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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Novidade Assírio & Alvim - "O Eremita Viajante", Matsuo Bashô

Sinopse:

"O poema haiku não inferioriza nem zomba, não se serve do intelecto, valoriza as coisas pequenas, valendo-se da surpresa e de um reduzido vocabulário, começa ainda antes da primeira letra da primeira estrofe e acaba muito depois da última sílaba da terceira estrofe. É poesia despersonalizada, já quase fora da linguagem comum, nasce no silêncio, atravessa, como um relâmpago, o olhar do contemplador e regressa ao silêncio; e enquanto existiu pareceu durar o tempo de um movimento respiratório. Resultante em grande parte da contemplação da beleza e comportamentos da natureza, este estilo poético assume-se como fenómeno que transcende o pessoal, é puro presente, é um momento suspenso, eterno em si mas que não volta a acontecer. Nele, desaparece a separação observador/observado, para dar lugar à ausência de ego, à manifestação do sublime. No final da breve leitura do poema, o leitor arrisca-se a ser percorrido por um calafrio que não poupará nenhuma célula do seu corpo; talvez o seu olhar se semicerre e se suspenda no seio de um horizonte para além do horizonte visível; talvez assome ao canto dos seus lábios o movimento de um sorriso somente percetível pelo olhar puro das crianças e dos animais.
 
partamos em viagem
contemplemos a lua
e durmamos ao ar livre!"

Organização e Versão Portuguesa: Joaquim M. Palma
Nº páginas: 424
Coleção: Documenta Poetica

Sobre o autor:

"Poeta e viajante, Matsuo Bashô nasceu em 1644, na pequena aldeia de Ueno, e morreu a 28 de novembro de 1694. De acordo com a sua última vontade, foi sepultado nos terrenos do mosteiro de Gichu-Ji, nas margens do Lago Biwa, perto de Zeze."


Data de Lançamento: 22 de Setembro de 2016


Para mais informações, consulte o site da Porto Editora aqui

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Novidades Assírio & Alvim - Pedro Eiras, Enrique Vila-Matas, António Ramos Rosa

"Bach"

PVP : 14,40€
Última edição: 2014
                   ISBN: 978-972-37-1786-0


Sinopse:

"Este é um livro sobre Bach, assente em catorze tentativas de aproximação à sua música. Uma carta de Anna Magdalena, uma cena de montagem de um filme, as conversas de técnicos de som em Nova Iorque, os pensamentos de Etty a caminho do campo de concentração, o silêncio. Intérpretes, biógrafos, romancistas, ouvintes - regra geral, nunca se encontraram e apenas a presença da música, em séculos diferentes, os aproxima, e a eles de nós. Mas qual música, qual linguagem, beleza, angústia e desespero, se ela é a pesquisa para o intérprete, pretexto para o guerreiro, última companhia para aqueles que vão morrer?"

«Os apartamentos parecem maiores, agora. Os cravos, a espineta, o alaúde já não estão connosco, nem os violinos e as violas da gamba: o meu falecido esposo ofereceu três instrumentos de tecla a Johann Christian, que os levou; quanto aos restantes instrumentos, foram partilhados pelos irmãos, logo depois de se lavrar o inventário. Um dia vieram dois homens buscar a espineta, e na parede onde ela esteve encostada tantos anos ficou uma sombra mais clara, por o sol nunca bater ali, e um risco de tinta vermelha, raspada na parede. Sigo o risco vermelho com os dedos, esforço-me por me lembrar do som.»

Disponível a partir de 26 de Setembro

"Longe de Veracruz"

PVP:15,50€
Última edição: 2014
ISBN: 978-972-37-1782-2

Sinopse:

"Longe de Veracruz é um texto inebriante e ínsone que Enrique Vila-Matas domina com brio e fantasia. Romance de uma viagem imóvel numa geografia de sonho, tão verdadeira como fantasmagórica. Aqui, alguns seres inesperados - uma bela cantora de bolero assassina, um dentista alcoólico, um chulo, um cabeleireiro fascista, o escritor mexicano Sergio Pitol - gravitam à volta de três irmãs rivais no amor, na arte e na vida e que, como Don Juan, ostentam o nome Tenorio. Neste livro Vila-Matas demonstra-nos, mais uma vez, que só transmutado pelas armadilhas da literatura o real se torna suportável."

