domingo, 31 de maio de 2020

Passatempo "Um Fio de Sangue", Ann Yeti

44501363. sy475 Para terminarmos este fim-de-semana em grande, com a escritora Ann Yeti, temos um passatempo com o seu livro Um Fio de Sangue

Não deixem de ler as publicações que fizemos este últimos dias, nomeadamente, a opinião da bloguinha Tomé (aqui) e a entrevista com a autora (aqui).











a Rafflecopter giveaway


As participações são válidas até ao dia 14 de Junho de 2020Leiam atentamente as regras de participação. Os vencedores serão contactados por email. 
Se não estiverem de acordo com as regras de participação, por favor não participem. Todas as regras estão de acordo com o estipulado com as parcerias. Todos são livres de participar com as suas páginas pessoais.
  

Regras de Participação:
1. Apenas será permitida uma participação por pessoa/email.
2. Para participar é obrigatório ser seguidor do blogue Bloguinhas Paradise.
3. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página do Facebook de Bloguinhas Paradise.
4. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página de Facebook do livro Um Fio de Sangue.
5. Para participar é obrigatório colocar "gosto" na página de Facebook do livro Um Pingo na Água.
6. Cada participante pode conseguir 2 entradas extra partilhando este post numa rede social à escolha, em modo público.
7. Cada participante pode conseguir 2 entradas extra se um amigo seu se tornar seguidor do Bloguinhas Paradise ou colocar "gosto" na página do Facebook de Bloguinhas Paradise . Pode trazer um todos os dias!
8. Cada participante pode conseguir 2 entradas extra se se tornar seguidor do instagram do Bloguinhas Paradise.
9. O vencedor será determinado aleatoriamente.
10. Neste passatempo são aceites apenas participações de residentes em Portugal.
11. Nem o blog nem as editoras se responsabilizam por eventuais extravios.

sábado, 30 de maio de 2020

Opinião "Um Pingo na Água" - Ann Yeti


52238931. sy475 Sinopse

Um Pingo na Água é um romance sobre uma mulher independente e sedutora - Ana - e dos dois homens, muito diferentes entre si, que buscam o seu amor.

É uma história sobre paixão e arrebatamento, mas também sobre encontros, desencontros, e segundas oportunidades.

Qual deles – se algum – ficará com ela no final?

Opinião

Começo por agradecer à escritora Ann Yeti por me ter enviado o seu novo romance, Um Pingo na Água, um romance leve e ritmado, que nos apresenta um triângulo amoroso envolvido em sensualidade e erotismo.

Este livro cumpre o seu propósito, escrito de forma clara e isenta de imprecisões, entretém o leitor por um par de horas. Não lhe peçam mais que isso, embora tenha sido uma leitura agradável, senti que este livro precisava de mais algumas páginas, a narrativa é muito rápida e por isso as emoções perdem densidade.

Em Um Pingo na Água conhecemos Ana, uma mulher super independente e dedicada ao seu trabalho, onde tem muito sucesso. A nível pessoal tenta evitar relações sérias por prezar muito a sua liberdade. A par de Ana conhecemos João e Carlos, as figuras masculinas centrais desta obra, e que, sendo bastante diferentes entre si, tem características que atraem Ana.

Não gostei particularmente da brusquidão com que se iniciou o romance com Carlos, precisava de mais contexto, percebo que a autora quisesse mostrar o lado mais fugaz e descomprometido de Ana, mas ela nunca havia reparado em Carlos e pouquíssimas páginas a seguir, quase sem contacto entre as personagens, elas explodem de paixão.

Preferia um final diferente, mas aceito que o final tenha sido o único possível de acordo com a personalidade de Ana.

Reitero que esta é uma óptima leitura para desanuviarem e esquecerem os tempos que vivemos!

Fico ansiosa por ler mais desta autora, porque de facto apreciei a escrita directa e a componente erótica foi bem conseguida. Espero numa próxima obra encontrar mais profundidade, porque a escrita da autora merece um enredo mais denso e intrincado e sinto que Ann Yeti é capaz disso.


  Podem ler a opinião de Um Fio de Sangue, o primeiro romance de Ann Yeti, Aqui.





Opinião "Um Fio de Sangue", Ann Yeti

Um Fio de Sangue - Livro - WOOK

Sinopse


Ela tem uma paixão secreta. Ele, um trauma profundo. Ambos ergueram barreiras dolorosas de transpor. A história de um amor maior do que a vida.

A obra Um Fio de Sangue faz-nos mergulhar no desconhecido que leva ao amor, à fantasia e à entrega. A narrativa pauta pela intensidade de emoções, sensações, apelando aos nossos sentidos.

A autora guia-nos na viagem surpreendente da relação entre os personagens principais.

