terça-feira, 23 de maio de 2017

Opinião "Uma Nova Promessa", Nora Roberts

Sinopse:

"Na família Montgomery, Ryder é o irmão mais difícil de decifrar e é conhecido pelo seu feitio antissocial, mas quando deita mãos ao trabalho, nenhuma mulher resiste ao seu apelo sensual. Exceto Hope Beaumont, a gerente que trabalha para ele no Hotel Boonsboro. Como ex-gerente de um hotel em Washington, Hope está habituada a excitação e glamour, mas isso não a impede de desfrutar dos prazeres de viver numa pequena cidade. Alcançou tudo o que queria - exceto na vida amorosa. A sua única interação com o sexo oposto são as constantes lutas com o exasperante dono, Ryder Montgomery. Mas ninguém consegue negar a química entre eles… que se incendeia ainda mais com um beijo na noite do Ano Novo. Quando tudo parece estar a correr bem no hotel graças à experiência de Hope, e surge no horizonte a promessa de felicidade, o seu passado na cidade regressa e faz-lhe uma visita indesejada. Ao ver Hope tão vulnerável, Ryder terá de decidir entre deixar-se afetar pelo passado ou ceder à paixão…"
 
 

Opinião:

Uma Nova Promessa é o culminar da trilogia O Hotel das Recordações.
 
Este livro foca-se na relação de Ryder e Hope, que já tinha começado o seu primeiro esboço nos livros anteriores. Certamente estas são as duas personagens da história com a personalidade mais teimosa (excluindo talvez a mãe do clã Montgomery) e, como tal, a sua relação é muito diferente das anteriores. Começando a medo vão-se conquistando, quase sem repararem no que está a acontecer.
 
Além disso, neste volume descobrimos toda a historia de Elizabeth, o fantasma de estimação da estalagem. Esta acaba por demarcar a evolução também das personagens no seu caminho para se descobrirem a si próprias e aos seus sentimentos. Todavia, a história do fantasma ganha também algum protagonismo, demonstrando que nem sempre é a história das personagens principais que nos encanta mais. Por vezes, são as histórias mais curtas que nos prendem a um livro e este é um desses casos.
 
A Trilogia " O Hotel das Recordações" prova mais uma vez a capacidade de Nora Roberts de nos distrair do nosso dia a dia, com personagens encantadoras e histórias que nos levam a outro local.
 
 
 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Novidades Porto Editora - Lorenzo Marone, Becky Albertalli, Emily Bitto, Gail Honeyman

"A Tentação de Sermos Felizes", Lorenzo Marone


Sinopse:

"Setenta e sete anos de idade, viúvo há cinco, e pai de dois filhos, Cesare Annunziata decidiu, positivamente, marimbar-se para os outros. As suas opiniões são marcadas por uma ironia feroz, talvez por medo de não ser capaz de continuar a transmiti-las por muito mais tempo, e a sua vida segue o curso normal, rumo ao final previsível e universal, entre os copos de vinho tomados com Marino, o velho neurótico do segundo andar, as conversas indesejadas com Eleonora, a louca «velha dos gatos», e os breves encontros sexuais com Rossana, prostituta e enfermeira a meio tempo, que concede uma especial atenção aos viúvos do bairro. Mas um dia chega ao prédio a jovem e enigmática Emma, casada com um indivíduo sinistro, com quem nada parece ter em comum, e Cesare não demora muito a perceber que há algo de errado no casal. No entanto, tal não significa que se vá intrometer... exceto quando recebe um silencioso pedido de ajuda, expresso no olhar triste de Emma. Os segredos que Cesare desvenda acerca dos novos vizinhos, mas, em particular, aquilo que descobre sobre si mesmo, irão formar o enredo deste romance formidável, revelando-nos uma personagem singular, que vive em alegre contradição, entre o cinismo mais feroz e a humanidade mais profunda."
 
Tradução: Regina Valente
Nº Páginas: 216
 

Sobre o autor:

"Lorenzo Marone nasceu em Nápoles em 1974. Durante quase dez anos trabalhou como advogado, enquanto escrevia histórias que não deixava ninguém ler; em 2012 decidiu dedicar-se a tempo inteiro à escrita, a sua verdadeira paixão."



"O Coração de Simon contra o mundo", Becky Albertalli


Sinopse:

"Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador. Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola. Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro."


