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sábado, 11 de junho de 2016

Resultado Passatempo "A Mulher-Casa" (#28)

Chegou ao fim o passatempo do nosso Fim de Semana com a autora Tânia Ganho, no qual temos para oferecer a um dos nossos leitores um exemplar do seu último romance "A Mulher-Casa", gentilmente cedido pela Porto Editora! Quem será o sortudo que vai recebê-lo em casa?


 
Tivemos 71 participações individuais.
O sorteio foi realizado via Rafflecopter, que ditou que o vencedor é ...

 

Parabéns Diana Sampaio!

Receberá em breve um e-mail da nossa parte. Desejamos-lhe uma boa viagem literária! :)


A todos os que participaram, muito obrigada, e esperamos que continuem a tentar! Nunca se sabe quando será a vossa vez de vencer!


Boas viagens,

Bloguinhas


domingo, 15 de maio de 2016

Passatempo "A Mulher-Casa", Tânia Ganho (#28)

E para terminar mais um fim de semana bem passado com uma autora portuguesa, temos um passatempo! Um dos nossos leitores poderá ganhar a obra mais recente de Tânia Ganho, "A Mulher-Casa". Temos a certeza que a nossa entrevista com a autora vos aguçou a curiosidade para a história de Mara, e gostaríamos de agradecer mais uma vez à Tânia Ganho por nos ceder o seu livro para este passatempo!

 
As participações são válidas até ao dia 5 de Junho de 2016 (às 22h59). Leiam atentamente as regras de participação. O vencedor será contactado por email. O envio do livro está a cargo do blogue


Regras de Participação:

1. Apenas será permitida uma participação por pessoa/email.
2. Para participar é obrigatório ser seguidor do blog Bloguinhas Paradise. 
3. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página do Facebook de Bloguinhas Paradise. (Para efeitos de contagem da participação use o botão de visita da página disponível no formulário.)
4. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página do Facebook da Porto Editora. (Para efeitos de contagem da participação use o botão de visita da página disponível no formulário.)
5. O vencedor será determinado pela aleatorização das participações.
6. Neste passatempo apenas serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7. O blogue não se responsabiliza por eventuais extravios dos CTT.




Pensamento do Dia


"A vulnerabilidade acarreta a tristeza, que chega num movimento fluído de maré e a submete devagarinho."

Tânia Ganho

sábado, 14 de maio de 2016

Pensamento do Dia

"Morrer deve ser um pouco assim, pensa, este desfocar da realidade, esta redução de tudo a partículas de energia que viram e coalescem, esta quase cegueira branca que se faz acompanhar de um envolvente silêncio."


Tânia Ganho

Posso Perguntar? Posso? - com Tânia Ganho

Sobre a autora:

"Tânia Ganho nasceu em Coimbra, onde estudou e deu aulas de tradução como assistente convidada da Universidade. Depois de ter feito legendagem de filmes durante vários anos e de ter passado pela redação da SIC como tradutora de informação, decidiu dedicar-se exclusivamente à literatura. É tradutora de autores como David Lodge, Ali Smith, Rachel Cusk, Chimamanda Ngozi Adichie, Annie Proulx, Abha Dawesar, Jeanette Winterson e Anaïs Nin, entre muitos outros. Tem já publicados os romances A Vida sem Ti, Cuba Libre, A Lucidez do Amor e A Mulher-Casa, estes últimos na Porto Editora."


Entrevista:

Quando é que começou a escrever?

Aos doze anos comecei a escrever poemas, contos e diários. Os poemas eram muito maus e naturalmente desisti deles; com os contos ganhei um prémio literário; os diários acompanharam-me até aos vinte e poucos anos, altura em que os queimei.


Sempre se dedicou à escrita? O que a fez começar a escrever?

Lembro-me de passar horas, quando andava no jardim-escola, a escrever contos de fadas num caderno, que depois dava à mãe da minha melhor amiga para ela os corrigir. A minha relação com o mundo passou sempre pela escrita, pelo uso da escrita como mediador entre mim e a realidade, como se as coisas e os sentimentos só se tornassem reais depois de transformados em palavras e frases no papel.


Qual é o primeiro livro que se recorda de ler?

Um livro de contos tradicionais que me ofereceram num aniversário.


Qual é o próximo livro na sua lista de leitura?

O livro mais recente da Rachel Cusk.


Quais são os seus livros preferidos? E autores?

Os diários de Anais Nin, os diários de Virgínia Woolf, os contos de Doris Lessing, a ficção de Margaret Atwood, os romances de Joyce Carol Oates, toda a prosa da Chimamanda Adichie, a poesia completa de Anne Sexton, a poesia completa de Dorianne Laux, O Amante de Marguerite Duras, Siri Hustvedt, Rachel Cusk, Emmanuelle Pagano, Claire Castillon, os contos de Sophia, os contos da Patrícia Reis, a obra da Ana Teresa Pereira e e e... a lista é longa. E é uma lista só com nomes de mulheres, para contrabalançar todas as listas só com nomes de homens que circulam no mundo. 


