar para permitir que cada livro possa ser lido isoladamente, mas parece-me desnecessário estar sempre dizer que a Tess tem uma taxa de sucesso de 100% (já percebemos que ela é fantástica) e que o seu amigo Cat deve a sua alcunha a uma tatuagem e que o Dr. Rizza faz uma dieta líquida desde que a mulher faleceu. Mas vamos desculpar a Leslie neste pequeno pormenor.
A essência de A Rapariga da Rosa é a mesma que a dos outros livros da série, mas a brevidade das investigações não nos dá tempo para fazermos as nossas próprias suposições. Apesar disso, adorei esta leitura que me entreteve algumas horas e que foi óptima companhia de verão!
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A Rapariga do Fim é o quarto volume da série de Leslie Wolfe que acompanha os crimes investigados pela agente especial Tess Winnett. Gosto muito dos livros desta série porque me fazem lembrar a série televisiva "Mentes Criminosas", pois as investigações focam-se muito no profile do assassino, na análise comportamental que nos leva a perceber as suas motivações e próximos passos.
A Rapariga do Fim começa com o aparente suicídio de uma modelo famosa, mas Tess recusa-se a aceitar esta tese de suicídio, uma vez que consegue ver mais além no local do crime. Tess é super perspicaz e apesar de gostar de trabalhar sozinha nota-se o esforço que tem vindo a fazer para ser mais sociável principalmente com Michowsky e Fradella.
Neste livro somos confrontados com um serial killer com uma motivação muito diferente e com uma metodologia também sui generis, conseguindo manter o controlo de um jogo perigoso e recorrendo a ferramentas do nosso mundo moderno como a dark web e as redes sociais. As vítimas do Ladrão de Vidas, a alcunha que lhe é atribuída, são toda elas famosas, sendo essa a principal pista para perseguir este criminoso implacável com uma mente distorcida.
Mais uma vez Leslie Wolfe não desiludiu, o ritmo de leitura é aquele a que já nos habituou, os capítulos curtos fazem-nos querer ler mais e mais! Gostava de ver uma relação crescer entre Tess e o agente Fradella mas parece que ainda não foi desta!
Vou já buscar à minha estante A Rapariga da Rosa, o volume que se segue!
Kate Marshall era uma jovem e promissora detetive da polícia londrina quando apanhou o famoso assassino em série que operava na região de Nine Elms. Mas a sua maior vitória transformou-se de súbito num pesadelo devido a uma série de circunstâncias inesperadas. Traumatizada, traída e publicamente vilipendiada, Kate pouco pôde fazer enquanto via a sua carreira ser julgada na praça pública.
Mais de quinze anos passados desde esses acontecimentos, embora o seu tempo na polícia esteja ainda bem presente, vive agora uma vida tranquila numa cidade pacífica da costa inglesa. Um dia, porém, Kate recebe uma carta de alguém que faz parte do seu passado e é novamente lançada para a mente distorcida de um assassino que conhece demasiado bem, vendo-se envolvida nos meandros de um caso que só ela poderá resolver.
Com um talento invulgar para entrar na mente criminosa, Kate recorre às suas prodigiosas e há muito descuradas competências de investigadora para enfrentar um caso cujo sucesso promete redenção. Mas há demasiado em jogo: não é só Kate que quer apanhar o assassino… ele também a quer encontrar.
Um thriller brilhante, misterioso e inteligente.

Mistério em Nine Elms, de Robert Bryndza, foi a minha maravilhosa estreia com este autor, nesta sua nova série protagonizada por Kate Marshall.
Kate Marshal é-nos apresentada como uma jovem detective da polícia, responsável por desvendar a identidade do Canibal de Nine Elms. No entanto, esta vitória acabou com a sua carreira e condicionou em larga escala a sua vida pessoal. Quinze anos depois deparamo-nos com uma Kate professora de criminologia, com problemas de alcoolismo e que tenta todo o custo manter o passado bem longe. Mas o destino tem outros planos, e, após receber uma carta de uma família desesperada, Kate, e o seu assistente Tristan, vêm-se no meio de uma investigação com contornos familiares e assustadores.
Inicialmente tinha dado cinco estrelas a esta leitura, mas acabei por lhe tirar uma estrela, porque senti falta de algo que me surpreendesse, não consigo encontrar outro defeito neste livro que se lê muito bem, pelos seus capítulos curtos e acção constante. Mas ficou a faltar algo que me fizesse abrir a boca de espanto.
Este thriller está muito bem executado, tem um enredo verosímil, é suficientemente gráfico sem entrar em detalhes de violência gratuita e as duas linhas temporais complementam-se na perfeição, preparem-se para muitas vítimas, muitas personagens, muitas peças que encaixam devidamente.
Super recomendo e obviamente quero ler o segundo livro da série, já publicado e intitulado A Noite Está a Chegar.

Podem ler a opinião dos outros volumes da série aqui.
Sinopse
O Tempo das Ilusões Perdidas (Le Grand Meaulnes, na versão original), considerado um clássico da literatura francesa e mundial, é o genial e único romance de Alain-Fournier, precocemente morto durante a Primeira Guerra Mundial. Fez sonhar mais de cinco milhões de leitores, expressando de forma única a época áurea da juventude e a transição para a vida adulta. Numa pequena aldeia francesa, o pacato François Seurel, de 15 anos, narra a história da sua amizade com o alto e exuberante Augustin Meaulnes, dois anos mais velho. Mesmo com temperamentos muito diferentes, os rapazes desenvolvem um forte laço de lealdade. Impulsivo, imprudente e heroico, Meaulnes incorpora o ideal romântico da juventude, a busca do inatingível. Todos ficam cativos da sua aparência, ousadia e carisma. Certa manhã, Meaulnes perde-se a caminho da estação onde fora buscar os tios de François. Nas suas tentativas frustradas de encontrar o caminho, chega a uma propriedade com uma casa misteriosa. Exausto, adormece. Quando desperta, vê-se envolto numa atmosfera de sonho, plena de gente e de música. E há uma bela rapariga e uma alegria que se espalha pela grande casa e que domina o pátio e os bosques em redor. Quando tudo acaba, vê na noite aquela terra desaparecer no pó que as carruagens levantam na estrada. De regresso à aldeia, conta tudo a François, e o reencontro com aquele mundo perdido passa a ser a obsessão comum. E a vida de ambos jamais será como antes.”
Laura testemunhou a morte da família, mas o choque apagou-lhe da memória tudo o que aconteceu nessa fatídica noite. O assassino pode ser qualquer pessoa. Enquanto a polícia procura que ela se recorde do que sucedeu, o homicida vai tentar matar a única testemunha viva do crime: ela.