Tradução: Miguel Marques da Silva
Nº Páginas: 248

Sobre a autora:

"Becky Albertalli é uma psicóloga clínica que teve o privilégio de acompanhar como terapeuta dezenas de adolescentes inteligentes, estranhos e irresistíveis. Também prestou serviço por 7 anos enquanto líder adjunta de um grupo de apoio à identificação de género, em Washington DC. Vive com a família em Atlanta. Este seu primeiro romance obteve várias distinções, incluindo: nomeação para a Carnegie Medal; seleção para o National Book Award; nomeação pelo Goodreads Choice Awards nas categorias de Autor Estreante e Ficção Jovem-adulto; prémio na categoria Melhor Estreia Jovem-adulto, pelo Williams C. Morris Award."


"A história de Simon podia ser a de muitos de nós: a descoberta da “sua” homossexualidade, que na verdade é, isso sim, a descoberta da homofobia, do preconceito, do isolamento e da invisibilidade."

Nuno Pinto, presidente da direção da ILGA Portugal



"Os Vadios", Emily Bitto


Sinopse:

"No seu primeiro dia de aulas numa nova escola, Lily trava amizade com Eva, uma das filhas do infame artista avant-garde Evan Trentham. Ele e a sua esposa, Helena, tentam escapar ao conservadorismo sufocante da Austrália dos anos 1930 convidando outros artistas, cujo ideal e ambição se coadunam com os seus, para viver e trabalhar em sua casa. À medida que a amizade de Lily e Eva cresce, a primeira deixar-se-á seduzir pela excentricidade desta residência de artistas, ansiando por se integrar e pertencer verdadeiramente a uma família improvisada. Mas há sempre um preço a pagar pelo sonho e, falhada a utopia, serão as filhas de Evan que mais sofrerão com as escolhas dos pais."
 
Tradução: Dinis Pires
Nº Páginas: 248
 

Sobre a autora:

"Emily Bitto vive em Melbourne, Austrália. Tem um mestrado em Estudos Literários e um doutoramento em Escrita Criativa pela Universidade de Melbourne. A versão manuscrita do seu romance de estreia, Os Vadios, esteve nomeado para a edição de 2013 do Victorian Premier’s Literary Award for an Unpublished Manuscript, e a versão impressa acabaria por vencer o Prémio Stella em 2015. Esteve também nomeado para os prémios The Indie Book Award for Debut Fiction, o NSW Premier’s Prize for New Writing, o Dobbie Literary Award e o Dublin IMPAC."



"A Educação de Eleanor", Gail Honeyman


Sinopse:

"Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal – ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe. Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond – o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras – e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua. A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração."

Tradução: Elsa T. S. Vieira
Nº Páginas: 328


Sobre a autora:

"Gail Honeyman vive e trabalha em Glasgow. A Educação de Eleanor, o primeiro livro da autora, foi um dos livros mais destacados na feira do livro de Frankfurt de 2015, tendo direitos de tradução cedidos para 26 países."


"Eleanor Oliphant é uma personagem literária deveras original: divertida, tocante e imprevisível."

Jojo Moyes



Para mais informações, consulte o site da Porto Editora aqui.

domingo, 21 de maio de 2017

Pensamento do Dia





“Se ela pensou no rapaz ao beber o vinho quente com água, quando se preparava para se deitar, e se sonhou com ele, isso não se sabe; mas espero que tenha sido um sono leve ou um dormitar pela manhã, pois, segundo o que um escritor célebre afirma – que nenhuma rapariga se deve apaixonar por um rapaz antes de este lhe declarar o seu amor -, não é próprio que uma rapariga sonhe com um rapaz antes de saber que primeiro ele sonhou com ela.”
Jane Austen, "A Abadia de Northanger"

Opinião "A Abadia de Northanger"; Jane Austen

Sinopse

“Durante uma temporada em Bath, a jovem e ingénua Catherine Morland conhece pela primeira vez a sociedade mundana. Fica deliciada com os seus novos conhecimentos: a sedutora Isabella, que apresenta a Catherine os prazeres dos romances góticos, e os sofisticados Henry e Eleanor Tilney, que a convidam a visitar a casa do seu pai, a Abadia de Northanger. 
Ali, influenciada pelos romances de terror e mistério, Catherine começa a imaginar terríveis crimes cometidos pelo General Tilney, arriscando a perda da afeição de Henry. E terá então de aprender a diferença entre ficção e realidade, amigos verdadeiros e falsos. Com amplo sentido de humor e a sua irreprimível heroína, A Abadia de Northanger é o mais juvenil e o mais optimista dos trabalhos de Jane Austen.”

Opinião

Como fã assumida dos romances de Jane Austen, foi com grandes expectativas que me lancei na leitura deste “A Abadia de Northanger”, uma das obras da autora publicadas postumamente.

