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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Opinião “Um Fogo Lento”, Paula Hawkins

Sinopse:

“O livro mais aguardado do ano.
O novo êxito da autora bestseller mundial.

Um homem é encontrado brutalmente assassinado em Londres, dentro de um barco, o que levanta uma série de questões sobre três mulheres que o conheciam. Laura é a jovem problemática que foi vista pela última vez com a vítima. Carla é a tia inconsolável, ainda de luto por outro familiar falecido pouco tempo antes. E Miriam é a vizinha bisbilhoteira que encontrou o corpo coberto de sangue, mas que claramente esconde segredos da polícia. Três mulheres com ligações distintas a este homem. Três mulheres consumidas pelo ressentimento que estão ansiosas por se vingarem do mal que lhes foi infligido. E, quando toca a vingança, mesmo as melhores pessoas são capazes dos atos mais terríveis.

Até onde irão estas mulheres para encontrar a paz de espírito?
E durante quanto tempo podem os segredos arder em fogo lento antes de irromperem em chamas descontroladas?

Com a mesma força com que cativou dezenas de milhões de leitores em A Rapariga no Comboio e Escrito na Água, Paula Hawkins desenvolve brilhantemente uma história inesquecível de segredos, assassínio e vingança.”


Opinião:

Foi com uma enorme curiosidade que enveredei na leitura deste thriller psicológico de Paula Hawkins, sendo esta a minha estreia com a autora. Fui atraída pelo filme A Rapariga no Comboio e por toda a publicidade envolvendo a autora, e por isso não hesitei quando me foi proposta a leitura de Um Fogo Lento.
 
No entanto, não posso dizer que esta obra tenha estado à altura das minhas expetativas, e talvez por isso tenha demorado a ler este livro, tentando protelar a leitura para uma altura em que estivesse mais disponível mentalmente para a apreciar devidamente.

Posso começar por elogiar a facilidade de leitura desta narrativa. Um Fogo Lento lê-se de uma só vez, se estiverem motivados para tal, a escrita simples prende o leitor, levando-o a querer chegar ao fim. Nesse aspecto, a escrita de Paula Hawkins faz-me lembrar a de Suzanne Collins no seu Hunger Games, em que quase nem apreciamos a obra de tanta vontade que temos de chegar ao fim. No entanto, a verdade é que quando cheguei ao fim, senti-me um pouco decepcionada, principalmente ao comparar com outros thrillers que já li.

No que diz respeito às personagens, considero-as um dos pontos mais fortes! Mesmo com pausas na leitura, não nos esquecemos delas nem das suas peculiares características, ocupando aqui a Laura um lugar de destaque. E apesar de compreender as intenções do “culpado”, a verdade é que não consegui empatizar com a personagem ao longo da obra, o que provavelmente pode ter tido alguma influência na minha apreciação global.

Ainda assim, é sempre bom ler um thriller, e deixo o meu agradecimento à Topseller pela cedência de um exemplar de avanço para divulgação, leitura e opinião.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Opinião "A Rapariga no Comboio", Paula Hawkins

Sinopse: 

"O êxito de vendas mais rápido de sempre. O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros.

Todos os dias, Rachel apanha o comboio...

No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia...

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.

De leitura compulsiva, este é o thriller do momento, absorvente, perturbador e arrepiante."

 

Opinião:

Já tinha adquirido o livro “ A Rapariga no Comboio” há bastante tempo. Contudo, deixei-o ficar na prateleira até agora. Na realidade o que reacendeu o meu interesse pela história foi o facto de a estreia da adaptação cinematográfica estar a aproximar- se e querer ver o filme apenas depois da leitura do livro.

Devido a todo o mediatismo da obra e do filme nele inspirado, as minhas expectativas na partida para a leitura eram elevadas, o que a maior parte das vezes acaba por nos levar num caminho para a desilusão. Todavia, nesta história isso não aconteceu!

Os capítulos são narrados por 3 personagens femininas, e decorrem tanto no presente como no passado, o que exige alguma atenção na leitura. De facto, por várias vezes tive de ir ao início do capítulo só para confirmar a data.

