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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Resultado do Passatempo "Rua Direita"


Mais um dos nossos passatempos chega ao fim, e, apesar de com alguma demora, chegou o momento de revelar quem vai receber em casa um exemplar de "Rua Direita", cedido pelo autor, Anderson Borges Costa :)



Tivemos 62 participações, sendo que 43 foram válidas.
O sorteio foi realizado via random.org, que ditou que o vencedor é...







Parabéns Inês Abadesso!


Receberá em breve um e-mail da nossa parte. Desejamos-lhe uma boa viagem literária! :)


A todos os que participaram, muito obrigada, e esperamos que continuem a tentar! Nunca se sabe quando será a vossa vez de vencer!

Boas viagens,

Bloguinhas

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Passatempo - "Rua Direita" (#6)


Para comemorar mais uma etapa alcançada (300 seguidores), temos para oferecer um livro da Chiado Editora, desta vez com a colaboração do autor, Anderson Borges Costa, que gentilmente nos cedeu uma cópia do seu Rua Direita para partilharmos com os nossos leitores. A opinião da Bárbara acerca da obra já está disponível!

Sinopse

"Charles Chaplin? Arnaldo Antunes? Rita Lee? Noel Rosa? Glauber Rocha? Tarsila do Amaral? Racionais MCs? Chico Buarque? Quentin Tarantino? Sons, quadros, letras e imagens invadem a mente de um homem que perambula durante um dia, talvez, algumas horas, talvez uma vida inteira, pela Rua Direita, no centro de São Paulo. Ele tem fome e deseja se alimentar. Durante sua busca por comida, o protagonista vê desfilar pela rua, de forma desordenada como a arquitetura da cidade de São Paulo, várias manifestações e aspectos da cultura brasileira, como o carnaval, o futebol e as injustiças sociais. A fome do personagem principal é uma referência à Antropofagia, de Oswald de Andrade. A narrativa está amarrada por uma cachoeira de citações e referências literárias, musicais, cinematográficas, artísticas e históricas, construindo uma espécie de teia sobre a qual se tece o enredo. Quem pautará o próximo passo no calçadão?"


Sobre o Autor

Anderson Borges Costa nasceu em São Paulo em 29 de janeiro de 1965. É autor de contos e poemas. Formado e pós-graduado em Letras pela Universidade de São Paulo (em Português, Inglês e Alemão), é professor de Português, de Literatura Brasileira e de Inglês. É também crítico literário. Rua Direita é o seu primeiro romance.


As participações são válidas até ao dia 4 de Outubro de 2014. O vencedor será contactado por email. O envio do livro é da responsabilidade do blogue, sendo que não nos responsabilizamos por eventuais extravios.

Regras de Participação

1. Apenas será permitida uma participação por pessoa/email.
2. Para participar é obrigatório ser seguidor do Bloguinhas Paradise
3. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página do Facebook de Bloguinhas Paradise
4. O vencedor será determinado pela aleatorização das participações válidas.
5. Neste passatempo apenas serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.




segunda-feira, 21 de julho de 2014

Opinião - "Rua Direita", Anderson Borges Costa

Sinopse

Edição: 2013
Páginas: 160
ISBN: 978-989-51-0797-1
Goodreads: mais informação aqui.
"Charles Chaplin? Arnaldo Antunes? Rita Lee? Noel Rosa? Glauber Rocha? Tarsila do Amaral? Racionais MCs? Chico Buarque? Quentin Tarantino? Sons, quadros, letras e imagens invadem a mente de um homem que perambula durante um dia, talvez, algumas horas, talvez uma vida inteira, pela Rua Direita, no centro de São Paulo. Ele tem fome e deseja se alimentar. Durante sua busca por comida, o protagonista vê desfilar pela rua, de forma desordenada como a arquitetura da cidade de São Paulo, várias manifestações e aspectos da cultura brasileira, como o carnaval, o futebol e as injustiças sociais. A fome do personagem principal é uma referência à Antropofagia, de Oswald de Andrade. A narrativa está amarrada por uma cachoeira de citações e referências literárias, musicais, cinematográficas, artísticas e históricas, construindo uma espécie de teia sobre a qual se tece o enredo. Quem pautará o próximo passo no calçadão?"



Opinião

Gostaria, em primeiro lugar, de agradecer a gentileza do autor, Anderson Borges Costa, que nos cedeu um exemplar de “Rua Direita”.

Aproveito ainda para reiterar a minha crença de que os Prefácios deviam dar definitivamente lugar a Posfácios, pois fui novamente surpreendida por revelações acerca da história ainda antes de a ler e que gostava de ter descoberto por mim mesma. Para além disso, penso que a leitura do texto de Carlos Felipe Moisés é de mais fácil compreensão após a leitura da obra.

Fechados estes reparos (manias minhas!), passo à verdadeira opinião sobre a obra.

1905 – Desfile de Carnaval na Rua Direita. 
Foto: Gustavo Machado da Costa/AE
Para falar de “Rua Direita”, devo dividir a obra em três partes, que marcaram também o meu ritmo de leitura.

Numa primeira fase, somos apresentados ao protagonista, um sem-abrigo que tem fome. Esta simples descrição é tão completa como insuficiente, pois ninguém pode ser reduzido a meia dúzia de palavras, nem um mero sujeito lírico como este. No entanto, é esta fome que o guia através do labirinto em que se transforma a Rua Direita, e que cria um constante aperto no ventre do próprio leitor. Não consegui deixar de me sentir angustiada à medida que seguia as desventuras desta pessoa, que encerra em si um mundo de cultura e personalidade, tão grandes quanto a sua fome.

Edifício Guinle
Passamos então a uma segunda parte da narrativa, em que a consciência do protagonista começa a perder-se para um cenário de alucinações. A passagem é progressiva, mas notória. Foi nesta fase que, confesso, a leitura começou a tornar-se mais difícil para mim – os mesmos jogos de palavras que me cativaram ao início começam a tornar-se mais cerrados e cansativos. O protagonista torna-se espectador, e a narrativa parece não avançar.


Na terceira parte há um retorno à lucidez relativa, e o protagonista ganha uma voz. Voltei a sentir a curiosidade inicial sobre o que o destino guardava para o nosso “herói”, se alguma vez conseguiria saciar a sua fome, até ao final do livro.

Em conclusão, para mim a obra ganhava se fosse reduzida a parte intermédia, e não acho que isso levasse à perda de significado. Um dos pontos que mais me agradou foi o facto de o narrador nos conseguir fazer sofrer realmente pelo protagonista, e pela sua condição, percebida pelos outros, de “não-humano”.





P.S. Fiquem com a bela memória de infância do protagonista, para vos transportar também para a calçada da Rua Direita.