É protagonizado por Catherine Morland, uma jovem que viaja até Bath e se relaciona com diversas e aparentemente misteriosas personagens, numa trama rica em intrigas, como é típico das obras de Jane Austen. A maior parte da narrativa tem essa cidade como pano de fundo, transferindo-se depois para uma lúgubre abadia gótica, para a qual Catherine é convidada e que amplifica a sua imaginação vívida. No entanto, encontrei neste romance menos magia do que nos que li anteriormente, talvez pelo seu tom mais leve e personagens secundárias relativamente mais simples, que só resultam devido à ingenuidade da protagonista. Na verdade, Catherine é a heroína menos heróica dos romances de Jane Austen, uma jovem facilmente deslumbrada pelas novidades do mundo que está a começar a conhecer, às quais reage fantasiando, e que não se apercebe da malícia que para o leitor é óbvia quanto baste…

O tom irónico da autora está presente ao longo de toda a obra mas, tal como é explicado no posfácio da edição da Relógio D’Água, é notório que foi escrita para ser lida em voz alta nos serões da época. Os romances góticos que avivam a imaginação da protagonista parecem um tanto desenquadrados na narrativa, mas são o ingrediente perfeito numa obra lida em conjunto em voz alta, e na época em que tais romances eram tão badalados e comentados. Também as intervenções da autora enquanto narradora, tecendo variadas considerações, resultam muito bem em tal contexto, e foram um dos pontos que mais me atraíram durante a leitura!

Não sendo a minha preferida das que já li, e sendo até um pouco atípica para o género habitual da autora, com personagens que não se aproximam às icónicas Elizabeth Bennet ou Anne Elliot, “Abadia de Northanger” entretém. Cumpre o objectivo a que se propõe e, não me tendo fascinado, também não me desiludiu!


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Opinião "Objectos Cortantes", Gillian Flynn

Sinopse

'Recém-chegada de um internamento breve num hospital psiquiátrico, Camille Preaker tem um trabalho difícil entre mãos. O jornal onde trabalha envia-a para a cidade onde foi criada com o intuito de fazer a cobertura de um caso de homicídio de duas raparigas. Há anos que Camille mal fala com a mãe, um mulher neurótica e hipocondríaca, e quase nem conhece a meia-irmã, uma bela rapariga de treze anos que exerce um estranho fascínio sobre a cidade. Agora, instalada no seu antigo quarto na mansão vitoriana da família, Camille dá por si a identificar-se com as vítimas. As suas pistas não a conduzem a lado algum e Camille vê-se obrigada a desvendar o quebra-cabeças psicológico do seu passado para chegar ao cerne da história. Acossada pelos seus próprios fantasmas, terá de confrontar o que lhe aconteceu anos antes se quiser sobreviver a este regresso a casa.' - in Goodreads


 


Opinião

Ando numa onda de livros que, intencionalmente ou não, abordam questões relacionadas com saúde mental. Com este em particular, sinto a necessidade de fazer um aviso prévio ao potencial leitor, que pode passar despercebido à leitura da sinopse (apesar de o título já ser, por si, muito sugestivo). Sharp Objects lida com temáticas de autolesão que podem despoletar sentimentos mais fortes em pessoas com este tipo de problemas. 

Passemos então à minha opinião!

Já tinha lido um dos livros de Gillian Flynn - Gone Girl, ou Em Parte Incerta, que deu origem ao filme homónimo. E se já tinha gostado muito dessa leitura, do estilo de Flynn e da sua capacidade de prender o leitor às páginas em busca de pistas para resolver o mistério, posso dizer que adorei Objectos Cortantes. A história é macabra, revoltante, transgressiva, e é precisamente isso que me mais me atraiu.

Camille Preaker é uma mulher "arruinada", como a própria se descreve. A morte da sua irmã na infância marcou-a de mais do que uma maneira, que nunca conseguiu ultrapassar. Repórter medíocre, mas dedicada às pessoas sobre as quais escreve, o seu editor manda-a numa missão que Camille encara como martírio. Tem de voltar à sua pequena e bucólica cidade natal e voltar a enfrentar, mais do que apenas as mentes fechadas dos seus antigos amigos, o fosso profundo que a separa da sua mãe.

O que começa apenas como um apurar de factos quase irreflectido vai-se tornando numa verdadeira investigação da parte de Camille. A sua busca pelo que eram meninas assassinadas acaba por se confundir com a sua busca pelo que foi (ou não foi) a sua infância. E, apesar de Camille ser uma narradora fiável (ao contrário de Amy), não conseguimos deixar de sentir que mais ninguém à sua volta o é - e perdemo-nos no enredo com ela.