Uma história de desejo, fantasia, entrega e amor com um final de cortar a respiração.




Opinião

Um Fio de Sangue é o romance de estreia de Ann Yeti, e que chegou até mim através da própria autora, à qual agradeço.

Em pouco mais de uma centena de páginas, Ann conta-nos a história de Joana e Tomás, uma história típica de rapariga conhece rapaz, rapariga pouco vistosa, porém inteligente, que se apaixona à primeira vista por um rapaz mulherengo que abandona sempre o bar com um troféu diferente todas as noites, mas que afinal é assim porque tem um trauma. Portanto, até aqui nada de novo, um cenário que está sempre a acontecer (mas só na ficção).

Pela vulgaridade destas personagens e das circunstâncias que as envolvem não consegui dar a este livro mais de três estrelas. No entanto, a sua leitura é muito fluída, graças à leveza da escrita de Ann que me fez esquecer um ou outro detalhe na narrativa que não me agradaram.

O final é o ponto alto deste livro, é lá que encontramos a grande mensagem. Aprecio finais que não sejam felizes, e quem leu até pode dizer que o final seria pouco provável, uma infeliz e trágica coincidência, mas tenho visto tragédias virem de mãos de dadas, e às vezes até em fartos ajuntamentos.

Gostava de ter empatizado mais com as personagens para que o seu fim me tivesse emocionado em pleno, mais páginas para as conhecer melhor teria sido bom.

O final de Um Fio de Sangue faz-nos pensar que a demora das nossas decisões tem consequências, não podemos tomar o tempo como garantido e acima de tudo não podemos trazer o peso do nosso passado agrilhoado aos nossos pés e deixarmos que ele nos tome como escravos.

No final do livro podem encontrar um link para a página de facebook do livro onde podem aceder a uma espécie de banda sonora do livro, gostava de ter sabido da sua existência antes de começar a ler porque adoro a ideia. 

 Podem ler a opinião de Um Pingo na Água, o segundo romance de Ann Yeti, Aqui.


sexta-feira, 29 de maio de 2020

Posso Perguntar? Posso? - com Ann Yeti

Sobre a Autora:

"Ann Yeti é o pseudónimo de uma autora portuguesa com raízes australianas. Tendo vivido repartida entre dois continentes, viajou extensivamente entre eles, mas foi no Alentejo que encontrou um local de refúgio e de silêncio onde redescobriu uma paixão antiga, esconsa e fragmentada, pela escrita, e esta começou a tomar contornos mais definidos. O romance Um Pingo na Água é a segunda obra da autora. A novela Um Fio de Sangue foi publicada em dezembro de 2018."

Sou uma simples partícula de poeira cósmica. Fui concebida num rio serpenteando pela floresta tropical. Nasci entre colinas e um mar de sargaços. Foi História que me fez querer viajar mas foi viajando que aprendi a amar a História. Sou uma contadora de histórias! Tenho o gosto pelas letras desde sempre, lidas e escritas, e a imaginação como a minha mais fiel companheira e a minha pior inimiga.

Entrevista:

Quando é que começou a escrever? E o que a fez começar a escrever?

AY: Sempre gostei de palavras! De brincar com as palavras, de jogar com o significado das palavras, de entrelaçá-las de forma harmoniosa. Desde muito nova que fui acumulando na gaveta um pequeno espólio de textos, algumas incursões pela poesia, enfim, coisas diversas. Mas esta pulsão para escrever uma obra mais completa é relativamente recente e apanhou-me de surpresa, bem como a vontade irreprimível de a dar à luz.


Qual o primeiro livro que se recorda de ler? E o próximo na lista?


AY: Os primeiros livros que me recordo de ler com absoluto deleite foram as aventuras de “Os Cinco”, da Enid Blyton; devo dizer-lhe que ainda os tenho todos, encadernados! O próximo… gostava de ler um autor português de quem só tenho lido boas críticas, o Afonso Cruz. Será a minha próxima aquisição.


Quais os seus livros preferidos e autores?


AY: Livros preferidos foram vários ao longo dos anos, consoante a idade e o estado de espírito em que me encontrava. Na adolescência houve um livro que me marcou bastante: Servidão Humana do Somerset Maugham. Mais recentemente, tive uma paixão literária pela Isabel Allende: Casa dos Espíritos, Filha da Fortuna e Retrato a Sépia. Mas depois não gostei de outros dois livros dela, nem os consegui acabar. Por isso, não posso dizer que tenha um autor preferido, tenho sim obras que, pontualmente, me enchem as medidas.


Qual a melhor companhia para um livro? O café, a praia, o quentinho do sofá?


AY: Definitivamente, o quentinho do sofá!