«O inferno é o outro. Mas também a dor de não ser esse outro. Assim se poderia resumir uma das linhas temáticas que atravessam este extravagante e sedutor romance.»
El País

«Encontram-se aqui muitos dos subtemas preferidos de Enrique Vila-Matas, o contexto familiar, a obsessão pelas viagens, os constantes brindes e alusões ao mundo da literatura contemporânea, os jogos eróticos e sexuais que banalizam as maiores tragédias, o contínuo apelo ao humor, a um sarcasmo que nega a gravidade do que se está a narrar.»
ABC Literario

Poesia Presente

PVP: 19.90€
Última edição: 2014
ISBN: 978-972-37-1790-7

Sinopse:

"Falecido em 2013, António Ramos Rosa deixou-nos uma obra poética grandiosa, pela sua qualidade e pela sua extensão. A presente antologia, preparada por Maria Filipe Ramos Rosa - sua filha - recupera o título de um projeto de antologia não concretizado que tinha sido, em tempos, idealizado pelo autor.
No prefácio a este livro José Tolentino Mendonça diz-nos, de António Ramos Rosa, ter sido alguém 

«[—] que construiu um corpus poético absolutamente invulgar, em qualidade e em dimensão, com quase oito dezenas de tomos, mas que muito poucos terão lido e acompanhado integralmente, o que fez com que tivesse saído, em grande medida, da zona de controlo da crítica literária, do radar dos média e dessa recensão condescendente trazida, em cada estação, pelo gosto dominante. Tinha estatuto cultural e reconhecimento, mas não se instalou aí a gerir prudentemente, como outros, a carreira literária. A esse nível, a sua relação com a poesia era desarmada de qualquer cálculo. Como recorda Maria Filipe Ramos Rosa na "Advertência" que encabeça este volume, "alguns livros da década de 90, […] pelo seu carácter repetitivo, lembram exercícios diários de sobrevivência", abrindo assim porta para o debate sobre o cânone roseano. Mas é impossível não sublinhar a comovente grandeza do que a expressão "exercício diário de sobrevivência" deixa supor.»


Este livro encontra-se disponível a partir de 3 de Outubro e o seu lançamento ocorre dia 17 de Outubro na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, a partir das 18:00.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Novidades Assírio & Alvim - Stefan Zweig

Mendel dos Livros- Stefan Zweig

Título: Mendel dos Livros
Autor: Stefan Zweig
N.º de Páginas: 88
PVP: 7,70 €
Coleção: Gato Maltês

"A 12 de setembro, a Assírio & Alvim lança — na coleção Gato Maltês —Mendel dos Livros, uma obra de Stefan Zweig até agora inédita em Portugal.
Traduzida diretamente do alemão por Álvaro Gonçalves, esta novela foi escrita em 1929 e publicada, em folhetim, no jornal diário vienense Neue Freie Presse, de que Zweig era colaborador permanente. Narra-se aqui a história de um judeu ortodoxo galiciano, estabelecido há anos em Viena como alfarrabista/vendedor de livros ambulante, e cujo único interesse eram os livros que comprava e vendia a universitários e académicos de Viena. Esta história constitui, espantosamente, a antecipação em mais de uma década do definhamento do próprio autor: a metáfora de um escritor, «cidadão europeu», pacifista empenhado, entregue de corpo e alma, como o próprio Mendel o era aos seus queridos livros, à criação de uma obra literária europeia com características universais, mas que, vítima da barbárie nacional-socialista, perde tudo: o seu país, a sua língua, os seus leitores da língua alemã, para quem escrevia, e o próprio sentido da vida."

Sobre o autor :

"Austríaco de ascendência judaica, Stefan Zweig nasceu em 1881 e é um dos mais importantes autores europeus da primeira metade do século XX. Dedicou-se a quase todas as atividades literárias: 
foi poeta, ensaísta, dramaturgo, novelista, contista, historiador e biógrafo. A crescente influência do nacional-socialismo na Áustria e a instauração do chamado «austrofascismo», regime fundado pelo Chanceler Engelbert Dolfuss e que se baseava na ideologia fascista de Mussolini, levam-no a abandonar a Áustria. Emigra para Inglaterra acompanhado da sua secretária Lotte — com quem se virá posteriormente a casar — e torna-se cidadão inglês em 1940. Receando não ser distinguido dos alemães e julgando correr o risco de ser considerado um enemy alien, decide partir para o Brasil, obtendo ali um visto permanente. Estabelece-se em Petrópolis onde se suicida, com a sua mulher Lotte Zweig, a 23 de fevereiro de 1942."