Qual a melhor companhia para um livro? Um café, a praia, o quentinho do sofá?

Um sofá no Inverno. Uma praia no Verão. Gosto de abrir livros no Inverno e ver cair a areia do Verão.


O que a inspirou ao escrever A Mulher-Casa?

Os três anos que vivi em Paris nas águas-furtadas da École Militaire.


Como tem sido a reacção dos leitores ao seu livro?

A Mara já recebeu algumas cartas de amor. 


Gostava de ver A Mulher-Casa adaptado ao cinema/televisão?

O livro presta-se a isso. É muito cinematográfico. E a protagonista seria interpretada pela Marion Cotillard.


De todos os seus livros, qual é que lhe deu mais prazer de escrever?

A Mulher-Casa.


Quando escreve vai mostrando a alguém ou só no final pede opinião? E quem é a primeira pessoa a quem mostra o seu trabalho?

Só dou a ler o meu trabalho no fim, nunca durante o processo de escrita. Não gosto sequer de falar de um livro enquanto o estou a escrever. E dou-o sempre à minha mãe. É a minha primeira leitora.


O que diria a alguém que se estiver a iniciar como autor? 

É fundamental ler, ler, ler.


Quais são os seus projectos para o futuro?

Acabar o meu próximo livro. 


Agradecemos à Tânia Ganho, por se ter disponibilizado para responder a esta entrevista.
Desejamos-lhe as maiores felicidades e sucesso!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Opinião "A Mulher-Casa", Tânia Ganho

Sinopse:

“Ela é uma modista de chapéus pouco conhecida; ele, um ghostwriter de políticos menores e personalidades duvidosas. Quando trocam a pacata Aix-en-Provence pela imponente Paris, levam consigo toda uma bagagem de sonhos e promessas de glamour. Porém, o crescente sucesso profissional do marido depressa reduz Mara ao papel de mãe e dona de casa, arrastando-a para um abismo de solidão e desencanto. É então que se envolve com Matthéo, um jovem chef mais novo do que ela, e de súbito se vê enredada numa espiral de sentimentos contraditórios onde a lealdade, a luxúria e o dever encerram as agonizantes perguntas: poderá uma adúltera ser uma boa mãe? Poderá ela esperar que este amor proibido a salve de si mesma e da sua falta de fé?”


Opinião:

Creio que será difícil transmitir com as palavras certas a minha opinião relativamente a esta obra, assim como foi difícil atribuir-lhe um classificação no goodreads. No entanto, vou tentar fazê-lo da melhor maneira possível. Para começar, estava bastante curiosa com a leitura deste livro, uma vez que nunca li nada de Tânia Ganho. No entanto, não era bem disto que estava à espera.

“A Mulher-Casa” traduz uma realidade bastante comum não só nos dias de hoje, mas também do passado e do futuro. Se por um lado antigamente era costume a mulher ficar em casa, nos dias de hoje isso também acontece. Mudam os motivos, o número de casos, mas é algo que se vê e que se verá no futuro também. E aqui há que reconhecer um grande mérito à autora por trazer ao papel uma temática que apesar de muito falada antigamente por motivos óbvios, acaba por ser um pouco esquecida na actualidade em que vivemos.

A narrativa desenrola-se essencialmente em torno de Mara. Como podemos ler na sinopse, “o crescente sucesso profissional do marido depressa reduz Mara ao papel de mãe e dona de casa, arrastando-a para um abismo de solidão e desencanto”. E é basicamente nesta premissa que assenta toda a obra, tendo Tânia Ganho demonstrado ser capaz de traduzir em pleno esta realidade.

No entanto, apesar de a premissa me ter cativado e me ter dado vontade de ler o livro, a verdade é que não fui conquistada pela mesma. Mas não consigo encontrar nenhuma culpa nem na obra nem na autora. Acabei por atribuir apenas 4 estrelas ao livro por este motivo. Está muito bem escrito e muito bem descrito. No entanto, penso que não é o “meu livro”, talvez por não me identificar com Mara, talvez por não aceitar certas decisões e escolhas. E com isso sinto-me um pouco frustrada por não conseguir atribuir mais estrelas à obra, pois acho que ela tem muita qualidade.

Assim, não quero ser mal interpretada nesta opinião. É perfeitamente possível que quem for ler esta obra a ache brilhante e que seja uma das suas obras favoritas, assim como é verdade que a Tânia Ganho é uma excelente escritora.



Um Fim de Semana com ...

Para este mês de Maio voltamos a trazer para este nosso cantinho a companhia de mais um escritor português. Alguém consegue adivinhar quem é? :)
 
Tânia Ganho
 
E porque nunca é demais reforçar, fiquem atentos ao longo deste fim-de-semana, ao qual daremos início ainda hoje com a publicação da entrevista com a autora!

Desejamos-vos um bom fim-de-semana!!!