O que a inspirou a escrever os seus romances?


AY: Sonhos, talvez... Como escreveu Alan Dean Foster: “No one understands the lonely perfection of my dreams” (Ninguém entende quão perfeitos são os meus sonhos solitários).


Como tem sido a reacção dos leitores aos seus livros?


AY: Globalmente muito positiva. Um Pingo na Água é o meu segundo livro, um pequeno romance. O primeiro, ainda mais pequeno, foi a novela Um Fio de Sangue. Ambos com boas opiniões críticas nas minhas páginas do FaceBook (cada livro tem uma, além da minha página de autora), na Goodreads, noutros fóruns de opinião. 


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Imagina-se a escrever dentro de outro género literário?


AY: Não me imagino a escrever thrillers ou fantasia, por exemplo. Dentro do género “romance”, porém, há outras abordagens que estou tentada a fazer.


Já alguma vez se deparou com alguém a ler algum dos seus livros? Como reagiu?


AY: Nunca me aconteceu. Mas algumas leitoras têm-me mandado fotografias com o livro, tiradas nos sítios mais diversos, e alguns comentários elogiosos. De tal forma que criei uma rubrica intitulada “Os fãs têm a palavra”, é uma interação muito engraçada.


Considera que se aposta devidamente nos autores portugueses ou que as editoras tem deixado escapar ou não dão a devida atenção e visibilidade a bons livros escritos por pessoas desconhecias?


AY: Acho que se as obras/autores forem excecionalmente bons, alguma editora vai acabar por lhes pegar. Pode não ser imediatamente fácil, mas têm surgido novos nomes no panorama literário nacional. Se isso se traduz em êxitos de vendas, já é outra questão. Depois há aqueles que são medianamente bons; para esses, é muito difícil chegar aos grandes grupos editoriais que preferem apostar em catálogos de autores estrangeiros os quais, embora medianamente bons, ou até nem isso, vêm de fora com a garantia de “x” exemplares vendidos. Isto mesmo foi-me dito por uma editora. Agora, o que eu acho profundamente injusto é as editoras apostarem em publicações sem qualidade nenhuma apenas porque quem as escreve é uma cara conhecida…


Quais são os seus projectos para o futuro?


AY: Esperar que esta pandemia passe! É algo terrível que está a acontecer e que vai ter um impacto muito profundo no futuro próximo e na vida de todos nós. Quanto aos livros, Um Fio de Sangue continua em rodagem, Um Pingo na Água saiu na pior altura possível e ainda tem de se afirmar. Há um rascunho na gaveta, um projeto mais ambicioso, o tal “enredo mais denso e intrincado”. Obrigada pela entrevista.


Agradecemos à Ann Yeti por se ter disponibilizado a responder a esta entrevista.
Desejamos-lhe as melhores felicidades e sucesso!
Podem espreitar a página do Facebook da autora Aqui.

Um fim-de-semana com...

 




Mais um fim-de-semana em que vai ter lugar a nossa rubrica Um fim-de-semana com..

Desta vez quem nos vai fazer companhia é a escritora Ann Yeti, autora dos livros Um Fio de Sangue e Um Pingo Na água! Não percam daqui a pouco a entrevista com a autora :)

Fiquem atentos :)


Boas viagens,

Bloguinhas

domingo, 17 de maio de 2020

Opinião "O Homem que Sabe Pensar", James Allen

O Homem que Sabe PensarSinopse

Aquele que cultiva um verdadeiro ideal no seu coração irá, um dia, realizá-lo. O Homem que Sabe Pensar é um clássico intemporal que tem inspirado milhares de leitores em todo o mundo, influenciado pensadores, filósofos e teólogos ao longo de décadas e décadas, e, desde que foi publicado, tem sido citado e elogiado vezes sem conta por autores das mais diversas áreas.

Carregado de conselhos práticos, conduz-nos diretamente para aquilo que é importante, sem perder tempo com discursos desnecessários. É simples, verdadeiro, profundo, e toca instantaneamente o coração dos leitores. Mostra-nos que a nossa mente guia os nossos passos ao longo do caminho da vida e que aquilo que pensamos influencia diretamente a nossa vida, algo que, muitas vezes, subestimamos.

Mas como devemos começar e onde é que podemos procurar? Como é que alcançamos a clareza de mente necessária para nos trazer a iluminação e a felicidade? Neste livro, James Allen oferece respostas claras a estas perguntas.

O Homem que Sabe Pensar é um livro extremamente bem escrito, lúcido, belo e comovente, que respira o puro ar da verdadeira espiritualidade. É uma fonte de inspiração para todos aqueles que o leem de espírito aberto e toca profundamente a alma de cada um.

