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domingo, 13 de agosto de 2017

Opinião "O Anjo da Morte", M. J. Arlidge

Sinopse: 

UMA CELA FECHADA.
UM CORPO ESCRUPULOSAMENTE MUTILADO
JAZ NO SEU INTERIOR?


"Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.

Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo. Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer? se não quiser tornar-se a sua próxima vítima."

Opinião:

Este é o sexto livro da série Helen Grace, uma série policial publicado pela topseller, que já conquistou imensos fãs. Eu,apesar de ser fã de Helen Grace, tenho de admitir que no seu último livro fiquei um pouco desiludida com o autor e à espera de mais. Contudo, a curiosidade de ler o próximo manteve-se até porque saber o destino da personagem era imperativo. 

Neste livro, encontramos Helen fora do seu ambiente natural e a adaptar-se a uma situação em que fica claramente em desvantagem sem ninguém para a apoiar. Quando começam a ocorrer assassinatos na prisão, o seu primeiro instinto é, naturalmente, investigar. Porém rapidamente se apercebe que ali não existe a mesma vontade de chegar à verdade como numa esquadra. Além disso, ali encontra-se destituída de todo o seu poder e com um novo conjunto de regras que muda a cada instante. 

Por outro lado, também mostra a luta das suas colegas polícias cá fora para tentarem demonstrar a sua inocência, assim como todos os conflitos que acontecem de momento na antiga Esquadra onde Helen reinava. Entre estas duas investigações a leitura passa a correr e chegamos ao fim sem reparar que as páginas do lado direito são cada vez menos.

Apesar de não ser um livro com grande evolução a nível das personagens consegue, mais uma vez, nos prender à narrativa e manter curiosos sobre como irá a nossa inspectora favorita se reerguer depois desta situação.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Opinião "Na Boca do Lobo", M. J. Arlidge

Sinopse:

"Quando a detetive Helen Grace encontra a vítima no chão, presa a uma cadeira, percebe que não se trata apenas de um jogo sexual que terminou mal - as provas demonstram que o agressor dispusera dos meios para libertar o seu refém, mas decidira não o fazer. Ao remover a fita adesiva do rosto da vítima, Grace reconhece-a: trata-se de alguém com quem mantinha um relacionamento de que ninguém pode saber.
Helen inicia uma autêntica caça ao assassino, ao mesmo tempo que luta por manter a sua vida privada em segredo. Contudo, as várias pistas seguidas revelam-se infrutíferas, e surge um novo homicídio.
Travando uma batalha contra o tempo, Helen enfrenta uma escolha impossível: confessar os seus segredos mais obscuros e perder o controlo do caso, ou ocultar a verdade e arriscar-se a cair numa armadilha."

 

Opinião:

Demorei algum tempo após acabar a leitura deste livro a começar a escrever a opinião. E isto deve-se ao facto de ter ficado por um lado chateada e por outro desiludida com o percurso que a história levou. 

Até aqui, M. J. Arlidge tem escrito histórias com criminosos bem construídos, descrições que tanto nos fazem querer continuar a leitura como a rapidamente desviar o olhos para não vermos o que está a acontecer. E, neste livro, apesar de a segunda condição se manter, a primeira ficou, a meus olhos, um bocadinho aquém das minhas expectativas. 

Deste modo, para mim, o assassino e as suas motivações foram exactamente o que estava à espera, foi tudo um pouco previsível, o que me deixou ligeiramente irritada no final do livro. Além disso, pareceu-me que a tentativa do autor em nos distrair do assassino foi mal sucedida e  honestamente pouco trabalhada. 

No entanto, o ritmo de escrita continua viciante, continuamos a querer ler avidamente sobre o que está a acontecer. Além do mais, cria algum momentos entre as personagens Sanderson, Charlie e Helen que são muito bem escritos e nos fazem reflectir sobre alguns tópicos nas interacções entre mulheres em empregos dominados por homens. 

Contudo, o que mais me marcou neste livro, assim de forma acutilante, foi a realização do que o autor tem estado a fazer ao longo destes 5 livros com o antítese entre Emilia e Helen. Estas duas personagens com passados que dariam um filme de terror, decidem fazer algo da vida mas de formas e com valores morais muito diferentes. 

Para além disto, parece que a personagem principal Helen Grace dá dois passos atrás neste capítulo da série, num momento em que deveria estar a evoluir mais. 

Todavia deixa-nos na mesma curiosos para o que vai acontecer a seguir, até porque nada fica resolvido ou decidido neste livro. Por isso, mantenho a esperança que no próximo volume o autor se redima.