Há um punhado de personagens verdadeiramente interessantes, genuínas nas suas imperfeições. Posso dizer que um dos únicos aspectos menos positivos que tenho a apontar à obra é o facto de as outras, secundárias, se revelarem algo monótonas, ou pouco profundas, no sentido em que quase são caricaturas do que imaginamos serem os habitantes de uma pequena cidade de um estado do Sul da América.

O ritmo de escrita é soberbo. Lembrei-me muitas vezes de um dos meus autores preferidos, Chuck Palahniuk, pelo encadeamento de uma espécie de "refrão" que se repete ao longo da obra, pelas personagens antagonistas femininas, tão bizarras como fascinantes, e pelo facto de ter gostado mais do primeiro livro do autor, menos conhecido, em detrimento daquele que teve mais sucesso.

Aconselho Objectos Cortantes a todos aqueles que gostam de um bom mistério, com um final deveras surpreendente, mas com elementos transgressivos que revolvem nas entranhas do leitor ao longo do livro.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pensamento do Dia

 
"A minha experiência diz-me que não é sensato deixar que a minha experiência dite a dos outros."
 
Charles Martin

Opinião "Água do Meu Coração", Charles Martin

Sinopse:

"Com uma vida difícil desde criança e um passado no mundo dos negócios de que não se orgulha, Charlie Finn vive agora tranquilamente de trabalhos pouco transparentes que faz com o seu barco ao largo da costa de Miami. Charlie procura levar um dia de cada vez, sem grande agitação, no entanto, quando os seus atos têm consequências devastadoras para aqueles que mais ama, sente-se obrigado a reparar todo o mal que causou.  Decidido a trazer para casa são e salvo o filho do seu melhor amigo, viaja para a América Central. A viagem leva-o inesperadamente até León, um lugar a que outrora virara costas pelas piores razões, onde reencontra aqueles que pagaram pelas decisões cegas do seu passado, entre eles Paulina e a filha. Poderá o confronto com o passado conceder a Charlie a redenção de todos os males que provocou e ajudá-lo a encontrar um amor como nunca julgou possível?



Opinião:

"Água do meu Coração" foi uma obra que me atraiu pela sua sinopse. É um facto dado e adquirido que gosto muito de ler romances. Mas também é verdade que estes não precisam de ser sempre um mar de rosas. Aliás, um bom romance é sem dúvida aquele que através do bem ou do mal deixa uma leve ou grande marca em cada leitor!

E foi graças à gentileza da Porto Editora que fui lendo este livro devagarinho,  no caminho entre e o Inverno e a Primavera. Tardou, mas alcancei o fim ... Se por um lado, tem as suas desvantagens ler lentamente, a verdade é que neste caso a leitura não perdeu qualquer sabor.

A narrativa desenrola-se em torno de Charlie. Se por um lado ficamos a conhecer profundamente esta personagem principal, também o autor não se esquece de alcançar o coração profundo de cada uma das personagens ditas secundárias. E talvez tenha sido por isso que o sabor desta obra não se perdeu em momento algum! Porque nada ficou por dizer! Porque nada ficou pela superfície!

Charlie está longe de ser uma pessoa perfeita! Longe de ser um exemplo a seguir! Longe de ser uma personagem adorável! No entanto, está muito perto de ser a pessoa mais importante da vida de alguém! E com isto, consigo transmitir a mensagem principal desta obra. O valor das pessoas não está naquilo que aparentam ser, não está naquilo que fazem, não está nos seus erros ou conquistas, mas sim na "água do seu coração".

Com uma profissão não muito honesta, são aqueles que mais amamos que são postos em perigo. E é a partir desta premissa, que ficamos a conhecer verdadeiramente Charlie. Mas como em qualquer viagem pela vida de alguém ou neste caso em busca de alguém, são inúmeras as memórias que nos arriscamos a recordar. 

Mas como já referi acima não é apenas a personagem principal que ocupa lugar a cada virar de página. Não podemos esquecer o valor das pequenas coisas demonstrado por toda a população de León e, acima de tudo, por Paulina. Porque nem sempre é sozinhos que conseguimos abrir os olhos e que conseguimos entender o nosso verdadeiro valor!

Muito mais haveria a dizer sobre esta obra. No entanto, penso que esta é digna de ser lida e saboreada com o pano todo fechado!

Não, não estamos perante uma história de grande intensidade, de grande drama e de grande amor! Não estamos perante nenhum herói! Estamos perante inúmeras personagens humanas, repletas de um coração genuíno. Atrevam-se a conhecer "Água do Meu Coração", Charlie, Paulina e as maravilhas da terra e da população de León :).