Os nossos pensamentos são a semente de tudo o que acontece nas nossas vidas. Tornamo-nos naquilo que pensamos. A partir daqui, a escolha depende de nós: ou decidimos ser donos e senhores do nosso pensamento e criamos a vida que queremos, ou permanecemos focados na negatividade, na frustração e no fracasso.

Opinião

O Homem que Sabe Pensar, publicado originalmente em 1902, foi escrito por um filósofo de seu nome James Allen, um pioneiro do movimento de auto-ajuda. Esta sua obra, a mais conhecida, representa um clássico dentro do seu género e tem vindo a influenciar gerações.

Esta foi uma leitura breve e simples, mas que motivou pensamentos e reflexões que se prolongaram bem além do tempo que despendi nestas páginas.

A grande mensagem deste livro é que somos aquilo que pensamos e a nossa capacidade de moldar os nossos pensamentos é a grande força motriz que nos pode levar ao sucesso ou ao fracasso. Esta ideia é explorada até à exaustão, e, portanto, o livro acaba por ser repetitivo, adoptando um discurso muito circunferencial. Mas como é um livro tão pequeno e tão fácil de ler não se torna maçador, e aconselho-o como um mote para uma reflexão, a acompanhar um chá ou um café.

De resto, acredito que esta ideia seja reflexo da vida do próprio autor, que apesar das adversidades nunca abandonou as suas actividades intelectuais e espirituais.

Concordo apenas em parte com a visão de James Allen, naturalmente alguém com pensamentos nobres, moralmente correctos, alguém feliz e sereno enfrentará tudo com maior tranquilidade, mas nem o nosso livre arbítrio é tão soberano, nem o nosso pensamento é tão poderoso que só pela sua força consigamos alcançar tudo o que desejamos. Há mais peças neste tabuleiro da vida. No entanto, ficamos a pensar: até onde irá o nosso poder e capacidade de mudar as nossas vidas se tentarmos mudar os nossos pensamentos? Confesso que vou tentar activamente por em prática esta doutrina de James Allen; somos apenas nós na dança da causa e do efeito, O homem faz-se e desfaz-se a si mesmo.

Gostei particularmente de alguns apontamentos que Allen deixa no ar, como a importância de termos um propósito que devemos perseguir, não culparmos os outros e as nossas circunstâncias quando seguimos o caminho errado, a ocasião não faz o ladrão, o ladrão esteve sempre lá, apenas se revelou na ocasião.

Revi-me no seu pensamento de que nem sempre são valorizados aqueles que se esforçam, muitas vezes quem está de fora vê apenas o sucesso e atribui-o à sorte e ao destino.

O Homem que Sabe Pensar encerra com a mensagem da serenidade, um equilíbrio de carácter, algo que devemos almejar, acima de tudo. É uma ideia com a qual simpatizo muito, a calma é uma óptima lente! 

Termino com uma frase que quase que valida estes ensinamentos de James Allen, porque se admitirmos que tudo o que existe nasceu do pensamento, então poderá o pensamento fazer tudo o que nós quisermos: 


O maior de todos os feitos foi, no início, e durante algum tempo, um sonho.

domingo, 10 de maio de 2020

Opinião "Anjos e Demónios", Dan Brown


Sinopse: 

"Quando um famoso cientista do CERN é encontrado brutalmente assassinado, o professor de simbologia Robert Langdon é chamado para identificar o estranho símbolo gravado no peito do cientista. A sua conclusão é avassaladora: a marca é de uma antiga Irmandade chamada Iluminatti, supostamente extinta há séculos e inimiga da Igreja Católica. Em Roma, o Colégio dos Cardeais está reunido para eleger um novo Papa quando se apercebe do rapto de quatro cardeais, ao mesmo tempo que a Guarda Suíça é informada de que uma perigosa arma está na Cidade do Vaticano com o propósito de a destruir. Robert Langdon - quem não o conhece? - ajudado desta vez por Victoria Vetra, cientista do CERN, procura desesperadamente a antimatéria no meio das intricadas pistas deixadas pelos Iluminati, lutando contra o tempo para salvar o Vaticano."



Opinião: 

Já não lia uma obra de Dan Brown desde 2016! Dos livros publicados deste autor ainda não tive oportunidade de ler A Origem , a sua obra mais recente, e li agora Anjos e Demónios cujas críticas sempre apontaram para que fosse um dos melhores livros do autor, e concordo!

Depois de 4 anos sem folhear páginas deste género, é sempre bom voltar a casa. Voltar àquela felicidade de ler algo que apesar das inúmeras páginas nunca se torna maçador, àquela felicidade de num momento de lazer aprender algo! Dan Brown é sem dúvida um autor perito neste tipo de leitura – agradável e enriquecedora. 