A personagem principal, Rachel, o elo de ligação de todo o livro, está incrivelmente bem construída. A autora não cai no facilitismo de criar uma personagem perfeita, fácil de simpatizar, mas apresenta-nos uma mulher cheia de defeitos, de má escolhas, que nos fazem revirar os olhos mas que também nos faz sorrir com cada vitória.

Como seria de esperar, li o livro rapidamente. No entanto, não foi o ler rápido de “estou a devorar páginas e sei isso”, foi mais estar a ler e de repente já se terem passado 50 páginas e nem ter reparado.

Além disso, é um livro que desde o início nos faz ficar obcecado pelos pormenores, a ler cada fala com atenção, a atentar em todas as descrições e pequenos pedaços de informação que as personagens vão descobrindo ou revelando. Devido a esta característica tão bem trabalhada, sabemos exactamente o momento em que desconfiámos do criminoso e a linha e página exacta em que descobrimos o criminoso.

Paula Hawkins cria um mistério incrivelmente humano, viciante e bem construído, que nos relembra que nunca sabemos o que verdadeiramente se passa com as pessoas com quem cruzamos no nosso caminho.


Podem ler a opinião da Bloguinha Isabel aqui.

A adaptação cinematográfica do livro estreia a 6 de Outubro em Portugal. Fica aqui o trailer para os curiosos :) 




quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Pensamento do Dia



 
"Com a cabeça encostada à janela, fico a ver as casas a passarem por mim como num plano de um filme. Vejo-as como os outros não são capazes de as ver; provavelmente nem sequer os donos alguma vez as terão visto da minha perspetiva. Duas vezes ao dia, é-me oferecido um vislumbre das vidas dos outros, só por um instante. Há algo reconfortante em ver estranhos em segurança nas suas casas."

Paula Hawkins, A Rapariga no Comboio

Opinião "A Rapariga do Comboio", Paula Hawkins

Sinopse

"O êxito de vendas mais rápido de sempre. 
O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros.
 

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia... 

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos."

 

Opinião

Como êxito de vendas que foi, e sendo fã de policiais e mistérios, não podia deixar de ler "A Rapariga do Comboio". E foi completamente diferente do que estava à espera...

Não pior, talvez melhor, mas definitivamente... diferente. As personagens têm problemas sérios, que não se adivinhavam pela sinopse. A protagonista, sobretudo, gera sentimentos contraditórios. Se por um lado, enquanto leitora, torcia por ela, sofrendo com os seus desaires e sentindo o seu desespero, não consegui deixar de sentir aqueles "oh não..." de desilusão quando voltava a cometer os mesmos erros de sempre e a tomar as más decisões do costume. "A Rapariga do Comboio" é , ela própria, um desastre de comboio prestes a acontecer, ao qual o leitor pode apenas assistir...

...Até o mistério se revelar. Na minha opinião, foi um dos pontos fortes desta obra. É, de facto, misteriosa. Não se adivinha facilmente o que aconteceu, nem como, nem porquê, nem até que ponto. Adivinha-se ao ritmo que a autora decidiu, apanhando as migalhas que deixa pelo caminho para no final perceber de que era o pão. Até hoje, ainda não decidi se isto se deveu à personalidade construída para algumas personagens ter sido deliberadamente alterada para servir os propósitos do enredo, o que afectaria a coerência da história. Porém, as pessoas são assim na vida real, revelam-se diferentes do que julgávamos. E, de qualquer modo, foi um ritmo que me satisfez, e que não é assim tão comum nos mistérios contemporâneos.

Há obras que nos deixam com pena de não as poder reler não sabendo o desfecho, só pelo prazer de o saborear novamente, e esta é uma delas. Com a adaptação cinematográfica nos cinemas no próximo dia 6 de Outubro, sentirei certamente o mesmo quando for assistir ao filme. Mas escolhendo a priori entre o filme e o livro, um final é sempre mais sentido quando alcançado pelo virar de páginas, palavra a palavra, num universo que pertence apenas ao livro e ao leitor...

Deixamos neste nosso cantinho o trailer!