Novidades Assírio & Alvim - Sophia de Mello Breyner Andresen

Livro Sexto e Geografia - Sophia de Mello Breyner Andresen


Prefácio : Gustavo Rubim
N.ºPáginas: 112
PVP: 13,30
Prefácio : Frederico Lourenço
N.ºPáginas: 128
PVP: 13,30

"No próximo dia 12 de setembro chegam às livrarias as novas edições de Livro Sexto e Geografia, de Sophia de Mello Breyner Andresen, com prefácios, respetivamente, de Gustavo Rubim e Frederico Lourenço.
Embora, cronologicamente, Livro Sexto seja o sétimo livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, a autora optou por este título para vincar a opção que tinha tomado relativamente ao livro O Cristo Cigano — de facto o seu sexto livro — retirando-o da sua obra poética. Uma opção 
que só abandonou já neste novo século. 
De Geografia citamos Frederico Lourenço, no seu prefácio a esta edição: «Trata-se de um livro cujo carisma de perfeição tenho vindo a confirmar renovadamente através de sucessivas releituras ao longo de várias décadas: livro onde não encontro somente alguns dos momentos mais altos da obra da autora, porque nele se encontram alguns dos momentos mais extraordinários de toda a história da 
poesia em língua portuguesa. Digo mais: Geografia contém enunciados poéticos que disputam com famosos versos de Virgílio, de Racine e de Keats a palma do verso mais belo da literatura universal."

Sobre o autor :


"Sophia de Mello Breyner Andresen nasce a  6 de novembro de 1919 no Porto, onde passa a infância. Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem cinco filhos. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de abril, deputada à Assembleia Constituinte.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. A sua obra está traduzida em várias línguas. Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. "


domingo, 18 de maio de 2014

Novidades Assírio & Alvim - Javier Cercas

A Assírio & Alvim irá lançar este mês o novo livro de Javier Cercas. Fãs de literatura europeia? Ou de histórias sobre o conflito interior (e por vezes exterior) próprio da adolescência? Parece-nos que vale a pena conhecer esta "fronteira". 


As Leis da Fronteira


Pré-lançamento: disponível a partir de 23-05-2014
Última edição: 2014
Páginas: 416
ISBN: 9789723717716
Goodreads: mais informação aqui.


Sinopse

Uma impetuosa história de amor e desamor, de enganos e violência, de lealdades e traições, de enigmas por resolver e de vinganças inesperadas.

No verão de 1978, com Espanha a sair ainda do franquismo e sem ter entrado definitivamente na democracia, quando as fronteiras sociais e morais parecem mais porosas do que nunca, um adolescente chamado Ignacio Cañas conhece por acaso Zarco e Tere, dois delinquentes da sua idade, e esse encontro mudará para sempre a sua vida. Trinta anos mais tarde, um escritor recebe o encargo de escrever um livro sobre Zarco, transformado nessa altura num mito da delinquência juvenil da Transição. O que acaba por encontrar não é a verdade concreta de Zarco, mas uma verdade imprevista e universal, que nos diz respeito a todos. Assim, através de um relato que não dá um instante de trégua, escondendo a sua extraordinária complexidade sob uma superfície transparente, o romance transforma-se numa pesquisa apaixonada sobre os limites da nossa liberdade, sobre as motivações impenetráveis dos nossos actos e sobre a natureza inapreensível da verdade. Confirma também Javier Cercas como uma das figuras indispensáveis da narrativa europeia contemporânea.

Sobre o Autor

Javier Cercas nasceu em 1962, em Ibahernando, Cáceres, e publicara já vários livros (entre eles, O Inquilino) quando Soldados de Salamina obteve um sucesso sem precedentes, não só em Espanha como nos muitos países onde foi traduzido e publicado.

Javier Cercas foi distinguido com vários prémios, nomeadamente o Prémio Llibreter 2001, o Prémio Cidade de Barcelona, o Prémio da Crítica do Chile, o Prémio Salambó, o Prémio Qué Leer, o Prémio Extremadura e oPrémio para a melhor obra de ficção estrangeira, em Inglaterra.