Anjos e Demónios desenrola-se na cidade do Vaticano, e traz consigo um tema antigo e atual: a divergência entre a ciência e a igreja. Desde Galileu, passando por Bernini, vamos passo a passo conhecendo o caminho da iluminação – que nos leva ao esconderijo dos Iluminattii! Vamos relembrando o impacto da ciência na evolução do mundo e a importância da igreja para as pessoas que nele habitam.

Tudo começa com a morte do cientista Leonardo Vetra e o desaparecimento de uma substância muito perigosa - a antimatéria! E face às circunstâncias envolventes nesta morte, Robert Langdon é contactado, face ao seu conhecimento acerca dos Iluminattii. E a partir daqui, vemos o mistério a ser desvendado por ele e pela filha de Leonardo Vetra, também cientista.

É explicado ao leitor os grandes avanços da ciência ao longo do tempo e, ao mesmo tempo, o esforço da igreja para tentar conter a evolução científica. E se até meio do livro achamos que o autor nos iria levar a tomar uma posição em favor de uma em detrimento de outrem, a verdade é que graças às inúmeras reviravoltas ficamos no meio da balança que equilibra a razão e o coração, a racionalidade e a fé! E mais uma vez, o autor prega-me a rasteira habitual não só no que diz respeito ao culpado do mistério envolvente, mas também relativamente às certezas que eu poderia ter em relação a este assunto! 

Assim, Dan Brown será sempre um autor a reler! É um autor que recomendo para quem gosta de mistério e um pedacinho de cultura à mistura!


“O nosso cérebro vê por vezes o que o nosso coração gostaria que fosse verdade.”


sexta-feira, 8 de maio de 2020

Opinião " A Corrente", Adrian McKinty

 

Sinopse

A manhã começa normalmente. Rachel Klein deixa a filha, Kylie, na paragem de autocarro e segue a sua rotina diária. Mas um telefonema a partir de um número desconhecido para o seu telemóvel muda tudo. Do outro lado da linha, está uma mulher a avisá-la de que tem Kylie em seu poder, no banco de trás do seu carro, e que Rachel só voltará a ver a filha se pagar um resgate...e raptar outra criança. A mulher diz-lhe que é mãe de um rapazinho que foi também raptado e que, se Rachel não fizer exatamente o que ela lhe diz, o menino morrerá e Kylie também. Rachel faz agora parte da Corrente, um esquema aterrorizador que transforma os pais das vítimas em criminosos - e que, ao mesmo tempo, deixa alguém muito rico. Rachel é uma mulher comum mas, nos dias que se seguem, vai ultrapassar limites até aí inimagináveis. Terá de fazer escolhas morais impossíveis e praticar coisas terríveis. A Corrente é implacável e totalmente anónima.

As suas regras são simples: entregar o dinheiro exigido, encontrar uma vítima e, a seguir, cometer um ato abominável que nunca passaria pela mente de uma pessoa comum. Os cérebros por trás da Corrente sabem que os pais farão qualquer coisa pelos seus filhos. Mas o que eles não sabem é que podem finalmente deparar-se com alguém à sua altura. Rachel é inteligente, determinada e uma sobrevivente.

Será ela a pessoa capaz de quebrar A CORRENTE? 

Opinião

A Corrente, de Adrian McKinty, é um thriller psicológico que chamou a minha atenção pela sua premissa ímpar e assustadora: Kylie é raptada na paragem de autocarro e a sua mãe, Rachel, recebe um telefonema que muda tudo. Rachel só voltará a ver a filha se pagar um resgate e raptar outra criança, por sua vez os pais dessa criança deverão raptar outra criança, tudo isto em nome d’A Corrente, a qual não pode de maneira alguma ser quebrada. E quem o tentar sofrerá consequências. Graves consequências. Mortais consequências. Este esquema aterrorizador deixa-nos com pele de galinha e impele-nos numa leitura compulsiva. 

Mckinty explora assim um dos medos mais primitivos e nossa capacidade de nos transformarmos no que for preciso para proteger as nossas crias, reduzindo o ser humano ao seu estado selvagem e ao mesmo tempo salientando que nossa capacidade de amar pode ser, simultaneamente, a nossa maior força e fraqueza. 

É feita neste livro uma crítica muito audaciosa e perspicaz às redes sociais, a nossa necessidade de partilhar tudo, onde estamos, com quem estamos, o que gostamos, torna transparentes as nossas rotinas e faz de nós um alvo fácil para qualquer psicopatão, tornamo-nos prisioneiros, sem nos darmos conta, de tantas aplicações e servimo-nos de bandeja a esses predadores do demo. 

As personagens d’A Corrente são bem construídas e somos capazes de empatizar com a sua dor e perceber que as suas acções são fruto das circunstâncias a que foram submetidas, e sabemos que faríamos o mesmo. 

Rachel cumpre bem o papel de heroína, uma mulher forte e inteligente, sobrevivente de cancro, com uma casamento falhado que quase apagou a sua existência, começava a recompor-se quando foi arrastada para A Corrente. Rachel sabe que não pode hesitar para ter a sua filha de volta e ainda que o medo seja uma presença constante Rachel, junto com Peter, o seu ex-cunhado, embarcam na necessária vida do crime. Peter apesar de destruído pelo seu passado, viciado e sofrendo PTSD acaba por se tornar um bom parceiro. Kylie é, como a mãe, destemida e corajosa. Quanto aos vilões, noto-lhes algumas falhas, mas grosso modo, são interessantes e são nos apresentados envoltos numa macabra e fascinante história que poderia intitular-se A Origem do Mal. O narrador conta-nos as suas aventuras da infância em que as vidas das outras pessoas eram o seu grande recreio. 

A Corrente merece de mim quatro estrelas e meia porque o final foi demasiado conveniente, demasiado sangrento em relação ao resto do livro e o terço final da narrativa não me pareceu tão bem conseguido como a parte inicial. 

Esta é uma leitura viciante, rápida, sendo muito difícil largar o livro! 


Agradeço à Editorial Presença por ter cedido um exemplar ao blog para leitura. 
Opinião – O Mar Infinito – A 5ª Vaga – Livro 2 Rick Yancey ...

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Opinião Saga Assassin´s Creed - "Renascença" e "Irmandade", Oliver Bowden

Assassin´s Creed - Renascença


Sinopse

"Eu vou procurar vingança sobre todos aqueles que traíram a minha família. Eu sou Ezio Auditore de Florença. Eu sou um assassino. Traído pelas famílias que governam Itália, um jovem embarca numa épica busca por vingança. Para acabar com a corrupção e restaurar a honra da sua família, ele terá que aprender a Arte do Assassino. Pelo caminho, Ezio terá que apelar à sabedoria de grandes mentes como Leonardo Da Vinci e Niccolo Machiavelli, sabendo que a sobrevivência está dependente da sua perícia. Para os seus aliados ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo de Itália. Assim começa uma história épica repleta de poder, vingança e conspiração."



Assassin´s Creed - Irmandade


Sinopse

"Baseado no jogo bestseller da Ubisoft, Assassin´s Creed. Viajarei até ao coração negro de um império corrupto para erradicar os meus inimigos. Mas Roma não foi construída num dia e não será refeita por um só assassino. O meu nome é Ezio Auditore da Firenze. Esta é a minha irmandade. Roma, outrora poderosa, jaz em ruínas. A cidade está impregnada de sofrimento e degradação, os seus cidadãos vivem sob a sombra da impiedosa família dos Bórgia. Apenas um homem poderá libertar o povo da tirania Bórgia: Ezio Auditore, o Mestre Assassino. A demanda de Ezio irá testá-lo até aos seus limites. César Bórgia, um homem mais malévolo e perigoso que o seu pai, o Papa, não descansará enquanto não tiver conquistado Itália. Nestes tempos tão traiçoeiros, a conspiração está por todo o lado, até no meio da própria Irmandade... A verdade será escrita em sangue."



Opinião

Como fã do jogo era inevitável a leitura desta saga. Os livros Assassin’s Creed – Renascença e Assassin’s Creed – Irmandade relatam as aventuras de Ezio Auditore. O autor começa de forma dramática a narração da história: o pai e os irmãos de Ezio foram condenados à morte. A partir daí, o personagem principal vai descobrindo que o pai era muito mais que um banqueiro e pertencia a uma antiga Ordem. 

O interessante da história é esta ter como pano de fundo a realidade. Vários personagens existiram mesmo, a família Borgia, Leonardo da Vinci, Niccolo Machiavelli e muitos outros. Praticamente só Ezio e a sua família é que são ficcionais. Oliver Bowden, apesar de não seguir os passos destes personagens, conta-nos a ascensão e queda da família Borgia com Rodrigo e César à cabeça. Como Rodrigo Borgia conseguiu chega a Papa, manipulando e subornando tudo e todos à sua volta e como César queria conquistar todos os reinos de Itália para a liderar, quase conseguindo. E é aqui que surge Ezio Auditore e a ordem dos Assassinos. Nesta história, Ezio com a ajuda dos seus “irmãos” vai deslindando os planos dos Borgias, e acabando com os seus principais aliados até conseguir chegar à cabeça da hidra. 

Ao longo da narrativa acompanhamos Ezio e como este é posto à prova com diversas dificuldades, mas com a ajuda do credo e do treino da Irmandade dos Assassinos as vai superando. E como o sentimento de vingança que tinha no início da sua jornada para matar os responsáveis pela morte do seu pai e irmãos, se torna num sentimento de dever para deixar o mundo um pouco menos maléfico. 

Mas a provação máxima de Ezio atinge o seu auge quando recupera um misterioso artefacto que tem um poder inimaginável. E tem um efeito deslumbrador para quem o manuseia. Um artefacto que pode ser usado quer para o bem quer para o mal. O que faríamos nós se tivéssemos tal poder nas mãos? É fácil dizer que só o usaríamos para o bem, mas a realidade não é tão simples. Não é tão linear. 

É difícil escrever uma opinião sobre um livro baseado num jogo. O livro é fiel ao jogo. Para quem o jogou não acrescenta nada à história. Quem não conhece o jogo é uma leitura agradável, simples e linear. Ao início parece mesmo um jogo – em que o personagem tem que fazer um determinado desafio para descobrir o que fazer a seguir – mas rapidamente a narrativa encadeia e esse sentimento desaparece. Oliver Bowden fez um bom trabalho ao passar a história do jogo para o livro e dá-nos a conhecer um pouco da história de um dos mais carismáticos e terríveis Papas da história.


“Operamos nas Trevas para servir a luz. Nós somos Assassinos” 

“Nada é verdade. Tudo é permitido”



terça-feira, 5 de maio de 2020

Opinião " O Homem Ausente", Michael Hjorth

 O Homem Ausente

Sinopse

“Nas montanhas de Jämtland, na Suécia, são encontrados seis corpos. Mais precisamente, seis esqueletos. Dois deles de crianças. Os corpos foram enterrados há muito tempo. E para Sebastian Bergman, que viaja para o local do crime com o resto da equipa do Departamento de Investigação Criminal, estes factos só tornam ainda mais complexa a investigação sobre quem são, quem os matou e porquê.

No início, Sebastian vê o caso como uma oportunidade de escapar da ex-namorada e passar algum tempo com a filha, Vanja. Uma oportunidade para tentar construir uma relação com ela antes que seja tarde demais.

Mas rapidamente descobre que está mais envolvido no caso do que gostaria de estar.” 

Opinião

A saga de Sebastian Bergman não me convenceu logo de início. Comecei a leitura do primeiro livro um pouco desconfiada deste novo estilo e forma de contar a história, assim como do tipo de personagens. Contudo, cada vez ficava mais curiosa com a evolução das histórias e acima de tudo com os seus protagonistas principais.

Assim, neste terceiro livro a leitura foi ávida, com a curiosidade sempre acesa sobre qual seria o próximo passo das personagens principais e qual seria o seu raciocínio para descobrir a causa deste homicídio.

Com capítulos curtos que nos impelem a uma leitura compulsiva, fiquei colada às páginas para perceber as motivações que levaram ao crime, e, acima de tudo, a ligação entre as diferentes histórias que vão sendo contadas, de tal forma que sentimos que estamos a construir um puzzle, cuja imagem nos será revelada apenas no fim.

Além disso, uma parte muito interessante é ver o caminho percorrido pelos protagonistas. Os passos que Sebastian toma para se tentar aproximar de Vanja, muitas vezes cego pelo seu egoísmo de alcançar os seus objetivos, causa no leitor uma vontade de levar as mãos à cabeça! Esta personagem consegue de alguma maneira nos prender e cativar, mas tem mais falhas, talvez, do que qualquer uma das outras personagens.

Portanto, está claro para mim que esta saga não pode deixar de estar incluída na minha lista de policiais a seguir. O Homem Ausente cumpre todos os objetivos que se espera de um livro deste género, a narrativa é viciante, cativante e uma excelente forma de desligar do dia-a-dia. 



Vencedor Passatempo A Noite do Caçador

Aqui fica o resultado do passatempo do livro A Noite do Caçador!

Mais uma vez agradecemos à autora Sandra Carvalho e à Editorial Presença 💗


 

Vanessa Marisa Vieira

A vencedora irá receber um email da nossa parte. Desejamos-lhe uma boa viagem literária!


Boas Viagens, 

Bloguinhas



segunda-feira, 4 de maio de 2020

Na Caixa do Correio



Aqui ficam os livrinhos que chegaram cá a casa em Abril!

Obrigada à escritora Ann Yeti por me enviar o seu primogénito, Um Fio de Sangue.
 

Obrigada à Editorial Presença por me enviar A Corrente, um grande thriller !!

Obrigada à Leya e à ASA por me enviarem Reencontro no Céu, que já tem opinião no Blog! Podem lê-la aqui.
 
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Os Quatro Rostos do Mundo foram um presente 💖💘



Opinião " Reencontro no Céu", Mitch Albom

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Sinopse

Eddie tinha 83 anos e muito mau feitio. O que não o impediu de sacrificar a sua vida para salvar uma menina.

Annie nunca mais foi a mesma desde esse dia. O acidente quase a matou, e embora os ferimentos tenham sarado, as cicatrizes permaneceram para sempre. Só quando reencontra Paulo, um amor de infância, é que a felicidade parece estar finalmente ao seu alcance.

Mas o Destino tem outros planos para ela… planos que incluem novamente Eddie. O velhote rezingão vai ajudá-la a compreender o significado da sua vida na Terra e a aceitar os seus erros, pois é através deles que se aprendem as maiores lições. E vai mostrar-lhe também que, por mais insignificante que ela se julgasse, a sua existência era, afinal, de uma importância tremenda.

Belo e tocante, Reencontro No Céu vem complementar As Cinco Pessoas que Encontramos no Céu na perfeição. Trata--se de uma profunda reflexão sobre a vida, plena de esperança e sabedoria.

A tão aguardada sequela de As Cinco Pessoas que Encontramos no Céu. 

Opinião  

Começo por agradecer à Leya por gentilmente ter cedido ao Bloguinhas Paradise o ebook de Reencontro no Céu, um livro que eu queria muito ler por ser a sequela de As Cinco Pessoas que Encontramos No Céu. Li este último há cerca de seis anos e ainda sinto uma calma comoção quando recordo essa leitura.

Esta sequela, apesar de ser um livro de ficção, mantém uma aura muito espiritual e inspiradora, como sucedeu com o livro anterior. Mitch Albom, mais uma vez, partilha connosco a sua perspectiva do que será o céu, um lugar diferente para cada um, por que cada um de nós teve um céu diferente na terra, um sítio onde foi imensamente feliz. Além disso, quando se chega ao céu encontramos cinco pessoas, que de alguma forma influenciaram os caminhos mais ou menos tortuosos que percorremos. Se no primeiro livro conhecemos Eddie, no seu 83º aniversário, e confrontamos-nos com a sua morte ao tentar salvar uma criança, nesta sequela conhecemos essa criança, Annie. E por isso, a falta de originalidade de argumento neste livro, porque é em tudo semelhante ao anterior, é contornada por este reencontro entre os dois protagonistas.

Annie, após o acidente, que bloqueia na sua mente, torna-se uma mulher amargurada e solitária, a infância tumultuosa deu lugar a uma adolescência na rebeldia, sempre escondendo as sequelas físicas do acidente e repudiando a mãe por aquilo que ela representava para ela, a opressão. Várias tragédias assolaram a vida de Annie até a um momento de calmaria em que a conhecemos, no dia do seu casamento com o Paulo, um amor da infância. Pensavam ambos que, como dizem, depois da tempestade vem a bonança, porém saíram da noite de núpcias directos para um desastre. Annie chega ao céu e a sua viagem começa. Uma viagem repleta de lições e sobretudo de perdão, principalmente o perdão que ela precisava para si mesma. Mitch Albom volta a procurar mostrar-nos que a nossa condição humana de seres insignificantes adquire grandeza por todas as vidas se unirem numa teia de encontros e desencontros, de alegrias e tristezas, de coincidências que nos deixariam boquiabertos se as víssemos a todas com a lucidez que o céu impõe. O que vemos nem sempre corresponde à verdade, se possuíssemos visão sobre o grande plano das coisas talvez fossemos mais tolerantes e aceitássemos as decisões dos outros, que também erram mesmo quando acreditam estar a fazer o certo.

Reitero tudo o que disse na minha opinião de As Cinco Pessoas que Encontramos No Céu, que podem ler aqui, porque de forma geral a mensagem, ou as mensagens, de ambos os livros são as mesmas.

Compreendo as críticas negativas a este livro, é de facto demasiado trágico, mas não é algo que me incomode, porque as tragédias são muitas vezes relâmpagos a cair persistentemente no mesmo local, e quem acredita no contrário esteve em poucas tempestades.

Por outro lado, também percebo que seja um livro com muitas “frases feitas” o que irritou muitos bons leitores, todavia Mitch Albom é um autor de bestsellers muito particulares e que exigem do leitor uma aceitação desde início das temáticas abordadas.

Reencontro no Céu é um livro pequeno e comovente, não me tendo tocado tanto como As Cinco Pessoas que Encontramos No Céu não deixa de ser uma leitura que recomendo, principalmente a quem leu a história de Eddie e ficou curioso com o que futuro teria reservado para Annie.